Filmes baseados em fatos reais

domingo, 11 de abril de 2021

Mais um post da série para viajar sem sair de casa, uma lista de filmes baseados em histórias reais - alguns são realmente histórias verídicas, outras livremente inspiradas em algum fato real. Assistir a algo que realmente acontece sempre exerce um fascínio a mais, não?
Na lista entram histórias de pessoas e acontecimentos históricos, organizados por classificação etária.

Apollo 13
(1995 - Classificação Livre)
Estrelado por Tom Hanks, esse filme é o mais antigo da lista mas o mais atemporal: conta a história da missão Apollo 13, que tinha como destino a Lua, mas que foi interrompida no meio da viagem pela explosão de um tanque de oxigênio. O ano era 1970 e a NASA vivia o auge do programa espacial - e apesar do aparente fracasso, a missão ficou famosa pelo incrível trabalho em equipe entre os astronautas da nave e a equipe de apoio na Terra para trazer os três tripulantes de volta. Ah, e não podemos esquecer que também foi essa a viagem que consagrou a famosa frase: "Houston, we´ve had a problem". 
Como outros filmes norte-americanos contando sobre conquistas norte-americanas, o tom é fortemente nacionalista - mas não tira a graça da história, que é muito focada no elemento humano e no trabalho em equipe. Nós assistimos com os malinhas e eles adoraram, embora em alguns momentos eu tivesse que explicar alguns fatos históricos. Um bom programa em família.
Disponível na Netflix.

A Teoria de Tudo
(2014 - 10 anos)
A maioria das pessoas já ouviu falar de Stephen Hawking, genial físico britânico que, apesar de suas limitações físicas (sofria de ALS - Esclerose Lateral Amiotrófica - e foi perdendo todos os movimentos ao longo da vida) é considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos e autor de inúmeras teorias que mudaram a ciência. O filme é baseado no livro A teoria de tudo: A extraordinária história de Jane e Stephen Hawking e foca bastante no relacionamento entre Stephen e sua primeira esposa, Jane, com quem teve 3 filhos e foi casado por 25 anos. Desde a juventude na universidade e os primeiros sinais da sua doença degenerativa, vemos a evolução do relacionamento deles em paralelo com o agravamento da condição de Stephen - e o ônus disso sobre Jane. Impressiona como, apesar de cada vez mais paralisado, eles conseguiram ter 3 filhos, se divorciaram e Hawking ainda casou mais 2 vezes, quando já há muito não falava e tampouco se mexia 😮 e utilizava um dispositivo gerador de fala para se comunicar.
Disponível na Netflix.

Sully - O Herói do Rio Hudson
(2016 - 10 anos)
Filme estrelado por Tom Hanks que conta a extraordinária história do Capitão Chesley "Sully" Sullenberger que em 2009, junto a seu co-piloto, consegue pousar um avião em pane no Rio Hudson, em Nova York, salvando todos os seus 155 passageiros. Baseado na biografia de Sully, o filme narra a investigação formal pela qual Sully passou, para averiguar se suas ações foram corretas, em paralelo com o voo em si até o resgate dos passageiros.
A classificação é 10 anos mas poderia ser livre.
Disponível na Netflix.

Os Aeronautas
(2019 - 12 anos)
Esse é um filme realmente de tirar o fôlego, especialmente para quem tem vertigem de altura como eu! Na Londres de 1863, uma dupla improvável faz uma viagem de balão até uma altura que nenhum outro ser humano havia alcançado. E embora o cientista seja James Glaisher, a protagonista da história é mesmo Amelia Wren - que com sua história traumática (perdeu o marido durante uma viagem de balão) e sua coragem inimaginável, leva os dois a ter sucesso nessa empreitada em que poucos acreditavam.
A história se passa durante a viagem em si (retratada de maneira incrível), mas com flashbacks do passado dos dois personagens, nos levando a entender de que maneira chegaram até ali. 
O filme é baseado em fatos reais, mas infelizmente a personagem Amelia é 100% fictícia - o meteorologista e cientista Glaisher fez a histórica viagem em companhia de outro homem. Novamente uma parceria perfeita entre os atores Felicity Jones e Eddie Redmayne, que também trabalham juntos em A Teoria de Tudo.
A classificação é 12 anos mas poderia ser livre.
Disponível na Amazon Prime.

O Destino de uma Nação
(2017 - 12 anos)
Filme excelente, que mostra o início da 2a Guerra Mundial de um ponto de vista totalmente novo: a história toda se passa em alguns poucos dias após a posse de Winston Churchill como primeiro ministro da Inglaterra, e seu desafio em costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista de Hitler. Vemos Churchill com todos os seus tiques e talentos, qualidades e defeitos, enfrentando os adversários dentro de seu próprio país e buscando tomar a melhor decisão num cenário de guerra iminente.
Disponível no YouTube.

