O que fazer em Ilhabela com chuva

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Você planejou sua viagem à praia sonhando com dias lindos de sol, consultou a previsão do tempo torcendo para não ver nenhuma nuvem, encheu as malas de maiôs e protetor solar (e repelente, em se tratando de Ilhabela!) e... pegou um dia de chuva 😞 Atire o primeiro chinelo o viajante que nunca topou com essa situação!
entardecer chuvoso em Ilhabela
Não vou dizer que tenho a solução dos seus problemas - mas nem tudo está perdido e é possível encontrar alternativas de passeios sim além das praias. Especialmente em Ilhabela, uma cidade com muitas opções gastronômicas e repleta de curiosidades históricas e turísticas. Localizada no litoral norte de São Paulo, a ilha é um destino famoso por suas lindas praias e tem um passado repleto de histórias envolvendo piratas e diferentes ocupações, além de um centro histórico bem preservado, o que rende alguns passeios bacanas.

O que fazer em Ilhabela com chuva: COMER 🍽
Ilhabela tem opções gastronômicas para todos os gostos: de barraquinhas de pastel a restaurantes estrelados, pizzarias charmosas, sorveterias com infinitos sabores, hamburguerias e cafés, com vista para o mar ou sem... garanto que fome ninguém passa!
E nada melhor para um dia preguiçoso para saborear com calma uma bela refeição, não é mesmo?
esperando a pizza no Deck
Vou listar aqui algumas opções bem tradicionais na cidade, que conhecemos e indicamos, dentre as muitas que há no centro e arredores (para obter os endereços e outras informações, basta clicar no nome dos lugares abaixo 😉)

Tomando emprestado o nome do famoso e irritante mosquitinho típico da ilha, o Borrachudo existe desde muito antes das hamburguerias virarem moda. Localizada numa movimentada esquina no centro histórico, fica de frente para o mar e conta com um cardápio que inclui petiscos, sanduíches e saladas, além dos hamburgueres e chope geladinho.

Existente desde 1992, essa cafeteria-livraria mantém seu charme ao longo dos anos. Lugar perfeito para tomar um café acompanhado de bolo, e explorar os livros e revistas que ficam expostos por ali.

Outro lugar muito tradicional e que se mantém há décadas na tradição de comida caseira sem frescura. O ambiente é simples e os pratos são fartos e com preço justo.

Restaurante charmoso que serve comida deliciosa há mais de 40 anos, o Deck tem também pizzas ótimas e atendimento super atencioso. Fazem também parte da rede Ilha Deck um hotel e um quiosque que não chegamos a conhecer.

Restaurante com uma vista MARAVILHOSA! (se bem que, num dia chuvoso, a vista não esteja tão bonita quanto num dia ensolarado...) Um lugar amplo e arejado, com área externa com vista para o mar e opções bem diversificadas no cardápio.

O que fazer em Ilhabela com chuva: TRILHA  🏃
Para compensar a comilança e indicado para aqueles mais aventureiros - se a chuva não estiver torrencial dá para arriscar algumas trilhas na ilha. Há trilhas para todos os gostos e níveis de dificuldade - de menos de 1 km (como a da Cachoeira Pancada d'Água, pertinho da praia da Feiticeira) a mais de 20 km (como a que leva à praia do Bonete).
cachoeira do Areado na trilha para a praia do Bonete
Num dia de tempo bem instável e chuvas ocasionais, arriscamos fazer cerca de 1/3 da trilha do Bonete, que fica dentro do Parque Estadual de Ilhabela - contamos como foi no post sobre as praias de Castelhanos e Bonete. Vale o alerta de sempre consultar a previsão do tempo por conta do risco de tromba d'água nas cachoeiras! E nunca, jamais, em tempo algum, arriscar fazer trilhas de chinelo ou descalço(a): tênis reforçado ou bota de trilha são os calçados mais adequados, especialmente para terrenos irregulares.
pedaço de trilha lamacenta
👉 Confira também nosso post de dicas práticas para curtir trilhas com as crianças

