Roteiro pela Serrinha do Alambari em Penedo - o que ver e fazer

A Serrinha do Alambari - ou simplesmente Serrinha - é uma região na serra do estado do Rio de Janeiro que, apesar de ficar entre as famosas Penedo e Visconde de Mauá, ainda não é tão conhecida dos turistas. É considerada área de proteção ambiental e faz divisa com o Parque Nacional de Itatiaia, coberta de mata atlântica e repleta de cachoeiras e nascentes de vários rios importantes na região. Há muitas chácaras, fazendas, hotéis-fazenda e campings, com um centrinho bem simpático - em resumo, um lugar pra fugir mesmo de agitação e curtir a natureza. 
Na verdade, o distrito de Serrinha pertence à cidade de Resende mas sua entrada fica no início da estrada entre Penedo e Visconde de Mauá, passando por esse simpático portal da foto. É uma ótima opção de passeio para quem está hospedado em Penedo e quer fazer uns programas diferentes. Nós passamos um dia por lá e conhecemos vários locais bacanas!
Começamos pela Pedra Sonora, uma formação rochosa que parece uma concha oca, que faz um barulho meio de eco quando se bate nela em determinados pontos. É cercada de lendas, sendo que uma delas conta que um índio, após ter levado uma flechada no pescoço e impedido de gritar por causa disso, bateu na pedra e o som chamou a atenção das pessoas da sua tribo, que conseguiram chegar a tempo de salvá-lo. Já a placa de identificação diz que quem bater na pedra e conseguir aquele seu som característico vai se livrar de acontecimentos trágicos pelo resto da vida - por outro lado, quem de alguma maneira danificar a pedra estará sujeito a acontecimentos trágicos 😄
Voltamos à estrada principal e seguimos as placas para a microcervejaria Elbers Bier. São poucos quilômetros de subida íngreme, em meio a chácaras e casas lindas. É uma cervejaria bem pequenininha mesmo, mas que produz algumas cervejas interessantes - há uma de cogumelo, por exemplo. A cervejaria ocupa uma casa fofa com cara de casinha de fazenda, branca e azul, uma pena que a visitação em si tenha deixado um pouco a desejar. Para quem aprecia cervejas diferentes, vale a pena.
Dali descemos o morro novamente e seguimos as placas em direção a um trio de poços: do Céu, do Dinossauro e da Turmalina, que ficam numa propriedade particular. A estrada de terra não é das mais fáceis, pois além de alguns trechos mais íngremes havia muitos buracos (nosso carro não é 4x4 mas é bem alto, carros mais baixos podem sofrer um pouco - vale o aviso). São alguns quilômetros por entre chácaras, pousadas, restaurantes e alguns achados como essa pequena cachoeira.
A fazenda onde ficam os poços - sendo o mais famoso o do Dinossauro, porque tem a forma de uma pata - fica no fim da estrada e é cobrada entrada dos visitantes (R$ 35/pessoa, as crianças não pagaram), podendo estacionar dentro da propriedade. O senhor que nos recebeu garantiu que a trilha era fácil e bem curtinha até o Poço do Céu, cerca de 700 m, e os outros dois ficavam a poucos metros uns dos outros - o que se revelou uma bela enganação.
De fato a trilha é curta, de chão batido e plana no seu maior trecho. Mas conforme vai se aproximando da queda d'água a dificuldade aumenta e o caminho fica bem acidentado, além de mais íngreme. Há alguns apoios - corrimãos, cordas e, às vezes, degraus - mas ainda assim foi meio complicado para os malinhas.
O Poço do Céu é o maior do trio, um poção com muitas pedras no meio. Como é o primeiro e tem mais espaço, é o que tinha mais gente - o vento frio mais a água gelada não intimidou as várias pessoas que havia ali. O acesso até a água é bem íngreme, pois é preciso descer uma pedra grande e um pouco escorregadia - e para continuar a trilha para o poço seguinte, há uma corda na parte de cima para servir de apoio. Marido, como sempre, fez a "travessia" comigo e com os dois malinhas, pois eu morro de medo de me machucar 😖
O próximo é o Poço do Dinossauro, mais famoso mas bem menor que o do Céu, distante uns poucos metros bem cansativos. Malinha menor ficou meio decepcionado porque provavelmente esperava ver um fóssil de verdade, tadinho 😃
A essa altura já estávamos cansados mas marido nos convenceu a vencer os próximos 60 m para chegar ao último poço, o da Turmalina - e ainda bem, pois dos 3 é o mais bonito e onde aproveitamos mais, pois era mais fácil chegar até a água. Teve quem molhou os pés na água gelada, teve foto artística, teve um lanchinho nas pedras para todos se refazerem e podermos fazer a trilha de volta. Uma pena que o sol já estava baixo e as fotos não fazem jus à beleza do lugar: duas quedas d'água suaves em cima de pedras enormes, desaguando num poço onde se podia ver os detalhes das pedras no fundo, de tão transparente que era a água.
Depois de um merecido descanso e dos malinhas brincarem um pouco por ali, pegamos a trilha de volta - não sei o que acontece, mas sempre acho o caminho de volta mais curto que o de ida, será porque já sabemos o que esperar? Acabei achando até a trilha mais fácil 😊
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👉 Se animou a fazer trilhas com as crianças? Tem post com incentivo aqui: Dicas básicas para curtir trilhas com crianças
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Vale do Alcantilado - ecoturismo em Visconde de Mauá
Itatiaia e Penedo em um fim de semana com 2 malinhas
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Comentários

  1. Não conhecia a Serrinha do Alambari em Penedo, mas achei o lugar incrível demais e cheio de atrativos.

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