Como é a Praia da Lagoinha em Ubatuba

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, tem mais de 80 km de extensão à beira-mar, distribuídos em cerca de 100 praias e algumas ilhas que também pertencem ao município. Muitas dessas praias não têm acesso disponível aos turistas ou somente podem ser acessadas por trilhas ou barcos, e mesmo algumas praias bem conhecidas e frequentadas têm acesso precário - o que dificulta a vida do turista, mas garante a adrenalina e a sensação de exclusividade quando se chega a elas. Grande parte da área de Ubatuba (mais de 80%) está dentro dos limites do Parque Estadual da Serra do Mar, a maior área contínua de mata atlântica preservada do Brasil.
Conhecemos muitas praias em Ubatuba, mas neste post vamos falar de uma delas em específico: a praia da Lagoinha, muito frequentada por famílias e considerada excelente para levar as crianças. Estivemos lá recentemente, na nossa primeira viagem em meses (post completo aqui: VIAGEM COM DISTANCIAMENTO SOCIAL - É POSSÍVEL?)

👉 Como chegar na Lagoinha
O acesso para a praia da Lagoinha é muito fácil, pois fica à beira da rodovia Rio-Santos, a cerca de 30 km do centro de Caraguatatuba e 20 km do centro de Ubatuba. Por se tratar de uma praia longa (tem 3 km de extensão), há vários pontos de acesso, muitos deles dentro de condomínios fechados - o que garante a preservação da praia e um certo sossego, mesmo na alta temporada. E ao contrário da vizinha Maranduba, na Lagoinha não há muito comércio ou quiosques, o que também ajuda a manter o sossego da região.

👉 Como é o mar na Lagoinha
O mar calmo e a faixa de areia sem grandes desníveis são uma ótima combinação para as crianças - nossos malinhas amam ficar o tempo todo na água e a Lagoinha é ótima nesse aspecto: a gente se senta próximo da água com nossas cervejinhas enquanto consegue ficar de olho neles.

👉 Outras atrações da Lagoinha
Para quem curte uma caminhada, é possível seguir pelo lado esquerdo até o Rio Lagoinha, que forma piscinas cheias de peixinhos na maré baixa. No mesmo ponto, ao lado do rio, começa a Trilha das 7 Praias, uma das mais famosas de Ubatuba (inclusive faz parte da Maratona de Revezamento Desafio 28 Praias) - a trilha tem 10 km e termina na Praia da Fortaleza, do outro lado da enseada. Apesar de não ser considerada difícil, tem trechos de subida e descida e é aconselhável ir andando e voltar de táxi-boat (há sempre alguns disponíveis) ou ônibus ao ponto de partida, para poder ir sem pressa e aproveitando os mirantes e as praias. Ainda não fizemos a trilha (na última vez em que estivemos na Lagoinha choveu muito na noite anterior ao dia que havíamos programado fazê-la, e acabamos desistindo), mas já está programada para uma próxima vez.
No outro extremo fica a Praia do Sapê, bastante procurada por surfistas - embora vizinha à Lagoinha, que tem um mar mais calmo, no Sapê as ondas são bem maiores e propícias para o surf.
E do outro lado da rodovia é possível visitar as Ruínas da Lagoinha (há placas na estrada indicando o ponto exato). São o que sobrou de uma antiga fazenda-engenho, muito moderna para a época (meados de 1850), mas que acabou abandonada quando o proprietário morreu e não deixou herdeiros. O interessante do local, hoje tombado, é como a natureza invadiu o que sobrou das construções, formando uma paisagem meio cenográfica.
fonte: www.curiosidadesdeubatuba.com.br

👉 Onde se hospedar na Lagoinha
Há uma grande oferta de imóveis para locação nos vários condomínios espalhados ao longo da praia, alguns que dão acesso direto à praia e outros que ficam do outro lado da rodovia. 
Na nossa última viagem alugamos uma casa pequena no Condomínio Salga através do AirBnb, que ficava a apenas um quarteirão da praia e nos atendeu perfeitamente. A proprietária dessa casa possui várias outras casas de aluguel, que podem ser consultadas na página Praia e Sol Ubatuba.
Já nos hospedamos também na Vila da Lagoa, uma pousada formada por chalezinhos super bem equipados e confortáveis, em frente à praia mas do outro lado da rodovia.
Há outras pousadas e casas de aluguel também no Booking, embora a oferta de hospedagem na Lagoinha não seja grande, quando comparada a praias mais badaladas de Ubatuba.