O que fazer em Ilhabela com chuva: PASSEAR PELO CENTRO HISTÓRICO ⛪
Conhecido como Vila, o centro histórico de Ilhabela tem alguns passeios bacanas perfeitos para dias de chuva!
A Igreja de Nossa Senhora d'Ajuda, por exemplo, é um dos cartões postais da Ilha. Erguida no século XVII com conchas, pedras e óleo de baleia, como se costumava fazer naquela época, fica no alto de uma escadaria e tem uma vista linda, mesmo com chuva (confira na foto que abre esse post)
Igreja Nossa Senhora d'Ajuda
Vale também caminhar pela Rua do Meio, uma via onde carros não entram e as construções antigas se transformaram em lojinhas fofas, até o Píer. Aquela fotinho junto aos antigos canhões também é obrigatória, faça chuva ou faça sol! (ou chuva à noite, como foi o caso da nossa foto 😄)
canhões perto do píer
Um local imperdível é o Centro de Visitantes do Parque Estadual de Ilhabela, que funciona num prédio antigo que um dia foi fórum e cadeia (acredita-se que tenha sido construído em 1803). Ali é contada a história de colonização da ilha, detalhes da fauna e da flora do parque, das trilhas e das praias e da cultura tradicional caiçara.
uma das salas do Centro de Visitantes
Outro lugar fechado e muito interessante para um dia de chuva é o Centro Cultural da Vila, que abriga um museu e várias exposições de artistas locais. Se a chuva permitir, vale uma espiada na feirinha que acontece na calçada em frente ao prédio.

👉 Dicas do que fazer nos lugares que vamos visitar são sempre bem-vindas, não é mesmo? Pois este post é parte de uma blogagem coletiva com o tema O QUE FAZER EM - vale conferir as dicas de todos os blogs participantes! 
📌 Uma Viagem Diferente | O que fazer em Saquarema, a cidade do Surf.
📌 Vamos viajar pra onde agora | O que fazer em Nova York em poucos dias
📌 Viajando com Moisés | O que fazer em Tiradentes- MG


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Como conhecer as praias de Castelhanos e Bonete em Ilhabela

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Localizada no litoral norte de São Paulo, Ilhabela é um destino famoso por suas lindas praias. Acessível por balsa a partir de São Sebastião, o que poucos sabem é que o município de Ilhabela é na verdade um arquipélago formado por 4 ilhas, sendo apenas duas delas habitadas - a maior e mais populosa é a Ilha de São Sebastião, onde ficam a parte urbana e as praias mais famosas, e a Ilha dos Búzios, onde vive uma comunidade caiçara de cerca de 180 pessoas.
Ilhabela é cheia de curiosidades históricas e turísticas. Tem um passado repleto de histórias envolvendo piratas e diferentes ocupações, além de inúmeros naufrágios causados pela geografia acidentada e composição mineral de sua costa. É também conhecida como Capital da Vela, por abrigar as condições perfeitas de vento e mar para a prática desse esporte. É um ponto de parada obrigatório no roteiro de cruzeiros nacionais. E para fechar a conta, tem mais de 80% de seu território protegido sob o Parque Nacional de Ilhabela, uma importantíssima área de preservação de Mata Atlântica.
Dito tudo isso, podemos afirmar com certeza que é possível passar uma longa temporada em Ilhabela e não repetir nenhum passeio: há praias, trilhas e cachoeiras para todos os gostos! Mas a intenção deste post é falar sobre dois dos passeios mais famosos de Ilhabela: Bonete e Castelhanos, duas praias que são sempre mencionadas quando se fala da ilha.
Há várias agências na cidade que oferecem esses passeios, mas nós seguimos uma indicação e fizemos os dois com a Maremar Turismo, e gostamos muito. Ótimo atendimento, estrutura de barcos e veículos excelente, além da simpatia de todos que nos atenderam. Não é propaganda, é a nossa experiência mesmo, que vale a recomendação.


