São Francisco Xavier - dicas de pousada, trilhas e restaurantes

Esse ano marido e eu completamos 11 anos de namoro/casamento e fizemos uma pequena viagem a dois para comemorar - afinal, não é porque não teve vestido de noiva nem papel passado que a gente não pode comemorar, não é? 😏
Ao contrário do ano passado, que os 10 anos mereceram uma viagem longa e especial (Colonia del Sacramento e Buenos Aires - sem malinhas! - post geral), este ano foi só uma escapadinha e perto de casa: São Francisco Xavier, um distrito de São José dos Campos que fica a cerca de 50 km de casa.
Marido conhece bem as trilhas de bicicleta por ali e nós já havíamos ido até o centro do distrito com os malinhas para almoçar algumas vezes. Como o acesso não é dos mais amigáveis - uma estradinha sinuosa que passa dentro de Monteiro Lobato (que de fato é outra cidade) - São Francisco Xavier não é muito famosa fora dos limites aqui da região. 
Mas a fama de "São Xico" como lugarzinho romântico e rota de ecoturismo tem crescido bastante nos últimos anos, com o aumento do número de pousadas e restaurantes. E realmente o lugarzinho tem seu charme, a começar por esse portal aí da foto - o macaquinho é o muriqui, bem comum nas matas da região e símbolo do distrito.

⇝ Onde se hospedar em São Francisco Xavier?
Há várias opções, a maioria mais distante do centro e acessadas por estradas de terra. Escolhemos a Pouso do Rochedo, uma pousada que existe desde 1975 e é bastante tradicional no distrito. Fica distante 8 km do centro por estrada de terra e é conhecida pelas trilhas existentes nos seus mais de 30 hectares de área - inclusive as trilhas são abertas a não-hóspedes, mediante o pagamento de uma taxa. Há opções de chalés e apartamentos, dependendo do número de hóspedes, bem como opções diferenciadas para grupos e lua-de-mel. Como no nosso caso era uma comemoração especial, esbanjamos e escolhemos o chalé 12, que fica afastado da sede e conta com banheira de hidromassagem.
Assim que chegamos, fomos recepcionados pelo Xerife, um cavalo branco bem jovem e mansinho, que pastava em frente ao nosso chalé.
O chalé parecia ser bem antigo mas era aconchegante e bem distribuído: uma salinha com lareira e tv; a banheira ao lado, com um janelão de vidro com vista para a mata; um quarto com cama de casal padrão e um banheiro com chuveiro a gás. Havia vários cobertores disponíveis, além dos que já estavam na cama (imagino que no inverno deve fazer muito frio ali - em final de abril, quando fomos, o clima estava bem ameno mas não frio), lenha e acendedores para a lareira (que não usamos), e um frigobar. Um rio passa nos fundos do chalé, com um barulhinho constante e delicioso de água corrente.
Embora não tenha afetado muito a nossa hospedagem, algumas coisinhas (que seriam facilmente solucionáveis) deixaram a desejar - a pior delas a falta de pressão da água no chuveiro e na pia do banheiro. Pra mim foi complicado lavar o cabelo, pois como havia pouca água ela saía quente demais, e se abrisse muito torneira de água fria, ficava muito fria. Na verdade o banheiro precisaria de uma reforma. Para uma noite, como foi o caso, não chegou a ser um problema, mas talvez fosse se ficássemos mais.
O café da manhã, servido no mesmo salão onde fica a recepção, é muito bom - uma boa variedade de pães e frutas, sucos, leite e café.
A pousada não serve refeições, mas há alguns lugares no centro que entregam ali, é só se informar na recepção. Como a pousada fica um pouco afastada pode mesmo dar preguiça de pegar o carro e sair.