Horizonte Profundo
(2016 - 12 anos)
Filme que impressiona pelas cenas e pelo fato de ter sido mesmo real: conta a história da explosão de uma plataforma de extração de petróleo no Golfo do México em 2011 - com aquele toque patriótico normal em filmes-catástrofe norte-americanos, a figura de um herói pessoa-comum-gente-boa (representado pelo ator Matt Damon) e os vilões estrangeiros (no caso, os responsáveis pelas desastrosas decisões que levaram ao acidente eram representantes da BP, um conglomerado de maioria britânica).
Apesar do toque hollywoodiano, a tragédia foi real, resultando em 11 mortes e registrada como um dos maiores acidentes ecológicos de todos os tempos.
Disponível na Netflix.

O Menino que Descobriu o Vento
(2019 - 12 anos)
Baseado no livro de memórias de William Kamkwamba (disponível somente em inglês: The Boy Who Harnessed The Wind), o filme conta a comovente história de um menino do Malawi que, inconformado com a miséria causada pela seca todos os anos à sua aldeia natal, com a ajuda de alguns amigos, um livro de engenharia e um punhado de materiais encontrados num lixão, consegue construir um moinho de vento capaz de captar água armazenada e garantir irrigação às plantações o ano todo.
A história é real e o William de verdade aparece no final do filme. Já havia mencionado esse filme no post FILMES E SÉRIES DA NETFLIX PARA VIAJAR COM AS CRIANÇAS.
Disponível na Netflix.

O Jogo da Imitação
(2014 - 12 anos)
Filme inspirado na biografia de Alan Turing, um gênio matemático inglês contratado pelo MI6 durante a 2a Guerra Mundial para decifrar os códigos cifrados nazistas. Ninguém o leva muito a sério na equipe pois ele gasta a maior parte de seu tempo construindo uma máquina que supostamente conseguiria decifrar o "Enigma", um código considerado indecifrável. Considerado o pai da computação moderna, tímido e pouco dado a socializar com seus colegas, teve seu trabalho reconhecido mas morreu tristemente - por se reconhecer homossexual na Inglaterra da década de 50, quando o homossexualismo era considerado crime, foi processado criminalmente e submeteu-se à castração química, o que o levou ao suicídio.
Disponível na Amazon Prime.

A Escavação
(2021 - 12 anos)
Às vésperas do início da Segunda Guerra Mundial, uma viúva inglesa contrata um arqueólogo autodidata para escavar o terreno de sua propriedade em Sutton Hoo, próxima de Suffolk, no Reino Unido, onde suspeitava-se haver artefatos antigos enterrados. Essa iniciativa levou a uma das maiores descobertas arqueológicas de todos os tempos: um navio funerário de 1,4 mil anos de idade, da época em que a Grã-Bretanha era habitada pelos anglo-saxões.
O filme toma algumas liberdades e inclui relacionamentos que na realidade não existiram, mas as escavações de fato aconteceram e só recentemente foram dados os devidos créditos a Basil Brown, o escavador que fez as primeiras descobertas. As escavações continuaram até a década de 90, e todos os achados foram doados ao Museu Britânico, onde podem ser vistos.
Disponível na Netflix.

Suprema
(2019 - 12 anos)
Cinebiografia de Ruth Bader Ginsburg, primeira mulher a ter uma cadeira na Suprema Corte dos EUA e considerada símbolo da luta pela equidade de gênero - desde uma época em que nem se considerava essa uma luta válida. A história foca na juventude de Ruth, e começa na década de 60 quando, ainda estudante mas já casada e com um bebê, enfrenta o câncer do marido, consegue se formar com honras mas não encontra emprego por ser mulher. Com um amplo conhecimento jurídico mas sem experiência prática, trabalha como professora até se deparar com um processo que mudará sua carreira para sempre e imprimirá o termo "igualdade de gênero" a toda uma geração.
A história tem alguns furos e é meio difícil entender por conta das minúcias jurídicas muito particulares dos EUA, mas vale a pena conhecer um pouco da trajetória dessa mulher extraordinária, falecida recentemente.
Disponível na Amazon Prime.

A Tenente de Cargil
(2020 - 14 anos)
Filme indiano (e falado em híndi) que conta a história da tenente de voo Gujan Saxena, a primeira piloto mulher a atuar na Força Aérea indiana. De forma romanceada - e com aquelas pitadas de humor típicas do cinema indiano - vemos como a menina Gujan, sempre apoiada por seu pai, perseguiu o sonho de ser piloto até finalmente chegar a tenente na Força Aérea. Passando por inúmeras atribulações e abusos de todo tipo por ser a única mulher num meio 100% masculino, ela dá contínuas mostras de resistência e resiliência, até finalmente provar seu valor na Guerra de Cargil, em 1999.
A indicação é para maiores de 14 anos, mas achei meio exagerado, já que são poucas as cenas de violência. Assistimos junto com a minha filha de 10 anos e foi ótimo para discutirmos como funciona a sociedade indiana.
Disponível na Amazon Prime.