🌊 Praia de Castelhanos
Muito famosa entre os surfistas, a praia de Castelhanos fica no extremo oposto ao continente, numa baía virada para o mar aberto - o que explica suas ondas perfeitas para a prática do surfe. Antigamente muitos turistas arriscavam ir de carro até Castelhanos, uma vez que há uma estrada de terra que corta a ilha ao meio e chega até lá. Mas de uns anos para cá, por conta dos inúmeros acidentes com carros comuns, a administração do Parque Estadual passou a permitir somente a passagem dos jipes das agências de turismo e carros de passeio comprovadamente 4x4, os únicos capazes de enfrentar a estradinha de terra cheia de pedras e buracos.
controle no início da estrada para Castelhanos
As operadoras de turismo normalmente oferecem três opções para ir até Castelhanos: ida e volta via mar; ida e volta via terra; ou ida via mar e volta via terra (os preços variam de acordo com a opção - os passeios de jipe em geral são mais baratos). Nós optamos pelo último, o passeio híbrido - fomos de superboat e voltamos de jipe, para poder conhecer outras praias inclusas no passeio de barco (as paradas são na praia da Fome e Saco do Eustáquio, além de Castelhanos) e também conhecer a famosa trilha (são 22 km dentro do Parque Estadual). 

Podemos dizer que esse passeio combinado valeu muito a pena, pois além das praias que conhecemos na ida também tivemos a chance de passar pelo parque e parar em alguns mirantes e cachoeiras. A praia da Fome, por exemplo, é lindíssima - e a parada ali só está inclusa no passeio de barco.
praia da Fome
E finalmente, falemos sobre Castelhanos! Há muito que essa famosa praia deixou de ser uma vilazinha de pescadores e destino somente para surfistas destemidos que não têm medo de borrachudos 😄 Os borrachudos continuam lá, as ondas e as casinhas de pescadores também, mas hoje há uma boa infraestrutura de restaurantes no lado esquerdo da praia, onde os barcos atracam - o que até nos surpreendeu, pois não esperávamos tantas opções. Caminhando no sentido oposto e subindo uma trilha curtinha é possível chegar no mirante onde a foto abaixo foi tirada. 
praia de Castelhanos vista de cima
O famoso formato de coração feito pelas ondas é devido a essa pequena ilha de pedras no meio da baía. Realmente a vista ali de cima é incrível!

🌊 Praia do Bonete
Em diversas classificações por aí, a praia do Bonete é considerada uma das mais bonitas do Brasil - e podemos afirmar que realmente é linda. Localizada no extremo sul da ilha, abriga a maior comunidade caiçara do município. Há duas maneiras de chegar até a praia do Bonete: via trilha ou via barco.
Para os corajosos que quiserem fazer a trilha (cerca de 13 km), a dica é seguir de carro sentido sul da ilha até o fim do asfalto, onde fica uma das entradas do Parque Estadual. Ali é preciso registrar a entrada e são oferecidas algumas orientações gerais. A pessoa que estiver ali vai dizer que os primeiros quilômetros são fáceis, mas não se engane: a trilha é aberta mas não é para iniciantes, cheia de subidas e descidas íngremes, com trechos muito escorregadios caso o tempo esteja chuvoso (o que é quase sempre).
entrada do parque e início da trilha para o Bonete
Nós fizemos os primeiros quilômetros até a Cachoeira da Lage, localizada na fazenda de mesmo nome, e foi bem puxado - por isso o alerta: jamais vá de chinelos (o ideal mesmo é tênis ou bota de trilha) e, se a ideia for fazer a trilha toda, vá preparado(a) fisica e psicologicamente para algumas horas de caminhada. Muitas pessoas vão pela trilha e retornam de barco - há vários barquinhos que ficam pela praia e oferecem esse serviço.