⇝ Como são as trilhas da pousada?
Após o café nos deram um mapa das trilhas - e aqui já adianto, com exceção do trecho das cachoeiras, é melhor preparar as panturrilhas pra muita subida (e muita descida na volta!). O caminho todo é bem sinalizado e nos trechos mais íngremes há corrimãos ou degraus para ajudar. Embora não tivesse chovido no dia anterior, como a região é muito úmida havia alguns trechos bastante escorregadios - mesmo de tênis é bom ficar atento. Essa foi mais uma trilha que vimos algumas pessoas andando de chinelo, o que sempre me intriga 😲
Para quem não quiser ousar e subir até os mirantes só a parte baixa, começando por um lindo lago no início das trilhas, já compensa (eu mesma arreguei na última parte e não consegui ir até o mirante do Cruzeiro, marido foi sozinho e eu fiquei esperando, descansando numa pedra).
O platô onde ficam as castanheiras portuguesas também é lindo! E é um bom ponto para descansar.
Há outras trilhas e cachoeiras famosas por ali, uma vez que a região compreende também Joanópolis, Monte Verde e São Bento do Sapucaí, todos destinos de ecoturismo bem conhecidos. A cachoeira do Roncador, por exemplo, é bastante conhecida, mas não chegamos a ir até lá.

⇝ Onde comer em São Francisco Xavier?
Já experimentamos alguns restaurantes e todos eram ótimos. Vale o aviso que a maioria é lugar simples, sem frescuras, normalmente uma casinha adaptada - um exemplo é o Seu Xico, quase em frente à igreja, onde almoçamos desta vez. Comida caseira deliciosa (a carne de porco derretia na boca!) e atendimento na medida, apesar de estar bem cheio. Eu particularmente acho fofa a decoração com cara de casinha antiga, ainda mais com vista para pracinha da igreja!
Nós também já almoçamos, numa outra ocasião, no Neo Armazém & Restô. Esse tem uma cara moderninha e a comida é mais requintada. As massas são maravilhosas, cada um pediu de nós pediu uma diferente e todas estavam ótimas. Outro no mesmo estilo (e também mais caro) é o Villa K2, com atendimento maravilhoso e comida idem - mas como é mais refinado, a comida não é tão farta 😉 - este atualmente está em reforma e reabre na metade do mês de maio/19.
Há outras opções na única rua que leva até a igreja, e um dos charmes dali é esse: poder caminhar calmamente e escolher o que mais apetecer.
Caso a opção seja comer no meio do caminho, em Monteiro Lobato, recomento o Fidélis Bistrô - uma casinha que não se dá nada por ela do lado de fora, mas é uma graça por dentro e os risotos são divinos! E a proprietária, a Egilda, é pura simpatia. Almoçamos lá e adoramos. Também não tem erro, está no caminho para pegar o acesso para São Francisco Xavier.

⇝ Como faz para chegar em São Francisco Xavier?
Vindo da Rod. Pres. Dutra é necessário entrar em São José dos Campos e acessar o caminho para Rod. Monteiro Lobato. São cerca de 30 km até Monteiro Lobato e mais 20 km até São Francisco Xavier, em estrada de mão dupla (que está em bom estado mas é bastante sinuosa).

⇝ Links úteis
Site da pousada Pouso do Rochedo

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Comentários

  1. Super interessante a visita de vocês a São Francisco Xavier. Eu sou como você e as vezes paro numa pedra e espero o Bruno finalizar. É gostoso aproveitar a natureza também, ne? hahaha

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    1. Nem sempre dou conta de acompanhar kkk pior que quando estamos só nós 2 não tenho a desculpa de que as crianças se cansaram...

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  2. Adoro esses destinos de ecoturismo, é muito reenergizante estar em contato direto com o mato, com cachoeiras...
    São Francisco Xavier parece ser um lugar super gostoso, adorei a dica!

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  3. Que delícia que é São Francisco Xavier! Fica pertinho aqui pra eu visitar também, vou aproveitar suas dicas e tirar um fim de semana pra ir lá. Obrigada

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  4. Muito legal essa dica de hospedagem e também sobre a cidade, nunca tinha ouvido falar mas parece ser bem interessante de se conhecer.

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    1. Não é mesmo muito conhecida fora daqui da região do Vale do Paraíba, mas vale a pena a visita.

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  5. Linda comemoração em São Francisco Xavier. O lugar parece muito tranquilo e romântico, assim como o chalé. Parabéns pelos 11 anos e continuem a festejar por muitos anos.

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    1. Obrigada! Realmente São Francisco Xavier é um lugar encantador e perfeito para comemorações!

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  6. Ainda não conheço São Francisco Xavier mas tenho vontade, é bem o meu tipo de viagem. Adorei as dicas, ótima opção de hospedagem.

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