22 de julho
(2018 - 16 anos)
Filme que conta a história do atentado ocorrido na Noruega em 2011, quando um único extremista branco anti-islâmico nacionalista cristão - aquele pacote de sempre - tramou e executou o plano que resultou na morte de 77 pessoas e mais de 200 feridos, a grande maioria adolescentes que estavam em um acampamento numa ilha isolada. Embora seja contada de forma cronológica, a história é centrada principalmente num dos sobreviventes, o jovem Viljar, que se salva apesar de gravemente ferido e vê seus melhores amigos sendo mortos sem dó. As cenas do atentado são muito tensas, assim como as do julgamento do assassino. Uma história chocante passada num país considerado muito pacífico.
Disponível na Netflix.

Tim Maia
(2014 - 16 anos)
Biografia do genial Tim Maia, que o que tinha de gênio tinha de excêntrico - e sua conturbada vida mostra bem essa dualidade, inclusive de forma meio tragicômica em alguns momentos. O filme mostra Tim desde a infância pobre no Rio de Janeiro até sua morte prematura, aos 55 anos, passando pela adolescência e suas viagens ao exterior; a relação com Janaína, seu grande amor; seus problemas com drogas e a consequente decadência na carreira, com seus rompantes de fúria e sumiços sem explicação. Tudo é narrado em off, o que desperta a simpatia de quem está assistindo mesmo nos momentos mais obscuros. Muito bom para conhecermos um pouco mais profundamente essa figura folclórica da música brasileira e responsável por tantas músicas que amamos.
Disponível na Netflix.

Até o Último Homem
(2016 - 16 anos)
Um soldado que se recusou a pegar em armas numa guerra e se tornou um herói, responsável por salvar 75 colegas seus numa sangrenta batalha no Japão - esse é o resumo desse filme incrível que conta a história do médico Desmond Ross.
Com uma infância marcada pela violência doméstica e por ter quase matado o irmão com uma arma numa briga, Desmond se recusa a tocar novamente numa arma. Ainda assim se alista no Exército durante a Segunda Guerra Mundial, e precisa encarar um julgamento para que o mantenham como soldado. Movido por uma fé inabalável, acaba sendo enviado ao front e se tornando o salvador de muitos de seus colegas numa das batalhas mais difíceis enfrentadas pelos americanos no Japão.
Ao final, somos surpreendidos pelo próprio Desmond, já bem velhinho, contando como sua fé o salvou e o inspirou a salvar seus colegas.
Disponível na Amazon Prime.

Era uma vez um sonho
(2020 - 16 anos)
Baseado no livro de mesmo nome, o filme conta as memórias de J.D. Vance, alternando passado e presente de forma a nos fazer entender como a vida dele chegou até ali. Com medo de repetir a mesma trajetória da família disfuncional de que veio - e vemos isso nos flashes de sua adolescência - ele tenta quebrar esses padrões, mesmo tendo que voltar ao interior onde nasceu para ajudar a mãe e a irmã.
O filme pode ser visto como uma crítica à sociedade americana média - aqueles cidadãos considerados caipiras que moram em cidades no interior do país, para quem o sonho americano não vingou, e que reproduzem comportamentos, preconceitos e maus hábitos há gerações - mas o protagonista nos lembra que sempre é possível romper com esses padrões doentios, por mais que seja difícil. Uma história incômoda mas que vale a pena assistir.
Disponível na Netflix.

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Para viajar na História - Livros sobre a 2a Guerra Mundial

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Em tempos de tanta negação de fatos históricos - ou melhor, de criação de narrativas históricas que distorcem fatos e têm como objetivo atender a determinadas ideologias ou tendências políticas - é importante nos lembrarmos que certos fatos são indiscutíveis. Assim são os horrores do Holocausto, o assassinato em massa de judeus (e outras minorias) durante a 2a Guerra Mundial e considerado o maior genocídio da História moderna.
Há alguns anos tive a chance de visitar um dos maiores campos de concentração da época, hoje transformado em memorial e museu, em Dachau, na Alemanha - estima-se que só nesse campo morreram mais de 40 mil pessoas. Além de ter aprendido muito com todas as explicações expostas ali, guardo para sempre o impacto que aquele local me causou - imaginar as atrocidades e o sofrimento que tantos seres humanos passaram foi perturbador, causando um aperto no peito que sinto até hoje quando me lembro.
escultura na entrada do campo de concentração de Dachau

Saber que foi possível um evento desse, onde seres humanos matavam outros simplesmente por se acharem superiores ou melhores, é horrível e triste. Mais perturbador é encontrar ainda hoje pessoas que defendem esses supostos "ideais" e neguem as evidências há muito comprovadas. E ainda mais perturbador é ver gente aqui no Brasil - inclusive no governo - invocando símbolos de supremacia branca em público (e pensar que esses mesmos cidadãos "de bem" muito provavelmente seriam considerados de segunda classe e até presos em campos de concentração no regime hitlerista).
Por isso relembrar o que aconteceu é importantíssimo para que não aconteça novamente - se não por livros de História, através de livros e filmes que narrem histórias que de fato aconteceram ou baseadas em fatos reais. Há uma infinidade de obras que têm como pano de fundo acontecimentos passados nessa época, com os mais diferentes enfoques - coloco aqui uma lista de livros que li e que mostram diferentes pontos de vista do mesmo momento histórico. Para ler, se emocionar e refletir muito!