Links úteis:
↪ Informações sobre o trânsito na Rodovia Rio-Santos (SP-55) - Sistema Costa Norte
↪ Página oficial do Parque Estadual da Serra do Mar
↪ Informações turísticas de Ubatuba - Curiosidades de Ubatuba 
↪ Site da Prefeitura de Ubatuba

Mais sobre o litoral de São Paulo? Nem só de praia vive o litoral paulista! Há outras atrações em Ubatuba, como contamos neste post: Opções em Ubatuba: Projeto Tamar e Aquário


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4 parques em São José dos Campos

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Sou apaixonada por São José dos Campos. Embora não seja joseense nativa, passei aqui a maior parte da minha vida adulta e foi aqui que meus malinhas nasceram. Tenho visto como a cidade cresceu e se desenvolveu ao longo dos últimos 20 anos e aproveitamos muito a localização estratégica dela - perto do litoral norte, da serra da Mantiqueira e do sul de Minas, todos com lindos lugares para conhecer e passear.
Declarado meu amor, vale dar a ficha completa dessa linda cidade do Vale do Paraíba! São José dos Campos fica a cerca de 100 km de São Paulo e a 350 km do Rio de Janeiro, à beira da Rodovia Pres. Dutra - o famoso e movimentadíssimo trecho da BR-116 que liga as capitais dos dois estados.
São José tem hoje 730 mil habitantes e é a quinta maior cidade do Estado, ficando atrás apenas da capital e de Guarulhos, Campinas e São Bernardo do Campo. Na região do Vale do Paraíba é considerada meio capital, concentrando muitas empresas, institutos federais de pesquisa científica (entre eles o INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e o DCTA-Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), universidades, faculdades e outras escolas de formação de mão-de-obra qualificada. E apesar disso tudo na área urbana, 70% da área do município é zona rural, sendo grande parte área de proteção ambiental. Pertence também a São José dos Campos o fofíssimo distrito de São Francisco Xavier - que mereceu um post só pra ele: SÃO FRANCISCO XAVIER - DICAS DE POUSADA, TRILHAS E RESTAURANTES
Mas uma das coisas mais especiais dessa cidade são as várias áreas verdes espalhadas pelos bairros - além dos grandes parques, há muitas praças e áreas de lazer que lotam nos dias bonitos de sol: famílias, pessoas praticando esportes ou simplesmente aproveitando o ar livre. Essa possibilidade de ter contato com a natureza mesmo estando dentro da cidade sempre me encantou e considero um grande diferencial na qualidade de vida da população. Nestes tempos tão sombrios de pandemia e crise em todos os setores, às vezes tudo que precisamos para alegrar um pouco o dia é um passeio em meio à natureza 💚
Neste post vou apresentar 4 parques muito bacanas de São José dos Campos, todos com entrada gratuita, e com as regras de reabertura atualizadas na data de publicação deste post.

1- Parque Santos Dumont
O Parque Santos Dumont, localizado em uma região central e muito movimentada, é o parque público mais antigo e um dos mais tradicionais da cidade. Ele faz parte da história de muitas famílias joseenses - muita gente cresceu brincando nos seus parques e hoje traz os filhos para brincar nos mesmos brinquedos, pois o formato original pouco mudou ao longo dos anos.
Em homenagem a Santos Dumont, o parque foi inaugurado em 23 de outubro de 1971, aniversário de 65 anos do primeiro voo do famoso 14 Bis - e um dos seus principais atrativos é justamente uma réplica do famoso avião, juntamente com uma réplica de um avião Bandeirante e maquetes de foguetes.
Dentro dos 46 mil m2 da área ocupada pelo parque há pista para caminhada e equipamentos de ginástica, um jardim japonês, um lago lindo de criação de peixes, além de vários playgrounds que as crianças amam! Há também vários quiosques, que podem ser usados livremente. 
Um dos aspectos mais legais desse parque é que os parquinhos são vários e bem espalhados, então dificilmente há disputa de brinquedos. Tentar localizar as tartaruguinhas dentro do lago também é uma atração e tanto para os menorzinhos.
Não é permitida a entrada de animais e nem de bicicletas com aro maior que 14.
Aqui uma reportagem da TV Vanguarda de janeiro de 2020, que mostra em detalhes o parque: Parque Santos Dumont é opção de Lazer em São José
👉 Endereço: R. Eng. Prudente Meireles de Morais, 1000 - Vila Adyana
👉 Quando foi reaberto: está fechado ao público desde março
👉 Restrições: Até a data da publicação deste post (5 de outubro), o parque ainda não tinha sido reaberto e não havia informações na página da prefeitura sobre a previsão do retorno.