Uma maneira bem mais confortável de chegar no Bonete é via barco, comprando um passeio das várias agências de turismo existentes na ilha. Como dito acima, nós fizemos com a Maremar Turismo e fomos de superboat, uma ótima opção especialmente para aqueles que enjoam em barco - além da rapidez, o fato de navegar em alta velocidade diminui a sensação do balanço. E o passeio de barco inclui uma parada extra: a belíssima praia de Indaiaúba, com águas perfeitas para snorkel. 
praia de Indaiaúba
A praia do Bonete possui certa infraestrutura por conta da comunidade caiçara que vive ali: há alguns restaurantes, cafés e opções de hospedagem, tudo bem simples e rústico. E no canto esquerdo da praia há um riozinho com água límpida e gelada, perfeita para um mergulho.
praia do Bonete
mergulho no rio que desemboca na praia do Bonete

👉 Links úteis para saber mais sobre Ilhabela e passeios:
↪ Agência Maremar Turismo

👉 Este post é parte de uma blogagem coletiva com o tema ÁGUA. Mais uma iniciativa do Grupo 8on8, onde um grupo de blogs desenvolve um tema comum, ilustrando com apenas 8 fotos e publicando no dia 8 de cada mês. Confiram os demais posts: 
📌 Chicas Lokas na Estrada | Praia da Lua e Praia da Ponta Negra em Manaus
📌 Destinos Por Onde Andei… | Passeio de barco pelo Lago de Como, Itália
📌 Espiando pelo Mundo | O Rio Tâmisa em Londres | Inglaterra


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Mina do Chico Rei e Mina da Passagem: atrações imperdíveis em Ouro Preto

sexta-feira, 25 de março de 2022

Quem nos acompanha aqui no blog sabe que gostamos de passeios inusitados e sempre carregamos nossos malinhas conosco - e mesmo numa cidade como Ouro Preto, em Minas Gerais, cujos principais atrativos são as igrejas e os museus que remetem ao Brasil colonial, encontramos atrações históricas que são também uma aventura para as crianças (e para os adultos!): as antigas minas de ouro.

Ouro Preto possui pelo menos 5 minas de ouro desativadas abertas à visitação, e dentre elas escolhemos duas para conhecer durante o dia que passamos na cidade: a Mina do Chico Rei, que fica no centro histórico, e a Mina da Passagem, que fica a 15 minutos do centro de Ouro Preto, sentido Mariana. E por que escolhemos justamente essas duas? Por terem características bem diferentes: a Mina do Chico Rei é a típica representante da mina explorada no período colonial, com extração manual feita por escravos e desativada ainda no século XVIII; já a Mina da Passagem, aberta também nos idos de 1700, continuou em funcionamento até o século XX, e viveu a transição entre a exploração manual e a mecanizada.

👉 Não foi nossa primeira experiência em minas - pertinho de Foz do Iguaçu, atravessando a fronteira com a Argentina, visitamos também as Minas de Wanda, de onde são extraídas pedras preciosas até hoje!