A Lista de Schindler
Livro que virou um filme dirigido por Steven Spielberg em 1993, vencedor de 7 Oscars  (disponível no Telecine) - não à toa, pois a história é mesmo emocionante. A Lista de Schindler conta a história do empresário industrial alemão Oskar Schindler, que durante os piores anos da guerra abrigou e salvou centenas de judeus, escondendo-os em seus galpões e depois enviando-os para a Tchecoslováquia. O autor fez um levantamento minucioso, entrevistando sobreviventes espalhados pelo mundo todo, até chegar nesse relato bastante fiel ao que de fato aconteceu. Disponível na Amazon aqui.

O Menino do Pijama Listrado
De longe esse é um dos livros mais tristes e comoventes que já li, provavelmente por ser escrito do ponto de vista de uma criança - e haver um contraste imenso entre a inocência da infância e uma situação monstruosa. A história de O Menino do Pijama Listrado é contada por Bruno, um menino alemão de 9 anos filho de um alto oficial nazista, que se muda de Berlim com a família para os arredores de um campo de concentração onde seu pai será o comandante principal. Entediado e sem ter com quem brincar, numa de suas explorações acaba fazendo amizade com Schmuel, um menino da sua idade que mora do outro lado da cerca e usa "pijama" como todas as outras pessoas ali. A amizade dos dois evolui e ele tenta descobrir as reais atividades do pai, pois não entende o porquê da cerca... até o dia em que ele resolve passar para o outro lado para brincarem juntos.
Disponível na Amazon aqui.
O livro também foi adaptado para o cinema em 2008, e está disponível no YouTube.

A Menina Que Roubava Livros
Mais uma história onde a protagonista é uma criança, e contada por um personagem bem inusitado: a Morte. A Menina que Roubava Livros é a alemã Liesel Meminger, que é acompanhada pela Morte entre 1939 e 1943. Enviada pela mãe, perseguida pelo regime nazista, a uma família no interior da Alemanha, ela tem o primeiro encontro com a Morte quando o irmão morre no meio do caminho - e rouba seu primeiro livro na mesma ocasião, um volume que cai do bolso do coveiro. Isso porque ela ainda nem sabia ler... Acompanhamos o dia-a-dia de Liesel e suas artimanhas para roubar livros e ler escondido, assim como suas amizades e seu processo de iniciação à leitura, que acaba sendo sua conexão com a família desfeita e a realidade estranha que a cerca.
Tenho um arrependimento sério com esse livro: emprestei e nunca foi devolvido! 😢 Também foi adaptado para o cinema e está disponível no YouTube. O livro está disponível na Amazon aqui.

A Costureira de Dachau
Considero esse um livro extremamente incômodo - porque foi difícil simpatizar com Ada Vaughan, a protagonista de A Costureira de Dachau, tantas foram as decisões erradas que ela toma durante sua vida. Jovem costureira talentosa e muito ambiciosa, com um emprego promissor na Inglaterra, Ada mente para a família e se deixa levar por um namorado sedutor que a leva para Paris no exato dia em que estoura guerra. São muitas as intempéries que ela enfrenta - ela chega a viver num convento, após ser abandonada grávida pelo namorado - até parar no campo de concentração de Dachau, onde escapa da morte por conta do seu trabalho como costureira. E o incrível (e muito irritante) é que mesmo após tudo isso ela continua tomando decisões erradas e vai parar na prisão. Há que se dar um desconto pelo modo com que as mulheres eram vistas na época, mas ainda assim a protagonista me irritou. Vale a leitura pelo retrato da guerra em diversos países ao longo dos anos da guerra.
Disponível na Amazon aqui.

Os Bebês de Auschwitz
Mais uma história real, contada em detalhes dolorosos mas com final feliz - afinal, são sobreviventes. Três jovens judias, de procedências diferentes, se vêem separadas de seus maridos e enviadas grávidas a um dos maiores campos de concentração da época, em Auschwitz, na Polônia. O livro cobre as histórias das protagonistas desde 1938, quando começam as restrições aos judeus, até o momento em que são libertadas de Auschwitz, após passarem por situações inacreditáveis para se manterem vivas, esconderem a gravidez e manterem seus bebês, nascidos bem próximos uns dos outros, também vivos. Um retrato doloroso e fiel da trajetória de muitos judeus dos países ocupados pela Alemanha durante a guerra.
Disponível na Amazon aqui.

