Livros para viajar junto com os personagens

domingo, 17 de outubro de 2021

Ler é viajar por outros lugares, outros tempos e outras vidas, não é mesmo? E quando as viagens dos personagens são parte importante da narrativa, é como se nos levassem junto! Eu particularmente adoro esse tipo de enredo e selecionei aqui uma lista de 10 livros em que viajamos para diferentes lugares junto com os personagens.

1- Noite em Caracas
Foi a primeira vez que li um livro ambientado na Venezuela - e confesso que o retrato é realmente bem assustador. Em Noite em Caracas, a autora descreve um cenário opressor na capital da Venezuela, com muita violência, anarquia e pobreza. No livro acompanhamos a história de Adelaida, que acaba de perder a mãe e, em sequência, perde a casa e as esperanças de voltar à vida normal (se é que se pode chamar de normal a realidade em que vive). Até que uma oportunidade pouquíssimo convencional de mudar de vida aparece - e a protagonista se agarra a ela e segue viagem rumo a um novo país e uma nova identidade. 

2- A Paixão de Tiradentes
Escrito a quatro mãos por um francês e uma brasileira, A Paixão de Tiradentes é uma história de suspense que mistura passado e presente, Brasil e França. Um estudante francês se muda para Ouro Preto após o assassinato da mãe em Paris, trazendo consigo um mistério envolvendo uma fortuna em diamantes - esse é um resumo da narrativa que mescla realidade e ficção usando fatos históricos (no caso, a Inconfidência Mineira e seus principais personagens). A parte do suspense é meio forçada, mas pelo enredo todo vale a leitura - e adianto que dá uma vontade enorme de viajar para Ouro Preto e as cidades históricas de Minas!

3- O Garoto no Convés
Do mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado, O Garoto no Convés parte de um acontecimento real para criar uma história fictícia: em 1789, após completar uma missão no Taiti, o navio britânico HMS Bounty sofreu um motim no caminho de volta à Inglaterra. Seu capitão, junto a outros poucos marinheiros fiéis a ele, ficou à deriva em um bote por 48 dias, até serem resgatados por habitantes da costa do Timor. No livro, essa história é contada em primeira pessoa por um sobrevivente fictício dessa incrível viagem: o adolescente John, órfão que levava uma vida errante pelas ruas de Portsmouth, na Inglaterra. Por um caminho totalmente tortuoso ele acaba virando marinheiro no navio, e assim acompanhamos sua longa jornada de amadurecimento e sobrevivência.

4- Por Lugares Incríveis
Apesar de ser um romance infanto-juvenil, considero Por Lugares Incríveis um livro bem adulto por conta dos temas abordados: depressão e suicídio. Um casal improvável de adolescentes se conhece em uma situação igualmente improvável e juntos iniciam uma jornada de autoconhecimento e amizade. Ela, Violet, é uma garota popular na escola que se culpa pela morte da irmã; ele, Finch, é o esquisito da escola, que enfrenta a rejeição e os abusos do pai e vive períodos de depressão intensa. Unidos por um trabalho de geografia, engatam um relacionamento enquanto percorrem os insólitos pontos turísticos do estado de Indiana, nos EUA. Baseado em fatos reais vivenciados pela autora, o livro também virou filme, disponível na Netflix.

5- As Mulheres de Terça-Feira
Um livro sobre como uma viagem pode significar muito mais na vida das pessoas que o simples ato de conhecer lugares diferentes. As Mulheres de Terça-Feira conta a história de cinco amigas alemãs, com diferentes origens, personalidades e histórias de vida, que se encontram há anos no mesmo restaurante sempre na primeira terça-feira do mês. O ponto de partida da história é o fato de uma delas ter pedido o marido recentemente e encontrado um diário onde ele deixa inacabada a narrativa de sua peregrinação a Santiago de Compostela. As amigas decidem então empreender juntas o trecho que falta no diário, numa viagem que põe à prova a amizade delas e traz à tona duras verdades.