2- Parque Vicentina Aranha
O Parque Vicentina Aranha também se localiza numa área de grande movimento na cidade, inclusive próximo ao Parque Santos Dumont. Na década de 1920, sua área fazia parte de um dos maiores centros de tratamento de tuberculose na América Latina e abrigava o Sanatório Vicentina Aranha. Seus pavilhões, projetados pelo arquiteto Ramos de Azevedo, são tombados como patrimônio histórico da cidade.
Após o encerramento das atividades do sanatório, toda a sua área de 84.500 m2 ficou fechada e só foi reaberta como parque em 2006, quando foi adquirida pela prefeitura, mas com todos os prédios praticamente em ruínas. Só a partir de 2011 uma organização cultural assumiu o restauro dos antigos edifícios, sendo que até agora apenas um deles foi totalmente restaurado (e fica aberto ao público com uma exposição permanente contando a história do sanatório) e outros 3 receberam reformas estruturais.
Além dos prédios antigos, o parque conta com pista de corrida e aparelhos para ginástica, mas é famoso mesmo pela sua intensa programação cultural - feiras, exposições, encontros culturais, concertos de música, cinema ao ar livre, feira de produtos artesanais e orgânicos... nós mesmos já fomos em vários desses eventos, sempre muito concorridos e variados. Outra atração são os bichinhos que vivem por ali: galinhas d´angola aos montes, patos e até coelhinhos!
É um dos parques mais movimentados de São José e muito utilizado para ensaios fotográficos, piqueniques e festinhas de aniversário. Ah, e é possível se casar na concorridíssima capela que existe dentro do parque, aberta para cerimônias às sextas e sábados.
Não é permitida a entrada de animais nem de bicicletas com aro maior que 14.
👉 Endereço: Rua Prudente M Moraes, 302 - Vila Adyana
👉 Quando foi reaberto: 31 de agosto
👉 Restrições: a programação cultural presencial está suspensa e funcionando apenas online. Não estão permitidos festas e piqueniques, apenas a prática de exercícios. 

3- Parque Roberto Burle Marx (Parque da Cidade)
O Parque da Cidade, cujo nome oficial é Parque Roberto Burle Marx, é o maior e mais procurado espaço de lazer de São José dos Campos. Tombado como patrimônio histórico, ocupa uma área total de 960.000 m2 que pertencia originalmente à fazenda da Tecelagem Parahyba, uma fábrica de cobertores que se instalou na cidade na década de 1920 (e que existe até hoje, ocupando uma área adjacente ao parque). Tornou-se parque em 1996 e ganhou o nome do famoso paisagista e arquiteto Burle Marx, que foi o responsável pelo projeto paisagístico do parque.
Além da imensa área verde, o parque tem também lago, uma ilha artificial e muitos animais que circulam livremente por ali, como capivaras e pequenos saguis. A casa do antigo proprietário da fazenda, Olivo Gomes, também é uma atração por suas lindas linhas arquitetônicas, assim como o Museu do Folclore, que ocupa uma das antigas casas de hóspedes da fazenda e tem uma programação cultural variada, com exposições e feiras de artesanato ao longo do ano todo. O parque também abriga uma biblioteca de livros sobre folclore, coleção de Arte Sacra, de Artes Visuais, peças do observatório astronômico Galileu Galilei, objetos do Cine ParaTodos (um antigo cinema da cidade), entre outros documentos e fotos que remetem à história de São José.
As palmeiras imperiais logo na entrada do parque foram importadas da Europa e são uma marca registrada desse parque, que permite a entrada com bicicletas de qualquer tamanho, e de animais numa área demarcada como parque canino.
O pavilhão do parque também é muito utilizado para eventos e festas populares - nós já estivemos lá durante exposições de carros antigos e em feiras de ciências. E normalmente também é no Parque da Cidade que ocorrem os grandes shows e eventos comemorativos - foi um dos palcos de shows da última Virada Cultural Paulista e das festas em comemoração ao aniversário da cidade.
👉 Endereço: Avenida Olivo Gomes, 100 - Santana
👉 Quando foi reaberto: 6 de junho
👉 Restrições: Está proibida a realização de atividades físicas que gerem contato ou aglomeração. Nos gramados, foram feitas marcações em círculos para indicar o distanciamento necessário entre as pessoas. Algumas áreas do parque estão com acesso restrito ou interditadas. A programação cultural está suspensa.