⛏ Mina do Chico Rei
Após pesquisar um pouco sobre as antigas minas de ouro de Ouro Preto abertas à visitação, de cara achamos a história da Chico Rei interessantíssima. Redescoberta por acaso em 1946 no quintal de uma casa, a antiga mina da Encardideira foi explorada até meados de 1750 por Chico Rei, que usou todo o ouro extraído dela para comprar a alforria dos outros escravos que trabalhavam ali. Esse é o resumo, pois há diversas versões da história de Chico Rei mas nenhuma com comprovações históricas, já que pouco se registrava sobre a quantidade de ouro encontrada nas minas (por conta dos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa) nem sobre os escravos, que nem documentos tinham.
Um ponto em comum em todas as lendas sobre Chico Rei é que ele era o rei de uma tribo na África, provavelmente da região do Congo, trazido para o Brasil para ser comercializado como escravo assim como milhares de outros conterrâneos seus. E mesmo escravizado nunca deixou sua condição de rei de lado, tornando-se uma liderança na antiga Vila Rica, para onde foi trazido para trabalhar nas minas de ouro. E aí as histórias começam a divergir: em uma das versões, diz-se que ele comprou sua própria alforria com o ouro que escondia nos cabelos enquanto trabalhava nas minas; já no folheto distribuído na própria Mina do Chico Rei, não fica claro quando nem com quais recursos se alforriou, só há menções à sua liderança e sua luta para alforriar os demais de sua tribo, e à sua amizade com os brancos, que lhe valeu um lugar de respeito na sociedade da cidade na época.
Dito tudo isso, vale contar como é a visita guiada. A mina fica nos fundos de uma casa, e embora pareça tudo meio improvisado (tivemos essa impressão no início), na verdade é bem organizado. Há uma lojinha com artesanato mineiro logo na entrada, um espaço onde em tempos sem pandemia funcionava um restaurante (decorado com objetos antigos), e pouco antes da saída para o quintal, onde está a mina, fica o Seu Toninho da Mina - responsável pela venda dos ingressos e organização dos grupos. Ele também conta em detalhes a história de Chico Rei caso os visitantes queiram saber mais.
Na parte externa, perto da entrada da mina, fica uma pequena queda d'água e um laguinho com peixes. As visitas podem ser agendadas ou, como no dia em que estivemos lá, os grupos são formados conforme as pessoas chegam, numa média de 10 pessoas por grupo. A entrada é estreita e os túneis mais estreitos ainda, havendo inclusive trechos em que é necessário se agachar. A área total da mina é de cerca de 8 km2, com mais de 175 galerias abertas, mas somente 300 metros são iluminados. A visita leva cerca de 30 minutos.
Nosso guia contou um pouco sobre Chico Rei e enfatizou bastante a história dos escravos que trabalhavam nas minas: em condições extremamente insalubres, eles ficavam nos túneis de 12 a 14 horas por dia, sem sair para nada, nem quando se machucavam. Aliás, é do trabalho nas minas que vem a expressão "encher o bucho" - buchos eram esses buracos nas paredes dos túneis que deveriam ser preenchidos com o ouro encontrado. Quem não enchesse os buchos com ouro não comia no fim do dia 😔 Estima-se que as minas do Chico Rei foram exploradas dessa maneira por mais de 140 anos, até meados de 1840.
É muito impressionante - e bastante claustrofóbico - imaginar as pessoas trabalhando ali sob aquelas condições. Isso porque hoje contamos com a iluminação elétrica, e ficamos só imaginando o quão escuro eram aqueles túneis sob a luz dos lampiões da época. No ponto mais extremo onde os visitantes podem entrar é preciso ficar agachado. Uma aula e tanto de história!
Onde fica a Mina do Chico Rei: Como dito acima, fica nos fundos da casa de D. Maria Bárbara Lima, na rua Dom Silvério, 108. Bem fácil de encontrar para quem estiver corajosamente enfrentando as ladeiras da cidade a pé 😉
Para saber mais, vale acessar a página @minadochicorei no Instagram - lá constam os detalhes atualizados de horários e preços.

⛏ Mina da Passagem
Localizada entre Ouro Preto e Mariana, a Mina da Passagem é uma sobrevivente do período colonial e do ciclo do ouro. O morro Santo Antonio, onde se localiza, começou a ser explorado em meados de 1730 - da mesma maneira que as demais minas da época, a extração era totalmente manual e feita exclusivamente por mão-de-obra escrava. O que diferenciou a mina da Passagem das demais da região foi a sua aquisição por um geológo e metalurgista alemão em 1819, que fundou a primeira empresa mineradora do Brasil, construindo um engenho e iniciando os trabalhos de lavra subterrânea no local, de uma maneira mais moderna e mecanizada. Depois disso a mina mudou de mãos algumas vezes e hoje pertence à Cia. Minas da Passagem, e desde 1979 funciona como atração turística. Estima-se que desde a sua abertura, lá nos idos de 1700, até hoje, já foram extraídas mais de 35 toneladas de ouro dali!
Mas como é a visita? O grande diferencial desse passeio (e que justifica o salgado preço de 180 reais por pessoa) é a descida de trolley até a mina propriamente dita - nem preciso dizer que foi a parte preferida dos malinhas! São 120 metros de descida nesse carrinho sobre trilhos, e cerca de 200 metros de extensão lá embaixo - tudo sob acompanhamento de um guia que vai explicando os detalhes.
Há também a possibilidade de mergulhar no lago formado pelos aquíferos, comprando o passeio à parte, para quem se aventura em mergulhos de caverna.
O passeio total pela mina dura cerca de 45 minutos, e conforme se entra pelas galerias o guia vai contando curiosidades históricas, detalhes da mineração e lendas da região.  
Embora sejam cavernas, o teto é sempre bem alto e há bastante iluminação no caminho principal, o que diminui a sensação de claustrofobia.
Ao final do passeio, saindo da mina, é possível ainda "brincar" de achar ouro num tanque com peneiras que fica disponível para os visitantes. Não tem ouro de verdade, mas vale a experiência!
Antes de ir embora os visitantes também podem andar pelo entorno, explorando antigos equipamentos e visitando uma sala repleta de fotos e objetos antigos.
Onde fica a Mina da Passagem: A Mina da Passagem fica a 10 minutos de carro de Ouro Preto, numa área pertencente ao município de Mariana.
O endereço é Rua Eugenio E. Rapallo, 192, Mariana. Próximo à saída há várias placas indicando o caminho. Todos os detalhes de funcionamento e preços podem ser encontrados no site Mina da Passagem.