6- Vidas Provisórias
Escrito pelo renomado jornalista Edney Silvestre, Vidas Provisórias não é um livro leve. Separados por pouco mais de 20 anos, acompanhamos as histórias de Paulo e Barbara, brasileiros que imigraram do país por diferentes motivos. Paulo foge do Brasil no auge da ditadura militar e acaba indo parar na Suécia, onde se casa com a sueca Anna e forma uma família. Mesmo vivendo longe do Brasil, ainda é atormentado pelas lembranças da tortura que sofreu e de um triste parentesco. Barbara é uma jovem que sai do Brasil durante o governo Collor e vai para os EUA viver como imigrante ilegal, sem realmente se integrar ao país que escolheu viver. E apesar das dicas espalhadas ao longo da narrativa, só no final do livro é que entendemos como as histórias dos dois personagens estão interligadas.

7- Pequena Abelha
Mais um livro que não tem nada de leve, mas que conta uma história brutal de forma muito sensível - pode parecer impossível, mas é exatamente assim. Em Pequena Abelha as protagonistas são uma jovem adolescente nigeriana, chamada de "Abelhinha", e Sarah, uma editora de revista inglesa e bem-sucedida. Seus destinos se entrelaçam numa viagem que Sarah e o marido fazem à Nigéria, que trará consequências trágicas para ambas. Anos depois, elas se reencontram na Inglaterra - uma como refugiada, e outra como recém-viúva - iniciando uma amizade que ajudará as duas a reconstruírem suas vidas. Contar mais que isso seria dar spoiler de uma história cheia de surpresas.

8- Los Angeles
A autora irlandesa Marian Keyes é muito conhecida pelas suas protagonistas femininas e Los Angeles não foge à sua fórmula de sucesso. Considerada a mais certinha de 5 irmãs, a única que leva uma vida estável e considerada normal, Maggie Walsh de repente resolve abandonar a pacata vida em Dublin, um ótimo marido e um excelente emprego para uma viagem sem data de volta para a cinematográfica Los Angeles. Com uma prosa bem-humorada e situações que beiram o surreal, é um romance leve e com final feliz, sempre batendo na tecla que as aparências enganam. E para quem gostar do estilo da autora, há um livro dedicado a cada uma das irmãs Walsh, sendo que o mais famoso e primeiro deles é o best seller Melancia.

9- Britt-Marie Esteve Aqui
Uma história de superação bem incomum com personagens às vezes pouco simpáticos - assim eu resumiria o enredo de Britt-Marie Esteve Aqui
A protagonista Britt-Marie deixa sua impecável casa, seu marido infiel e sua metódica rotina em alguma cidadezinha do interior da Inglaterra para viver em Borg, onde conseguiu um emprego. O autor sueco não dá pistas exatas de onde fica a fictícia Borg (suspeito que na Suécia, mas não há nada explícito no livro sobre isso), só informa que se trata de um lugar decadente, onde os poucos habitantes vivem tão desesperançados quanto Britt-Marie ao chegar ali. Com uma narrativa meio cômica mas ao mesmo tempo sensível, acompanhamos as mudanças na vida da protagonista e vamos aos poucos descobrindo a verdadeira pessoa que há por trás de suas regras e manias, assim como vemos como sua presença toca a vida das pessoas da cidade. 

10- A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket
Vendido como livro infantil, eu classificaria A coisa terrível que aconteceu com Barnaby Brocket como realismo fantástico, uma metáfora do que é nascer fora dos padrões em uma família "normal". Nascido numa família "normal" da Austrália, com dois irmãos mais velhos "normais", onde a "normalidade" é uma regra e uma qualidade cultivada com afinco, Barnaby sofre as consequências de ser motivo de vergonha o tempo todo para os pais por ser "diferente": desde o nascimento, ele flutua. Não consegue manter os pés no chão. Para caminhar, é preciso carregar uma mochila cheia de pedras. Cansados dessa situação, seus pais decidem tomar uma ação drástica - e é aí que sua viagem começa: aos 8 anos, ele é abandonado à própria sorte, flutuando sem rumo. E assim ele vai parar no Brasil, na Irlanda, no Canadá, encontrando pessoas boas e más e vivendo incríveis aventuras, até retornar a Sydney. Um livro que provoca incômodos para pais e filhos, e gera reflexões importantes.


Que tal continuar viajando sem sair de casa através da leitura? Temos uma lista de posts bacanas com muitas sugestões!