4- Parque Ribeirão Vermelho
Dessa lista, o Parque Ribeirão Vermelho é o mais novo dos parques de São José - foi inaugurado em 2017. Foi projetado para ser uma área de lazer numa área relativamente nova da cidade, o bairro Urbanova, que fica numa região mais afastada e ocupada por diversos condomínios horizontais.
Na área de 250 mil m2, o parque não esconde sua vocação esportiva: há quadras poliesportivas e de tênis, pista de skate, playgrounds, pista de caminhada e ciclovias, além de um bosque com mata nativa. Há também duas academias ao ar livre, com diversos aparelhos à disposição dos frequentadores. 
Mas a melhor atração do parque, especialmente nos dias quentes, são as piscinas verticais formadas por mais de uma dezena de jatos de água que saem do chão, que fazem a alegria das crianças! Mas há que se ir preparado para enfrentar o sol, pois fora das trilhas não há muita sombra.
É um dos nossos parques preferidos porque é possível levar as bicicletas, e os malinhas amam os playgrounds e as piscinas verticais - nos finais de semana o parque fica cheio de famílias.
👉 Endereço: Av. Maria de Lourdes Friggi - Urbanova
👉 Quando foi reaberto: 31 de agosto
👉 Restrições: Aberto somente para a prática de exercícios. As piscinas verticais estão desligadas.

Neste período ainda tão incerto para o turismo, uma das alternativas para se começar a sair de casa um pouco são esses espaços urbanos com muito verde. Neles é possível manter um distanciamento das pessoas e ainda assim proporcionar um pouco de liberdade, especialmente para as crianças, que já estão muito limitadas por estarem fora da escola há tantos meses. A Flavia, do blog Turismo em Família, discorre sobre as alternativas de viagem em família pós pandemia neste post: Viagem em Família pós Covid19: Precauções e Opções para Passeios e Viagens Seguras!

E nesse Brasil enorme, há outras cidades que oferecem muitas opções de parques e passeios ao ar livre. Seguem alguns exemplos:
🌺 Em Curitiba (PR): Qual melhor parque de Curitiba

Um bom zoológico ao ar livre, que faça um trabalho bacana de resgate e recuperação de animais e preservação de espécies ameaçadas, também tem seu valor e pode ser uma ótima opção de passeio com as crianças. Sugerimos o Zooparque Itatiba (estivemos lá recentemente, temos um post contando como é a visita ao Zooparque), e o blog Viajar com Filhos tem também um post sobre esse que é o maior zoológico particular do Brasil.

Parques aquáticos e de diversões estão também reabrindo aos poucos, aqui no Brasil e fora - o blog Andreza Dica e Indica, especialista em parques da Disney, conta aqui como estão funcionando os parques de Orlando durante a pandemia. E na França, o blog Disney e Outros Lugares Incríveis conta sobre os protocolos adotados e como está funcionando a Disneyland Paris.
No Brasil, o Hot Park em Goiás, um dos parques aquáticos mais famosos do país, também reabriu e o blog 6 Viajantes contou neste post como está seu funcionamento: Hot Park no Rio Quente - o que você precisa saber! . E no sul, a turma do Viajo com Filhos conta como estão funcionando os parques em Santa Catarina, e o blog Viagens que Sonhamos, a reabertura dos parques de Gramado e Canela.