O Diário de Anne Frank
Um dos mais famosos livros passados durante a guerra e um dos mais lidos do mundo, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, pouco tempo após o fim da guerra. Transcrição exata do diário da menina judia Anne, que vê sua vida mudar quando passa a viver escondida com sua família num pequeno espaço em um prédio de Amsterdã, após a ocupação alemã dos Países Baixos. No diário acompanhamos a vida de Anne e sua família, que dividiam o esconderijo com outras pessoas, narrada de maneira muito pessoal e por vezes até divertida - afinal, Anne era uma menina passando para a adolescência, com todas as nuances humanas desse período da vida, ampliadas pelo confinamento. O diário termina em 1944, quando a família de Anne é capturada e enviada a campos de concentração - ela, sua mãe e sua irmã mais velha morreram pouco antes do fim da guerra, e seu pai foi o único sobrevivente da família. Foi ele quem descobriu que os escritos da filha haviam sido mantidos no esconderijo e autorizou sua publicação. A casa que serviu como esconderijo da família em Amsterdã virou um famoso museu, que pode ser visitado.
Há inúmeras edições e formatos do livro à venda - o que temos em casa é o da foto, disponível na Amazon.

O Tempo Entre Costuras
Best-seller espanhol, O Tempo Entre Costuras é uma verdadeira viagem pela história da Espanha desde os anos 30. Sira Quiroga é uma jovem costureira de Madri que deixa para trás a mãe e o noivo para fugir com um novo namorado para o Marrocos. Após um período de riqueza e glamour se vê abandonada e grávida, e impedida de voltar à Espanha por conta da Revolução Espanhola. Depois de muitas idas e vindas volta a trabalhar como costureira, se envolve com o alto escalão da política e acaba virando espiã dos aliados, já de volta à Espanha franquista. Há tantas reviravoltas que o romance é dividido em quatro partes, todas repletas de detalhes.
Romance de maior sucesso da autora María Dueñas (disponível na Amazon aqui), foi também transformada em série pela Netflix (que até onde sei, não cobre toda a história).

O Navio das Noivas
A consagrada autora Jojo Moyes se baseou numa história real para escrever O Navio das Noivas: em 1946, seiscentas moças australianas (conhecidas como "noivas da guerra") partiram da Austrália rumo à Inglaterra num velho navio porta-aviões a fim de reencontrar seus maridos - soldados ingleses que ficaram por meses alocados na Austrália, e que retornaram ao seu país após o fim da guerra. A autora soube que sua avó havia sido uma dessas "noivas" e a partir disso fez uma extensa pesquisa histórica para criar esse romance.
Embora o início pareça romântico, a realidade não foi tão cor-de-rosa assim - muitas das moças casavam-se sem conhecer direito o noivo, e no caminho recebiam a notícia que não seriam bem-vindas, sendo obrigadas a desembarcar na primeira parada para retornar à Austrália. Outras ficaram viúvas no caminho. E uma grande parte delas chegou ao destino, como a avó de Jojo Moyes e algumas das protagonistas do livro.
Livro bem mais leve que os anteriores dessa lista, vale pela curiosidade da extensão da 2a Guerra ao redor do mundo. Para quem gosta da autora, tem post só sobre os livros dela: Viajando através dos livros de Jojo Moyes.
Disponível na Amazon.

A Intérprete
O último livro dessa lista se passa em 1963, quase 20 anos após o fim da guerra, e é contado do ponto de vista de uma jovem alemã. A Intérprete é Eva, que mora numa Frankfurt totalmente reconstruída, trabalha para um empresa de traduções e quase não tem lembranças da guerra - vive relativamente feliz com sua família e está prestes a se casar e ter sua própria família, seguindo o esperado de uma moça da sua geração. As coisas começam a mudar quando Eva é chamada para trabalhar no julgamento de oficiais alemães que trabalharam no campo de concentração de Auschwitz, e conhecendo os sobreviventes poloneses ela passa a ter uma outra visão de seu país, de sua família e de sua própria vida. 
Romance que apresenta uma visão interessante da Alemanha pós-guerra, que normalmente não é muito retratada em livros e filmes. Disponível na Amazon aqui.

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Um ano de pandemia - Reflexões e desabafo

sexta-feira, 19 de março de 2021

nossa última viagem longa - Prado-BA em dezembro de 2019

Faz um ano que tirar uma foto como essa não é mais possível, pois nela tem viagem, aglomeração de pessoas, restaurantes e lojas cheias de gente. Depois de 15 de março de 2020, nada mais foi como antes - mas considero o dia 19 como "aniversário" da pandemia para nós. Dia 19 de março é feriado municipal aqui onde moramos, e no ano passado, depois dessa data, as escolas fecharam e passamos meses sem sair de casa. Cá estamos em um novo feriado, um ano depois, e a situação não podia ser mais catastrófica, pois o que temíamos naquele longínquo 19 de março de 2020 virou realidade: a pandemia tomou conta do Brasil, o número de mortos não para de subir, os hospitais estão superlotados, todo mundo conhece alguém que morreu em consequência da Covid. Alguém mais sente que uma vida se passou desde então?
via @bichinhosdejardim

Um ano de medo - de adoecer, de não aguentar, de perder alguém, de morrer.