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Roteiro de 2 dias em Belo Horizonte

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Destinos maravilhosos no Brasil, opções não faltam! Se formos falar do estado de Minas Gerais então, as opções são infinitas e para todos os tipos de turismo: cidades históricas, gastronomia incrível, ecoturismo e trilhas para todos os níveis de aventureiros. Não há dúvidas que Minas reúne muitas das características da brasilidade que tornam o Brasil tão único e cheio de vida.
E apesar de já conhecermos várias cidades mineiras, uma que faltava na nossa lista era justamente a capital, Belo Horizonte. Aproveitamos um feriado prolongado e fizemos uma roadtrip até BH, desfrutando de dois dias na cidade.

👉 Confira também nossos posts de outras cidades mineiras que já visitamos: Andradas, Monte Verde, Gonçalves, São Thomé das Letras, São João del Rey e Tiradentes.

Igreja São Francisco de Assis, um dos símbolos de BH

O roteiro de 2 dias em Belo Horizonte que vamos apresentar aqui inclui o que foi possível fazer em tão pouco tempo e considerando que ainda muitos locais estavam fechados ou com restrições para visitação por conta da pandemia. Vale levar também em consideração que viajamos em família - nossos malinhas de 11 e 8 anos estavam conosco e tiveram poder de voto em uma das atrações desse roteiro que nos tomou uma tarde toda 😄
Dito isso, vamos lá!

Dia 1: Lagoa da Pampulha - Mineirão, Parque Guanabara e Igrejinha da Pampulha
A Lagoa da Pampulha é um dos cartões postais de Belo Horizonte e é tão importante em termos de turismo e lazer que ganhou até um circuito próprio - o Circuito Turístico da Pampulha. A lagoa, com 18 km de extensão, é um grande parque a céu aberto onde é possível pedalar, correr, andar de skate, fazer um piquenique ou simplesmente relaxar curtindo um lindo pôr-do-sol. A lagoa também abriga o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, formado pela Igreja de São Francisco, a Casa Kubitscheck, a Casa do Baile, o Museu de Arte Moderna e o Iate Clube. Além das obras de Niemeyer, fazem parte do circuito o Ginásio Mineirinho e o Estádio Mineirão, o Parque Ecológico da Pampulha e o Parque Guanabara, um parque de diversões daqueles clássicos.
Como tínhamos apenas um dia para aproveitar o Circuito da Pampulha, fizemos o seguinte roteiro:

👉 Visita guiada ao Mineirão
Recomendamos muito esse passeio! O Mineirão é muito mais que um estádio de futebol: é um dos símbolos de Belo Horizonte e funciona como área de lazer aos finais de semana. A visita guiada pode ser comprada online ou diretamente na entrada do estádio, e leva cerca de 1h30. Tem todos os detalhes neste post: Como é a visita guiada ao Mineirão
dentro do estádio Mineirão, durante a visita guiada

👉 Volta de carro por toda a extensão da Lagoa da Pampulha
Como era impossível caminhar por todos os 18 quilômetros à beira da Lagoa da Pampulha (não porque não quisemos, e sim por causa do tempo curto 😄😉), demos uma volta de carro para admirar todos os ângulos desse incrível ponto turístico da capital mineira. Em vários pontos é possível alugar bicicletas, mas não arriscamos porque o sol estava forte demais.
vista da Lagoa da Pampulha a partir da roda-gigante

👉 Parque Guanabara
Ganhou um doce quem adivinhou que essa foi a atração mais pedida pelos malinhas 😉 Eles ficaram doidos quando viram o parque e enfrentamos um calor de 35oC para que eles se divertissem muito andando de carrinho bate-bate, de roda-gigante e outros brinquedos clássicos - o Parque Guanabara é daqueles parques de diversões ao estilo antigo e um dos passeios mais tradicionais de Belo Horizonte. Em 2021 ele completou 70 anos de idade mas continua firme e forte, atraindo crianças de todas as idades e suas famílias.
roda-gigante no tradicional Parque Guanabara

👉 Igreja São Francisco de Assis
Fomos caminhando do Parque Guanabara até a famosa Igreja São Francisco de Assis, conhecida também como Igrejinha da Pampulha, uma linda igreja projetada por Oscar Niemeyer, com arquitetura super moderna e que virou um dos cartões postais de Belo Horizonte - assim como a maioria dos turistas, nós também tiramos nossa foto em frente à sua fachada (é a foto que abre esse post).
Quando chegamos lá vimos muita gente com seus bichinhos de estimação em volta do padre - como a igreja é dedicada a São Francisco, padroeiro dos animais, muitos levam seus animaizinhos para serem abençoados durante a missa.