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Viagem com distanciamento social - é possível?

domingo, 13 de setembro de 2020

Por aqui estamos desde meados de março vivendo de maneira contida, respeitando ao máximo o isolamento social, tentando tirar desse monte de limões uma limonada (ou caipirinha, dependendo do dia 😄). Para quem nunca ligou muito de passar fins de semana e férias em casa deve ser mais fácil, mas e para aqueles que, como nós, sentem aquele apelo irresistível de passear por aí?
Estou aqui fazendo piada mas a situação é muito séria. Nos últimos meses, poucas foram as boas notícias - eu mesma aboli o noticiário e só me informo o essencial - e a cada dia parecia que a doença estava mais perto de nós. Um vizinho, um conhecido, um parente próximo de algum amigo nosso... felizmente não tivemos ninguém realmente próximo gravemente doente. Mas o medo permanece, assim como a inquietação: até quando teremos que manter o distanciamento social?
Confesso que já abrimos aqui algumas exceções: já levamos as crianças para encontrar um amigo ou outro na praça perto de casa, já visitamos os parentes próximos (poucas vezes, vale dizer), liberamos algumas atividades dos malinhas fora de casa. Como é sabido, as aulas ainda permanecem online mas a pleno vapor, e resolvemos então aproveitar a semana de férias concedida pela escola para tentar fazer o que fosse possível fora de casa, com cara de viagem pero no mucho 😉
Depois de muita conversa e ponderação, chegamos à conclusão que o menor risco seriam programas ao ar livre. Para alguns dias fora de casa, assim como outras famílias que conhecemos, optamos por alugar uma casa pelo Airbnb por considerarmos uma alternativa mais segura, especialmente em termos de refeições - frequentar bares e restaurantes é algo que escolhemos não fazer por enquanto. E para aproveitar os preços baixos dessa época, entre inverno e verão, escolhemos uma praia tranquila em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo e a menos de 2 horas da nossa casa. Levamos tudo de casa (até nosso mascote coelhinho 🐰😉) e assim só saímos para ir à praia, que ficava a um quarteirão da casa onde nos hospedamos.
O clima nos meses de inverno no litoral de São Paulo é uma loteria - pode-se tanto dar uma sorte danada, com dias lindos e quentes, quanto pegar um período de frente fria e não conseguir pôr o pé na areia. Para nossa sorte, uma frente polar havia passado pelo estado na semana anterior à da nossa viagem, e pegamos dias lindos de sol - cuja contrapartida foi praia relativamente cheia. Embora não estivesse lotada (comparado a tempos normais, obviamente), escolhemos sempre ficar em locais com menos pessoas, mantendo uma certa distância das outras barracas. Quase deu para esquecer a pandemia, o "lembrete" ficou por conta das máscaras e protetores faciais dos ambulantes e atendentes dos quiosques - e nos momentos em que fomos caminhar pela praia optamos por usar também as máscaras, pois cruzávamos com muita gente.
Foi um risco? Talvez, pois somente não saindo de casa a proteção é completa, e ainda assim nada é garantido. Mas fez um bem danado à saúde mental de todos aqueles dias fora de casa, ao ar livre, aproveitando o mar (que os malinhas amam) e deixando para trás por uns momentos toda a carga que estamos carregando desde março.
E para completar a semana de férias fomos novamente ao Zooparque Itatiba. Quando estivemos lá em janeiro (post aqui: COMO É O ZOOPARQUE ITATIBA NO INTERIOR DE SP) ficamos na expectativa de voltar para conhecer a nova atração, um museu que abordaria a biodiversidade do mundo e o processo de evolução, e que estava com previsão de inauguração em abril. Mas com a pandemia e o fechamento do zoo, o museu ficou pronto sem inauguração formal e foi aberto junto com a reabertura do zoo, em 1 de agosto. Aproveitamos uma promoção de ingressos online e fomos durante a semana, seguindo as orientações: agendamento da data da visita e uso de máscaras.
Vale dizer que o museu ficou muito bacana e meu pequeno dinolover - que estava muito ansioso para conhecê-lo - amou a nova atração. Também nos sentimos bastante tranquilos porque a área é grande, e mesmo cruzando com outros visitantes durante a trilha não havia aglomeração. O restaurante e as cantinas estavam abertos, mas evitamos comer durante o passeio e deixamos para lanchar somente no final, onde há uma área reservada para piquenique.
Então, em relação à pergunta do título deste post - viagem com distanciamento social, é possível? - a resposta é: depende. Depende de algumas escolhas e de ponderar alguns riscos. Por aqui, nossas premissas foram:
👉 não temos ninguém com problemas de saúde em nossa família, não entre nós 4 (eu, marido e malinhas), e não estamos convivendo de perto com os mais velhos da família estendida (nossos pais, por exemplo)
👉 marido não parou de trabalhar, portanto já está exposto ao ambiente externo todos os dias
👉 achamos que restaurantes e bares apresentam maiores riscos, pois são locais em que as pessoas permanecem por algum tempo e ficam sem máscaras (para poder comer e beber). Manter uma distância segura também pode ser mais complicado em ambientes menores - e por isso optamos por não comer fora de casa.
👉 lugares abertos e ao ar livre, onde se possa ter contato com a natureza, de preferência com poucas pessoas e mínima necessidade de interação, como parques e praias (contanto que não estejam cheios), podem ser uma ótima opção para sair de casa para espairecer.