Um ano sem planos, sem viagens, sem passeios, sem visitas, sem festas, sem encontros. Com uma escapada aqui outra ali, mas sempre com medo e com aquela dúvida assombrando: será que deveríamos?
passeio em setembro de 2020

Um ano sem escola normal, sem brincadeiras no recreio, sem abraços das professoras, sem festa de Natal, de dia das mães ou troca de faixa de judô. Porque escola é muito mais que conteúdo. E aula online é uma crueldade para as crianças, para as mães e para os professores - embora seja o que dá para fazer no momento.
última festa de Natal na escola - dezembro de 2019

Um ano que, para os adultos, foi só mais um ano, afinal ter 40 ou 41 anos dá quase na mesma. Mas para as crianças e os mais velhos foi um ano de oportunidades perdidas, pois não se tem 7 ou 70 anos de novo.

Um ano triste, tumultuado, tenso, cheio de incertezas. De decisões difíceis, muitas delas envolvendo o balanço risco x sanidade mental.
volta às aulas presenciais - outubro de 2021

Um ano em que perdi a conta das noites maldormidas; de quantos planos foram feitos, refeitos, cancelados; das vezes que consolei os malinhas (e chorei junto).

Um ano em que meu coração se partiu um pouquinho a cada vez que um filho foi dormir chorando de saudade dos amigos e da escola, a cada abraço que dei para consolar uma filha que não ia comemorar o aniversário (ou Natal, Páscoa e todas as datas festivas), a cada vez que perdi a paciência por também estar esgotada. Foram tantas vezes que me pergunto se vai ter conserto.

Um ano em que paciência, resiliência e persistência foram elevadas a patamares que nunca imaginei possíveis desde que me tornei mãe.

Um ano em que perdi a fé na humanidade não uma, mas várias vezes, e vi que a cegueira e o egoísmo das pessoas podem não ter limites.

Um ano que provou, mais que nunca, a importância da ciência. E dos professores. E de bons líderes.

Um ano de maus exemplos e desempenho sofrível (com consequências desastrosas) de quem deveria cuidar das políticas públicas no nosso país, cuja preocupação maior parece ser a próxima eleição e não a vida e saúde das pessoas.
via IG @escoladepassarinhos

Um ano de gente morrendo bem antes da hora - mães, pais, irmãos, avós, netos, amigos, que se foram cedo demais.

Um ano em que "novo normal" (odeio esse termo!!), "protocolos de segurança", "álcool em gel" e "máscara" se tornaram termos corriqueiros de qualquer conversa.

Um ano em que ser bem informado deixou o estômago embrulhado e o coração apertado.

tentando respirar ar puro na pracinha do bairro - fevereiro de 2021

Depois de um ano, o Covid chegou na nossa casa. Felizmente, até agora, de forma branda. Mas o impacto do positivo no resultado do exame tira o ar e aperta o peito, tamanho o medo - de passar, de pegar, de precisar de UTI e não ter vaga, de morrer sozinho, de faltar para as crianças. Vemos esse medo em nós e também na família e nos amigos, que nos pedem boletins diários, tamanha a preocupação.

Resta viver um dia por vez. Como digo sempre para as crianças, focar no que temos de bom e não ficar pensando só no que é ruim. Agradecer pela nossa casa, nosso conforto, nossa saúde, nossos imensos privilégios, quando há tantos que não têm essa sorte. Aceitar que há dias de sol e dias cinzentos, e que tudo bem ficar triste de vez em quando. E esperar que um dia poderemos voltar a tirar fotos como aquela lá do início do post, de férias em família, sem máscaras e sem preocupações.
❤ Para quem nos lê e perdeu alguém, um abraço apertado. 
❤ Para quem recebeu o susto do positivo também, desejamos força e paciência para manter o isolamento pelo tempo que for necessário.
❤ Para quem está exausto, toca aqui. Estamos todos exaustos, mas vivos. Inspira e expira. E não ligue a TV nem olhe notícias pelo celular por alguns dias.

Não é a primeira vez que escrevo sobre isso. Os posts relacionados são esses:


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Como é a linda Casapueblo no Uruguai