Dia 2: Praça da Liberdade - Museu das Minas e do Metal, Centro Cultural Banco do Brasil e Museu Mineiro
Outro famoso cartão postal de Belo Horizonte é a Praça da Liberdade, na região central da cidade, que concentra em seu entorno uma série de prédios históricos restaurados e transformados em museus. O complexo ganhou também um circuito para chamar de seu, chamado Circuito Praça da Liberdade.
Novamente, por conta do tempo curto e das restrições impostas pela pandemia, conseguimos visitar apenas 3 dos locais que compõem o circuito, além da própria praça - e todos gratuitos!

👉 Praça da Liberdade
Ponto de encontro para quem quer relaxar, praticar exercícios ou simplesmente apreciar as lindas palmeiras imperiais - a Praça da Liberdade por si só é um passeio. Tem pista para quem quer correr, tem bancos para sentar e apreciar a paisagem, tem fontes e chafarizes que rendem fotos lindas, tem um tradicional coreto. E à sua volta, os prédios históricos compõem um cenário único.
Alameda das Palmeiras Imperiais na Praça da Liberdade

👉 Museu das Minas e do Metal
Inaugurado em 2010, o Museu das Minas e do Metal ocupa um lindo prédio histórico com fachada rosa. Datado de 1897, o edifício foi todo restaurado, mas mantendo as linhas originais e seu interior cheio de detalhes.
O museu é patrocinado pela Gerdau (e por isso essa visita teve um gostinho especial para o marido, que entre idas e vindas já trabalha na empresa há mais de duas décadas) e conta, de maneira bem simplificada e didática, a importância do aço no Brasil e no mundo, bem como um pouco da história da mineração e da metalurgia. Há painéis explicativos, algumas exposições temporárias e uma imensa drusa de quartzo (traduzindo: um cristal de quartzo bruto) em exposição.
Dentro do museu há também um café e uma lojinha super charmosa, que vende cristais de todos os tipos e alguns artesanatos típicos mineiros. A entrada é gratuita.
letreiro na entrada do museu

👉 Centro Cultural Banco do Brasil
Do lado oposto ao Museu das Minas e do Metal fica o Centro Cultural Banco do Brasil, também ocupando um lindo prédio histórico totalmente restaurado. Assim como as demais unidades do CCBB (em São Paulo, no Rio e em Brasília), é um espaço aberto para exposições, peças de teatro, oficinas, palestras e toda sorte de atividades culturais. Com as restrições da pandemia, apenas o acervo permanente no 1o andar estava disponível para visita, mas o prédio é tão lindo por dentro que valeu a pena só por entrar nele.
Para completar, há um café delicioso e muito fofo dentro do CCBB - o Frau Bondan. As comidinhas são ótimas e o atendimento também, e vale combinar a visita com um horário de fome só para provar algo do cardápio.
A entrada no CCBB BH é gratuita mas as exposições temporárias variam de preço - consulte a programação e preços aqui
acesso ao 1o andar do CCBB BH

👉 Museu Mineiro
Localizado um pouco mais afastado da Praça da Liberdade (fica na Av. João Pinheiro, a cerca de dois quarteirões da praça), o Museu Mineiro é um dos mais antigos do estado e perfeito para quem quer conhecer um pouco mais da história, da cultura e da arte mineiras. Distribuído em diferentes salas, o acervo é bastante eclético: há esculturas barrocas, ferramentas, documentos, pinturas, objetos antigos - tudo distribuído de maneira bastante didática e em ordem cronológica, para que o visitante não tenha dificuldades em entender o contexto histórico dos objetos.
A entrada é gratuita e na chegada um monitor orienta os visitantes sobre o melhor sentido de percorrer as salas.
sala das esculturas barrocas no Museu Mineiro

