Rio de Janeiro a 4 - o básico com crianças

Aproveitamos que marido ia correr a famosa Maratona do Rio em um fim de semana do mês de maio e resolvemos apresentar o Rio de Janeiro oficialmente para nossos malinhas - a mais velha já tinha ido duas vezes, bem pequenininha, e para o caçula seria a primeira vez. Eu estava doida pra fazer os passeios clássicos do Rio com eles e seria uma ótima oportunidade. Porque mesmo com todas as más notícias no jornal, o Rio insiste em ser lindo e acho uma pena ser tão maltratado. O Rio, que é tão conhecido no exterior, ainda tão pouco prestigiado por nós, brasileiros.
Chegamos num final de tarde na sexta-feira e ficamos hospedados num hotelzinho bem antigo na Lapa, próximo aos arcos, pois o final da maratona era no Aterro do Flamengo e queríamos um local perto para o marido nos encontrar. Não seria minha primeira escolha, pois apesar de bonita essa área da cidade é meio esquisita - gente dormindo nas ruas, muitos pedintes, ambiente bem degradado mesmo. Mas era conveniente e foi bom para os malinhas saírem um pouco da bolha em que vivem e vivenciarem uma realidade diferente. 
Começamos o nosso roteiro pelo Bondinho do Pão de Açúcar e os malinhas estavam super empolgados. O trânsito em vários pontos da cidade estava bem confuso por conta das obras para as Olimpíadas (faltavam menos de 2 meses para a abertura), mas conseguimos estacionar relativamente perto. Vale dizer que todas as vezes que fomos para o Rio nos locomovemos com tranquilidade usando Waze ou Google Maps, sem sustos além do óbvio trânsito de cidade grande.
Apesar de ser sexta-feira havia uma fila bem grande pra comprar os ingressos e me arrependi de não ter comprado com antecedência pelo site (link aqui), que ainda dá 10% de desconto (os preços são bem salgados: R$ 110 adulto, em maio/19). Levamos mais de uma hora entre comprar e finalmente subir no bondinho, por isso fica a dica de comprar com antecedência.
Ficamos até o anoitecer para ver o pôr do sol lá de cima, muito lindo! Apesar do vento frio que nos pegou meio desprevenidos - onde já se viu passar frio na Cidade Maravilhosa, não é mesmo? Vale dizer que no site há outras opções de passeios, inclusive de um tour histórico que fiquei morrendo de vontade de fazer - link aqui.
De lá fomos jantar em Ipanema (tentamos ir no super famoso bar Garota de Ipanema mas estava lotado e acabamos em um outro bem pertinho) e descansar para o dia seguinte.
No sábado nos programamos para ir ao Parque Lage pela manhã e passar a tarde em alguma praia, pois os malinhas estavam loucos pra brincar na areia. Nós já conhecíamos o Parque Lage de uma outra vez que fomos ao Rio, e adoramos. É uma área verde enorme, próxima ao Jardim Botânico, com várias trilhas e laguinhos com peixes, e um aquário no meio das pedras. Uma pena que o café que funciona lá dentro estava fechado pois o prédio estava em reforma. Todo mundo adora tirar fotos em frente ao espelho d´água!
No palacete antigo - que é lindo - funciona uma escola de artes visuais, e a área verde mistura mata atlântica nativa e jardins projetados em 1840 por um paisagista inglês. Há várias pequenas trilhas e cantinhos que valem ser explorados. O Parque Lage, na minha opinião, é um dos lugares mais bonitos do Rio.
De lá almoçamos e seguimos de carro até São Conrado, pois queríamos ver o pessoal descendo na praia de paraglider. Os malinhas puderam também brincar um pouco na areia, que era o que eles queriam. Nosso sábado terminou sossegado, pois marido precisava descansar para a maratona do dia seguinte.