👉 Vai combinar o passeio em Ouro Preto com alguns dias na capital mineira? Não deixe de conferir nosso roteiro de 2 dias em Belo Horizonte !

👉 Viajante que se preze adora dicas de atrações dos locais que vai visitar, não é mesmo? Pois este post é parte de uma blogagem coletiva com o tema Atrações - vale conferir as dicas de todos os blogs participantes! 
📌 Uma Senhora Viagem | Palácio Barolo: uma atração surpreendente em Buenos Aires
📌 Vamos viajar pra onde agora | 10 atrações na Lapa
📌 
Viagem e Cura | Melhores pontos turístico de Paris
📌 Viajando com Moisés | Circuito janela do Céu no Ibitipoca


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8 motivos para visitar o Farol Santander em São Paulo

terça-feira, 8 de março de 2022

Localizado no centro de São Paulo, a poucos metros do Mosteiro São Bento e do famoso Viaduto Santa Ifigênia, o prédio do Farol Santander é um ícone de São Paulo e representa bem a história da cidade como capital financeira do país. Claramente inspirado no Empire State Building de Nova York, foi construído na década de 40 para ser a sede do Banco do Estado de São Paulo e por mais de uma década foi o prédio mais alto da cidade.
Hoje o Banespa não existe mais, e a sede do banco que o adquiriu - o espanhol Santander - não fica mais ali, e sim num prédio mais moderno ali perto. O impressionante edifício Altino Arantes (esse é o nome de batismo dele) também já deixou de ser o arranha-céu mais alto da capital paulista há décadas. Mas a vista de seus mirantes, por conta de sua localização privilegiada, e seu interior totalmente restaurado e preparado para se tornar um centro cultural tornam a visita imperdível!
E aqui vão 8 motivos para conhecer esse cartão postal paulistano:

1- Localização
O edifício Altino Arantes fica no coração financeiro de São Paulo, bem pertinho de outros pontos turísticos bem paulistanos: o Mosteiro São Bento, o Viaduto Santa Ifigênia, a Galeria do Rock, a famosa Rua 25 de Março... quem visita o Farol Santander num domingo, como fizemos, tem o privilégio de poder caminhar pelos arredores sem aquela loucura de pessoas e trânsito dos dias de semana. Mas atenção: embora haja todo um esforço para revitalização dessa área, ainda é uma região perigosa e é preciso ficar sempre atento com seus pertences, assim como evitar andar à noite.
Farol Santander ao fundo do Viaduto Santa Ifigênia

2- Mirantes com vista para o centro de São Paulo
No 26o andar do edifício ficam os mirantes mais panorâmicos: dali é possível visualizar o Pátio do Colégio, marco zero da cidade; o Pico do Jaraguá; as icônicas Avenidas Paulista e São João; o edifício Martinelli; a prefeitura de São Paulo, e outros pontos importantes da capital - todos eles identificados nos vidros que protegem as sacadas. Ali também ficam binóculos disponíveis para os visitantes poderem ver mais detalhes dos seus pontos preferidos. 
mirante no 26o andar

3- Conhecer o Café do 26
No 26o andar também fica um café charmoso, cujas janelas têm a vista dos mirantes. Muito cosmopolita poder sentar ali e tomar um cafezinho sob a vista da cidade!