Como dito lá no início do post, há muito o que ver e fazer em torno da Lagoa da Pampulha e no Circuito da Liberdade. Alguns lugares ainda estavam fechados à visitação e outros requeriam mais tempo, que infelizmente não tínhamos 😔. 
O blog Expedições em Família tem um post completíssimo do que fazer no Circuito da Lagoa da Pampulha, para quem quiser planejar um roteiro mais abrangente. E o mineiríssimo blog Destinos por onde andei tem um post lindo e cheio de detalhes sobre a Praça da Liberdade, a belíssima praça dos mineiros.

Um outro ponto turístico imperdível em Belo Horizonte, especialmente para aqueles que, como nós, são apaixonados pela culinária mineira, é o Mercado Central de Belo Horizonte. Nós estivemos lá somente de passagem, mas o blog Chicas Lokas na Estrada tem esse post completo para quem quiser saber mais: Mercado Central de Belo Horizonte - Delícias da Culinária Mineira


Quer ler mais sobre Destinos Maravilhosos no Brasil? Este post é parte de uma blogagem coletiva sobre o tema! Mais uma blogagem do Grupo 8on8, onde um grupo de blogs desenvolve um tema comum, ilustrando com apenas 8 fotos e publicando no dia 8 de cada mês. Confiram os demais posts: 
📌 Viajante Econômica | Oito praias do litoral norte de SP para conhecer


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Visitando o Orquidário de Santos

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Santos, no litoral sul paulista, tem muitas atrações para todos os gostos - além das praias, conhecidíssimas para quem é da capital e região metropolitana de São Paulo, tem um circuito histórico muito interessante (com direito a passeio de bonde antigo e diversos museus), um aquário super conhecido, e um passeio em meio à natureza que nos surpreendeu: o Orquidário de Santos. Aliás, o Orquidário também é um passeio muito tradicional na cidade e só perde em número de visitantes para o aquário - não há como negar que ambos são passeios perfeitos para fazer com as crianças!
Inaugurado em 1945, por muitos anos foi considerado o maior orquidário ao ar livre do mundo - ainda hoje é referência quanto ao cultivo de orquídeas, contando com mais de 3500 plantas de 120 espécies - a maioria ao ar livre, afixadas em outras árvores, e algumas expostas como na foto abaixo.
Hoje é bem mais que simplesmente um orquidário, sendo considerado um parque zoobotânico que reproduz a Mata Atlântica. Além da fauna, ponto forte do Orquidário, há também mais de 60 espécies de animais vivendo nos 24 mil m2 de área do parque - a maioria correndo soltos, como as simpáticas cutias, com quem topamos a todo momento nas trilhas.
Organizado de forma circular, o parque conta com diversas pequenas trilhas demarcadas fora do circuito principal - uma delas é a Trilha do Mel, onde há 8 "estações" com casinhas hospedando colmeias de 8 diferentes espécies de abelhas (sem ferrão). Tudo bem didático e tranquilo para as crianças aprenderem a importância das abelhas para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, tudo no Orquidário parece planejado para estimular o contato e o respeito à natureza.
Há também um grande lago onde vivem várias espécies de jabutis e alguns jacarés, além de uma grande quantidade de pássaros na vegetação do entorno. Há uma ponte atravessando o lago que rende fotos lindas.
Uma das áreas que as crianças (e os adultos!) mais curtem é o Viveiro de Visitação Interna, um local fechado onde as aves ficam soltas e os visitantes podem entrar. Há uma passarela em volta do lago onde pode-se observar flamingos, patos, marrecos e outros pássaros - nós amamos ver um flamingo empenhadíssimo num banho!
O Orquidário possui também um Setor de Educação Ambiental, que promove atividades educativas, um Setor de Zoologia, responsável pelo manejo e cuidados dos animais do parque (muitos deles resgatados de tráfico ou maus tratos), Salão de Exposições, playground, auditório e um jardim sensorial com ervas de vários tipos. Há também uma fonte dos desejos - é preciso dar uma volta completa no poço antes de fazer um pedido!
Consideramos um passeio muito bacana para fazer em família, que agrada crianças de todas as idades e permite um delicioso contato com a natureza. Nossos malinhas gostaram muito!