No domingo marido saiu cedinho do hotel e ficamos só eu e os malinhas. Como íamos ter a manhã toda livre decidi explorar os arredores, ir até os Arcos da Lapa e o Parque do Flamengo a pé, já que eram bem perto de onde estávamos hospedados. Preparei os dois malinhas, uma mochilinha com artigos de emergência, e seguimos até os Arcos. O lugar é mesmo muito bonito, mas até chegar lá (eram 2 quarteirões) vimos muita gente dormindo na rua e mendigando, bem triste. Dois homens, visivelmente drogados, tentaram conversar com a gente, e tive que explicar para os malinhas que eles estavam doentes, por isso não estavam no seu estado normal. Enfim... havia outros turistas e uma viatura da polícia por perto, o que me deixou mais tranquila - confesso que fiquei tensa, muito por causa das crianças. Tiramos fotos, eles correram atrás das pombinhas, e de lá seguimos para a Praça Paris, um parque bem gostoso onde havia bastante gente com crianças ou se exercitando. 
Eles brincaram um pouco, tomamos sorvete, e de lá atravessamos a avenida e chegamos no Parque do Flamengo, uma grande área verde onde as pessoas andam de bicicleta, de skate, correm. Passamos também por um prédio onde fica o Monumento aos Mortos na 2a Guerra Mundial, dá pra subir na parte mais alta onde há um laguinho e tem-se uma vista boa da Marina da Glória e dá pra ver os aviões decolando e aterrissando no aeroporto, que é ali bem próximo.
Depois de tudo isso, estávamos todos cansados e com fome, eu já tinha tido notícias do marido (que tinha sobrevivido aos 42 km) e voltamos ao hotel para esperá-lo.
Quando chegou pegamos o carro e fomos almoçar em um dos quiosques na orla de Copacabana. Levamos o patinete e a bicicleta dos malinhas para eles poderem se divertir um pouco no calçadão após o almoço, e eles brincaram na areia também. Foi uma despedida da praia pois no dia seguinte iríamos embora.
Na segunda feira fizemos o check out e seguimos para o Corcovado, que seria nosso último passeio antes de ir embora. Deixamos para a segunda de manhã pois achamos que estaria mais vazio e não pegaríamos menos fila, o que de fato aconteceu.
Há quatro opções de locais para se pegar o transporte até o Cristo Redentor (informações completas aqui): Largo do Machado, Copacabana, Barra da Tijuca e o Centro de Visitantes na estrada das Paineiras - escolhemos esse último, já que estávamos de carro. Vale dizer que não há estacionamentos ali e é preciso parar ao longo da própria estrada, o que pode significar um boa caminhada até a bilheteria e o embarque das vans que levam ao Cristo. Ficamos tentados em ir de trem via Cosme Velho, que é uma outra opção para se chegar lá, mas demoraria mais e preferimos deixar para uma próxima vez.
Para chegar até o Centro de Visitantes seguimos as instruções do Waze, que nos mandou para o interior do bairro de Santa Teresa - o que foi sensacional, um caminho super diferente, vimos os bondinhos, as casas antigas, os ateliês... Até finalmente chegarmos na bilheteria, onde se pega a van para o Cristo. O estacionamento estava em obras então marido deixou a gente lá em cima e foi estacionar o carro. Como esperávamos, havia bastante gente mas foi bem rápido, logo pegamos a van e subimos, os malinhas amaram subir o morro cheio de curvas até chegar lá no alto.
O dia estava lindo e o Rio visto de cima é deslumbrante. Demos toda a volta para apreciar a vista, tomamos um lanche no barzinho que tem lá (aliás, com sucos deliciosos, uma grata surpresa). Pegamos a van de volta e fomos embora, renovados depois de um fim de semana prolongado em família.

↪ Links úteis

↪ Dicas e Conclusões:
O Rio é lindo e vale muito a pena conhecer. Foi a primeira vez que fomos com os dois malinhas e eles adoraram, dá pra ficar muito mais tempo e não repetir nenhum passeio. Apesar de todas as tragédias que aparecem o tempo todo na tv, andamos bem tranquilos de carro, usando o Waze, e não nos perdemos nem uma vez apesar do trânsito estar confuso por conta das obras e das ruas que estavam fechadas por causa da maratona.
Os malinhas ficaram meio frustrados porque não ficamos muito na praia, mas o plano não era curtir praia mesmo. Entre os passeios obrigatórios que não fizemos estão o Jardim Botânico e a Lagoa, que ficaram para uma próxima vez.
A parte central da cidade, que eu não conhecia, é bem interessante apesar de degradada. A arquitetura (e as pichações) me lembraram um pouco Buenos Aires, e são locais em que é preciso ficar meio esperto com os pertences, mas sem neurose.

Comentários