segunda-feira, 15 de março de 2021

O que dizer de um museu em que o próprio lugar é uma obra de arte? Assim é a Casapueblo, um misto de galeria de arte, museu, restaurante e hotel à beira-mar e um passeio imperdível para quem visita a região.
Localizada em Punta Ballena, entre Montevidéu e Punta del Este, esta casa idealizada pelo artista plástico Carlos Páez Vilaró demorou 36 anos até tomar a forma atual. 
Inicialmente funcionava como casa de verão e ateliê para o artista, que era pintor e escultor e se dedicou a representar em suas obras as tradições uruguaias e teve uma grande influência também da cultura africana, pois durante sua juventude ele viveu por vários anos no continente africano. Carlos Vilaró era reconhecido internacionalmente e ganhou diversos prêmios -  além da Casapueblo e das obras ali, há painéis seus nos EUA, Argentina, Chile, Panamá e Haiti. Ele morreu em 2014, aos 90 anos, na própria Casapueblo, onde morava.
Sua obra mais conhecida e ponto turístico obrigatório para quem vai ao Uruguai, a Casapueblo não foi planejada e foi crescendo de forma meio desordenada. A inspiração óbvia parece ser as casinhas brancas de Santorini, na Grécia, mas Vilaró dizia que eram ninhos de joão-de-barro, só que feitos em cimento caiado e estuque.
Muitos artistas e personalidades importantes foram recebidos por Vilaró em sua casa - e reza a lenda que Vinícius de Moraes se inspirou na Casapueblo para escrever o poema A Casa (quem não se lembra dos versos: Era uma casa muito engraçada / não tinha teto, não tinha nada...?)
Hoje todo o complexo conta com um hotel, restaurante, café, lojinha e o museu, formado por 4 salas onde ficam expostas algumas das obras de Vilaró. É bom adiantar que o local nada tem de grandioso - as salas do museu são bem pequenas e os visitantes não podem contar com a colaboração dos funcionários (atendimento não é o forte dali) - mas o conjunto formado pela construção totalmente branca com o azul do mar e do céu é realmente incrível, especialmente durante o pôr-do-sol. Não à toa cada espacinho no terraço virado para o mar é disputado a tapa no fim do dia, pois todos querem ter a chance de ver o sol se pondo no mar. Esse momento é tão importante que desde 1994 acontece a chamada Cerimônia do Pôr-do-sol - minutos antes do sol começar a se por ouve-se um poema declamado por Vilaró nos alto-falantes dispostos estrategicamente no terraço.
Acompanhando os preços abusivos altos que se praticam ali, o café - localizado próximo ao terraço disputado - oferece bolos, salgados e sucos a preço de ouro (o que não nos impediu de experimentar algumas coisinhas, pois estávamos com fome depois de um dia de passeio em Montevidéu).
Quem quiser desfrutar de vista exclusiva e acesso à praia tem que se hospedar no Club Hotel Casapueblo, desembolsando a bagatela de mais de mil reais a diária (valores exatos no site do hotel) - valores que não surpreendem, uma vez que Punta del Este ali pertinho é lugar de gente muuuuito abonada, em especial na temporada de verão.
No labirinto interno do prédio ficam as salas com as obras de Vilaró: pinturas, esculturas, desenhos, aquarelas e objetos que apresentam seu traço característico, quase infantil, de curvas arredondadas e figuras humanas meio distorcidas.
Ao final da visita, há uma lojinha vendendo de tudo um pouco: livros sobre Carlos Vilaró e suas obras, sobre a história da Casapueblo, sobre arte em geral, objetos inspirados nos desenhos do artista, aquarelas e desenhos, etc. Nem é preciso dizer que os preços são meio salgados, embora os objetos sejam realmente lindos.
Para quem não quiser ficar brigando por espaço no terraço para ver o pôr-do-sol, o conselho é sair do complexo e procurar um lugar perto de onde os carros ficam estacionados - ali é possível ter a mesma vista e tirar lindas fotos sem ninguém atrapalhando. Foi o que fizemos e ficamos ali só acompanhando o sol se por devagarinho no mar - e podemos afirmar com certeza que foi um dos pores-do-sol mais lindos que já vimos.

Muita gente vai perguntar: mas vale a pena pagar ingresso (o preço da entrada gira em torno de R$ 30 por pessoa) para entrar numa casa estranha, pagar um rim por um suco, não ser bem tratado pelos funcionários e ainda ter que brigar por um espaço ao sol? 😄 A Casapueblo é um lugar icônico e muito conhecido no Uruguai, um daqueles pontos turísticos tipo Cristo Redentor no Rio - há quem ame e há quem odeie. Nós amamos, achamos o lugar lindo (apesar de bem menor do que imaginávamos) e tivemos a sorte de pegar um dia claro, que proporcionou um pôr-do-sol inesquecível. A questão é só calibrar as expectativas, por isso o cuidado de dar todos os detalhes neste post.

Essa visita fez parte de uma viagem deliciosa que fizemos pelo Uruguai, e o roteiro completo está neste post: URUGUAI COM 2 MALINHAS - PUNTA DEL ESTE E ARREDORES
Algum tempo depois voltamos ao Uruguai, dessa vez sem os malinhas, e visitamos Colonia del Sacramento - COLONIA DEL SACRAMENTO A 2 .