👉 Onde fica o Orquidário de Santos?
O endereço do Orquidário é Praça Washington s/nº - bairro José Menino - Santos-SP.
Não há estacionamento fechado, mas é possível estacionar na rua, nas vagas em toda a extensão dos limites do parque.

👉 Ingressos e horários do Orquidário de Santos
O valor do ingresso atualmente (agosto/2021) é R$ 8/pessoa. Menores de 8 anos não pagam. O horário normal de funcionamento é quarta a domingo das 9 às 18h (a bilheteria encerra as vendas às 17h). 
Para mais informações sobre programações especiais, notícias e confirmação de preços e horários é aconselhável consultar a página da prefeitura de Santos sobre o Orquidário ou a página do Orquidário no portal Turismo Santos.


Esse post faz parte de uma blogagem coletiva em comemoração ao Dia das Crianças, vale conferir todos os posts 😉
💝 Se a ideia for fazer programas bacanas com as crianças, o blog Expedições em Família sugere o Parque Guanabara em Belo Horizonte, um parque de diversões muito tradicional na cidade. Já o blog Elizabeth Werneck dá dicas de lugares para piquenique no Rio de Janeiro. E o pessoal do Turismo em Família lista destinos no Paraná com crianças.
💝 As crianças já não são mais tão crianças? O blog Por Aí Com os Pires dá as dicas para curtir o dia das crianças com adolescentes.
💝 Precisando de ideias de presentes? No blog 6 Viajantes tem post cheio de dicas de presentes para um pequeno viajante
💝 Quer presentear os pequenos com livros para viajar sem sair de casa? Temos vários posts com sugestões incríveis, que vão agradar pequenos de todas as idades e gostos, confere aqui:

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Como é a visita guiada ao Mineirão

domingo, 12 de setembro de 2021

Ah, o futebol... uma parte tão significativa da cultura brasileira, não? Mesmo para quem não é especialmente fã do esporte, como eu, é sempre interessante observar como esse elemento é forte na nossa cultura, moldando comportamentos, interesses e até a geografia das cidades! Esse é o caso do Mineirão, em Belo Horizonte, que é muito mais que um estádio de futebol: faz parte da história da cidade, funciona como espaço de lazer e ainda é exemplo de projeto sustentável (além de ter sido palco daquele terrível 7x1 que ninguém esquece 😣).
Gostando ou não de futebol, vale a pena incluir o tour guiado ao Mineirão num roteiro por Belo Horizonte: além de fazer parte do famoso Circuito da Pampulha, é possível conhecer muito da história da cidade, visitar os bastidores do estádio, chegar pertinho do campo e, porque não, bater uma bolinha na lateral.
final da visita guiada, já pertinho do campo

O nome verdadeiro do Mineirão é Estádio Governador Magalhães Pinto, mas ele atende também pelo apelido de Gigante da Pampulha. Inaugurado em setembro de 1965 numa área até então pouco habitada de Belo Horizonte, acabou levando a cidade a crescer para aqueles lados, assim como foi fundamental para o desenvolvimento do futebol mineiro. Foi totalmente reformado para poder receber os jogos da Copa do Mundo de 2014: o campo foi rebaixado e foram instaladas cadeiras em toda as arquibancadas (foi o fim da famosa "geral"), além de diversas outras modernizações sustentáveis, como a capacidade de captação de água da chuva para utilização nos banheiros e a utilização de pneus dos tratores usados na reforma como acolchoamento do piso na atual área de aquecimento dos jogadores. Vale ressaltar que o aspecto que é marca registrada do estádio, aquelas famosas colunas inclinadas, não sofreu modificações - de forma que o Mineirão continuasse um dos cartões postais mais conhecidos de BH.
maquete das famosas colunas do Mineirão

E nem só de futebol vive o Mineirão - foram muitos os shows que aconteceram ali, como os das turnês de Elton John e Paul McCartney, bem como de bandas mineiras famosas como Skank. O estádio também é palco de eventos diversos, de feiras a desfiles de moda, além de funcionar como área de lazer aos finais de semana - sua área externa é perfeita para andar de patins, skate ou bicicleta. Atualmente, quem administra o Mineirão é um parceria público-privada, isto é, o governo do Estado em conjunto com um conglomerado de empresas privadas.
esquema atual do Mineirão
fotos da reforma para a Copa do Mundo de 2014