4- Exposições temporárias
Nos andares 19, 20, 22, 23 e 24 ficam as exposições temporárias, sempre bacanas e divulgadas na agenda de eventos disponível no site e incluídas no ingresso de entrada. O número de exposições depende da data, podendo haver mais de uma num mesmo período, e normalmente pelo menos uma é imersiva. Quando estivemos lá, em fevereiro de 2022, havia somente uma exposição em cartaz: Sombras Milenares. Era uma exposição imersiva incrível, que misturava luzes e sombras com padrões geométricos milenares.
uma das instalações da exposição Sombras Milenares

5- Dar uma paradinha no Boteco do 28
A grande atração do boteco localizado no 28o andar são os pratos e bebidas descolados e inspirados nas tradições e ingredientes brasileiros. Os preços são salgados e a vista da cidade é meio limitada, mas vale pelo charme do lugar.

6- Gastar um tempo na Vista 360 do 4 por Vik Muniz
No 4o andar, o consagrado artista plástico paulistano Vik Muniz demonstra seu amor pela cidade misturado às suas lembranças de infância numa homenagem à cidade. Usando materiais reciclados da última reforma do edifício, o artista criou painéis que formam uma foto 360o do entorno do prédio.
Ali também fica um autorretrato do artista, feito com pequenos círculos de papel. 
vista 360 por Vik Muniz

7- Viajar no tempo e ver como era um banco na década de 50
O 3o e o 5o andares são uma verdadeira viagem no tempo! No 5o andar ficava a sala da presidência do banco, e é possível passear pelas antigas salas de reuniões e escritórios dos diretores, todas preservadas com mobiliário e objetos originais - é impressionante ver como um banco funcionava sem sistemas informatizados. Ali também fica o Hall da Presidência, onde ficam os retratos de todos os diretores desde a inauguração do prédio. 
mesa de trabalho do presidente do banco na década de 50

Já no 3o andar ficam réplicas de cada departamento do banco na década de 50: há uma mesa para o gerente de pessoas jurídicas, uma para o responsável por assuntos "extrangeiros", e um outro ponto onde pode-se fazer uma simulação de um fictício investimento feito há cem anos e o quanto valeria hoje, passando por todas as mudanças de moeda ao longo dos anos.
malinhas simulando investimentos

8- Entrar na sala de espelhos e mergulhar na história do prédio
Essa é uma etapa imperdível da visita ao Farol Santander! No 2o andar fica uma sala de espelhos onde, através de projeção de imagens e áudio, o visitante é apresentado à história do edifício. Desde a inspiração dos projetos, o próprio projeto, o contexto histórico, até os dias atuais, e como tudo isso se interliga à história da própria cidade. São poucos minutos que valem a pena e fecham a visita com chave de ouro.
No 2o andar também ficam paineis com detalhes do projeto do edifício, comparativos entre outros prédios no mundo construídos na mesma época, detalhes das reformas pelas quais o prédio passou e outras informações interessantes.
painel comparando o uso dos andares na época da fundação x atualmente

👉 Localização e horários:
Endereço: Rua João Brícola, 24, Centro, São Paulo/SP
Todos os detalhes sobre horário de funcionamento, preço dos ingressos, agenda de exposições e outras informações importantes podem ser encontrados no site Farol Santander SP.

👉 Este post é parte de uma blogagem coletiva com o tema Top 8. Mais uma iniciativa do Grupo 8on8, onde um grupo de blogs desenvolve um tema comum, ilustrando com apenas 8 fotos e publicando no dia 8 de cada mês. Confiram os demais posts: 
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📌 Viajante Econômica | Top 8 dicas para usar celular no exterior

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