Nós amamos esse tipo de passeio! Abaixo alguns posts sobre outros museus pelo Brasil e pelo mundo 👇
📌 Museu Interativo Mirador em Santiago do Chile, pelo blog Família que Viaja Junto
📌 Instituto Ricardo Brennand em Recife (PE), pelo blog Uma Senhora Viagem
📌 Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (PR), pelo blog Vamos Viajar Pra Onde Agora
📌 Roteiro Raízes Coloniais em Gramado (RS), pelo blog 3 Gerações e 1 Mala
📌 Forte de Copacabana e Museu Histórico do Exército no Rio de Janeiro (RJ), pelo blog Viajante Móvel
📌 Museo del Mar em Punta del Este, no Uruguai, pelo blog 6 Viajantes


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Vale a pena comprar um Kindle?

segunda-feira, 8 de março de 2021

Vale a pena comprar um Kindle? Essa é uma pergunta que a maioria dos leitores que lêem muito já deve ter feito a si mesmo - desde aqueles que têm um monte de livros em formato eletrônico no tablet ou celular até aqueles que amam manusear um livro em papel mas já não têm espaço (em casa ou no bolso) para adquirir mais livros. A tentação de ter um volume grande de livros disponíveis na palma da mão parece mesmo irresistível!
Mas afinal, o que é um Kindle? É um dispositivo vendido exclusivamente pela Amazon, capaz de armazenar milhares de livros (o mais simplesinho tem 8 GB de memória) e desenvolvido para proporcionar uma leitura agradável, simulando a leitura em papel.

Eu comprei um igualzinho ao da foto há um ano (presente de pandemia 🤓) e acho que já dá para fazer uma lista de prós e contras depois desse tempo de uso.

👍 Vantagens:
↪ O tamanho. É pequeno, leve e cabe facilmente em qualquer bolsa ou mochila de viagem. A bateria dura dias (ou até semanas) sem necessidade de carregar.
 A praticidade. É possível levar um enciclopédia dentro dele e, especialmente no caso de livros mais grossos, é bem mais confortável segurar o kindle que o livro físico pesadão. Poder carregar mais de um livro no mesmo dispositivo também é uma mão na roda se você é um(a) leitor(a) que passa rapidamente de um livro para outro.
 O preço dos e-books. Livros em formato digital normalmente são bem mais baratos que os livros físicos, havendo inclusive uma grande oferta de livros gratuitos para quem souber procurar. Ou seja, é possível ler muito mais gastando muito menos.
↪ O conforto da leitura. Quando comparado ao celular ou tablet, o kindle ganha de lavada no quesito conforto, pois é um aparelhinho pensado para não cansar os olhos do leitor. Ele também permite mudanças no formato das páginas e no tamanho das letras, o que ajuda no caso de livros com fontes pequenas ou muito apertadas, por exemplo.
 O controle durante a leitura. Nele é possível saber quanto tempo de leitura será necessário por cada livro, quantas páginas faltam para acabar o capítulo e o livro inteiro, a porcentagem lida, e outros números que só é possível acompanhar através de um aparelho eletrônico.
 Ter um dicionário sempre à mão. Não entendeu algum termo do texto? Basta marcá-lo que o próprio aparelho tem um dicionário e já te traz a definição da palavra desejada. Sem desculpa para entender aquele texto com termos difíceis/eruditos/antiquados!
 Só permite leitura. Apesar de precisar de acesso à internet para o download dos livros, o kindle não acessa outros aplicativos "distrativos" (leia-se redes sociais e mensagens), que podem interromper a leitura a toda hora por conta das inúmeras notificações que recebemos a todo momento - funcionando exatamente como um livro em papel funcionaria.

👎 Desvantagens:
- O preço. É preciso considerar a compra como um investimento, pois mesmo o aparelhinho mais barato custa caro (os modelos variam de R$300 a mais de R$1000 - consulte aqui os preços).
- Não é um livro de papel. Para quem gosta de segurar o livro físico, sentir o cheirinho do papel, de apreciar a capa e os detalhes da encadernação e da editoração, o kindle pode ser uma decepção, pois esses detalhes se perdem no formato eletrônico.
- Não é bom para livros infantis. Por conta do tamanho e do limite de opções de visualização, livros com imagens ou com texto espalhado pelas páginas ficam muito difíceis de ler. Perde-se também o colorido e os detalhes das ilustrações, pois ele é projetado para leitura corrida (e os modelos mais simples não têm tela colorida).

Dito tudo isso, vale a pena? A resposta é: depende. Depende do tipo de leitor que você é e qual uso fará do aparelho. Para viagens, por exemplo, é perfeito - não sobrecarrega a mala e é possível variar a leitura sem carregar peso extra. Para o leitor que gosta de manusear o livro físico, pode ser uma decepção, pois a sensação é de que falta alguma coisa. Algumas pessoas também podem sentir que não se concentram na leitura em formato eletrônico da mesma maneira que ocorre quando lêem livros em papel - dependendo do assunto, também sinto um pouco isso.
No meu caso, eu ainda prefiro o livro em papel, mas adoro o conforto e a praticidade do kindle e acabo me dividindo um pouco entre os dois, alternando o tipo de leitura.

E vcs, o que acham? Conta aí pra mim nos comentários!

👉 Já conferiram nossos posts sobre livros? Estão todos na tag Outras Viagens -> Viajar Sem Sair de Casa.


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