Vale dizer que essa é a nossa realidade e de forma alguma estamos encorajando todos a saírem de casa ou dizendo que a pandemia acabou e está seguro seguir com a vida normalmente. Mas com a crescente reabertura dos lugares públicos e com tantas restrições na rotina diária (que está longe de estar normal, especialmente para quem tem crianças em casa) a grande maioria das pessoas já chegou a seu limite e necessita de um respiro para o bem de sua saúde mental. Já são tantos meses de medo e angústia que vale a pena pesar os riscos e benefícios, sem exageros.

Mais posts sobre o assunto e as nossas experiências aqui:
↪ REFLEXÕES SOBRE ISOLAMENTO SOCIAL - COMO ESTÁ SENDO NOSSA EXPERIÊNCIA
↪ (NOVAS) REFLEXÕES SOBRE NOSSO ISOLAMENTO SOCIAL - 1 MÊS DEPOIS


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Palácio Quitandinha em Petrópolis: um pedaço da História do Brasil

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O Palácio Quitandinha em Petrópolis, na serra fluminense, é um ponto turístico muito conhecido e considerado parada obrigatória para quem faz turismo na cidade. Muitos sabem que ali funcionou um cassino (quando cassinos ainda eram permitidos no Brasil) mas poucos conhecem a história desse lugar, onde tudo foi pensado e planejado para ser grandioso e inesquecível.
👉 Confira aqui os demais pontos turísticos de Petrópolis: ROTEIRO EM PETRÓPOLIS: 4 DIAS COM 2 MALINHAS

História do Quitandinha
O Hotel-Cassino Quitandinha começou a ser construído em 1941 e foi finalmente inaugurado em 1944. Num momento em que o mundo vivia a 2a Guerra Mundial e todas as suas consequências, causou muito espanto que um país como o Brasil - agrário e subdesenvolvido - se metesse a construir o maior hotel da América Latina.
Idealizado por Joaquim Rolla, um empreendedor mineiro também proprietário de outros cassinos, acabou batizado como Quitandinha pois esse era o nome da fazenda que ocupava o terreno onde foi construído.
Todos os números eram gigantes: na sua construção foram utilizados 2,6 milhões de toneladas de ferro e mais de 23 mil metros cúbicos de concreto, e cerca de 1500 operários trabalharam na obra. Ocupando uma área de 50 mil metros quadrados, o prédio tem seis andares, divididos em 440 apartamentos e 13 grandes salões com até 10 metros de altura. A cúpula do Salão Mauá é a maior cúpula em concreto do mundo, medindo 30 m de altura e 50 m de diâmetro. No entorno do hotel, uma área hoje considerada nobre da cidade, foram 4 milhões de metros quadrados urbanizados e criada uma rede própria de água e esgoto, de forma a suprir o imenso edifício e suas necessidades de lazer, esportes e entretenimento.
E o lago em frente ao prédio? No formato de um mapa do Brasil, na sua construção foi utilizada uma quantidade considerável de areia da praia de Copacabana, trazida da cidade do Rio de Janeiro, e sua posição sugere que o Brasil estaria aos pés do Quitandinha. No mínimo pretensioso, não?
Nos primeiros anos áureos após sua inauguração, inúmeras celebridades e personalidades da época passaram por seus salões - nomes como Walt Disney, Greta Garbo e Carmem Miranda se hospedaram no Quitandinha e aproveitaram de sua grandiosa estrutura. O hotel também sediou a Conferência Interamericana de 1947, com a participação do presidente norte-americano Harry Truman, de Evita Perón e do presidente Getúlio Vargas.
Mas o grande percalço enfrentado pelo hotel-cassino foi a proibição do jogo no Brasil pelo então presidente Gaspar Dutra em 1946. Sem o cassino para ajudar a sustentar sua imensa e luxuosa estrutura, o Quitandinha passou a perder hóspedes para outros hotéis tão luxuosos quanto ele, como o Copacabana Palace, e passou por um período de muitas dificuldades financeiras. Finalmente, no início da década de 60, o Quitandinha deixou de funcionar como hotel e passou a ser um condomínio de luxo, quando suas unidades foram separadas como apartamentos e vendidas. Toda a área de lazer passou a fazer parte do condomínio e bancada pelos próprios condôminos.
Infelizmente, o número de condôminos não foi o suficiente para manter aquela imensa estrutura - a área de lazer funcionou como clube por alguns anos, mas as dificuldades financeiras eram muitas e o Quitandinha enfrentou um tempo de decadência. Quanto visitei o Quitandinha pela primeira vez, em 2003, deu pena de ver como o local estava mal cuidado e precisando urgente de reformas, embora continuasse lindo.
Mas a sorte do superlativo Palácio Quitandinha mudou mesmo em 2007. Com exceção dos apartamentos, que continuam pertencendo a particulares, toda a parte administrativa do prédio - incluindo os diversos salões e áreas de lazer – foi adquirida pelo SESC-Rio, que passou a promover atrações culturais no local. Todo seu luxo estilo rococó hollywoodiano foi restaurado, e hoje é possível passear pelos seus largos corredores, imaginando todo o luxo que foi na época de sua construção.

Como está o Quitandinha hoje
Estivemos lá em 2019, ano em que o Quitandinha completou 75 anos, e pudemos ver na antiga Sala de Imprensa uma mostra fotográfica com imagens desde sua construção. As salas abertas à visitação foram reformadas e todas contam com uma placa explicativa, em português e inglês, além de ser possível fazer a visita audioguiada ou guiada pessoalmente. A sensação da visita é de um mergulho no passado mesmo!
Sala de Imprensa
Vale destacar alguns cômodos, que impressionam pela grandiosidade e pelo luxo. De longe a que mais me impressionou foi a piscina: no formato de um piano de cauda, a profundidade varia de 1 a 4 metros, e as pinturas das paredes foram inspiradas na obra Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne. Além de ser térmica, um luxo para a época!
Piscina
O teatro, que acomoda até 1100 pessoas, também é maravilhoso. Como estivemos lá no carnaval havia uma programação especial e pudemos assistir ali um show de mágica - os malinhas adoraram!
Teatro
O salão D. Pedro - que leva esse nome por causa do enorme retrato de D. Pedro na parede - era usado como sala de espera e utilizado para campeonatos de xadrez na época em que o Quitandinha ainda era cassino.
Sala D. Pedro
Os corredores são deslumbrantes e cheios de detalhes primorosos. Até os banheiros foram reformados de modo a se manter os detalhes da época da construção!
 
Ah, e não podemos esquecer do boliche, cujo salão é todo temático e decorado com pinturas e objetos antigos. E é possível jogar, comprando o ingresso específico para acesso ao boliche.
A programação cultural do SESC-Quitandinha é extensa e variada, com uma programação de qualidade e preços acessíveis, de forma a atrair todos os tipos de público. O Quitandinha também sediou as últimas edições do famoso Festival de Inverno da região (com exceção desse ano de 2020, cuja programação foi online por conta da pandemia). Os detalhes de horários de funcionamento, preços dos ingressos e agenda podem ser acessados pelo site: SESC-RJ Quitandinha

👉 Petrópolis é uma cidade maravilhosa e cheia de atrativos para quem quer conhecer mais da História do Brasil, além de oferecer também ótimas opções gastronômicas. Temos um post delicioso com dicas gastronômicas aqui: 5 LUGARES PARA COMER EM PETRÓPOLIS

Gosta de lugares cheios de História? Esse post faz parte de uma blogagem coletiva com o tema "Viagem pela História" - confira abaixo os posts dos blogs participantes! 👇
📌 Destinos por onde andei | Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte
📌 Vamos Viajar Pra Onde Agora | Viagem pela história do Brasil

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