São dois os principais roteiros de visita guiada oferecidos no estádio, sendo que os dois incluem os bastidores, vestiários, sala de aquecimento, etc até chegar ao campo - a diferença é a presença ou não do guia também no Museu do Futebol, um conjunto de 14 salas que contam um pouco da história de Belo Horizonte, do futebol e, claro, do Mineirão. Nós compramos o tour completo, que leva 1h30, e foi ótimo: nosso guia era excelente e nos contou muitos detalhes e histórias que enriqueceram ainda mais a visita. Os ingressos podem ser comprados com antecedência pelo site ou diretamente no estádio.
A visita começa por uma das entradas do estádio, de onde se tem uma vista panorâmica do campo e das arquibancadas, e onde também ficam expostas as camisetas dos três principais times mineiros (Atlético Mineiro, Cruzeiro e América) e a taça do Campeonato Mineiro de 2014.
Depois seguimos para um saguão onde ficam o mascote da Copa e uma réplica gigante da bola utilizada nos jogos, assim como outros objetos alusivos à Copa das Confederações e Copa América. 
Dali seguimos para o Museu, onde as salas contêm muita história e diversos objetos interessantes, contando a história da cidade, o desenvolvimento do futebol em Minas, aspectos táticos dos jogos, camisetas doadas por diversos times brasileiros, instrumentos antigos utilizados na transmissão dos jogos décadas atrás, fotos de diversas partidas ao longo dos anos... Um acervo bastante eclético e que o guia ajuda a entender.

Por fim chegamos aos bastidores mesmo: vestiários, banheiros, sala de aquecimento, sala de imprensa (que na TV parece enorme mas é uma salinha bem pequena), até o corredor que leva os jogadores ao campo. É muito bacana se imaginar saindo para o campo onde mais de 60 mil pessoas aguardam e vibram!
vestiários
sala de imprensa
corredores estampam frases famosas de locutores de futebol

O fim da visita é marcado pela chegada ao campo. Pode-se sentar nas cadeiras dos reservas, ver o gramado de pertinho e até chutar a gol numa trave no cantinho do campo - só não pode pisar no gramado!

Em resumo: recomendamos muito! Como dito anteriormente, não é preciso ser fã de futebol para apreciar a visita. 

👉 Essa foi a terceira visita guiada que fizemos em estádios - temos posts do Morumbi, em São Paulo, e também do La Bombonera, em Buenos Aires.

👉 Links úteis:
Site da Lagoa da Pampulha

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Como é o Projeto Selva Viva em Taubaté

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Mais um passeio interessante, educativo e muito bacana para família toda: fomos conhecer o Projeto Selva Viva, em Taubaté, a cerca de 140 km da capital São Paulo.
Nascido de um projeto de resgate de animais vítimas de tráfico e comércio ilegal, o Selva Viva foi aberto ao público recentemente, em janeiro de 2021. A ideia por trás da exposição dos animais e do auditório é promover a educação ambiental de um jeito muito informativo e bacana - diferente de zoológicos tradicionais ou parques com animais, a grande sacada do Projeto Selva Viva é permitir que os visitantes tenham contato mesmo com os animais, além de ter monitores sempre disponíveis para explicar tudinho sobre cada um.
aprendendo sobre o jabuti
O espaço aberto ao público não é muito grande, mas tem animais de todos os tipos: 
↪ no térreo ficam aves e mamíferos (destaque para os lindos flamingos e os serelepes lêmures), bem como o auditório;
↪ no primeiro andar ficam os insetos e anfíbios, assim como um imenso formigueiro com paredes de vidro, que permitem observar como ele é estruturado em diferentes partes; 
↪ no nível abaixo do térreo fica a área dos répteis.
flamingos encolhidos por causa do frio
observando os anfíbios
monitora mostrando a diferença entre jacarés e crocodilos

A dica para participar das interações com os animais é ficar de olho na programação do dia, que é divulgada durante a semana nas redes sociais e também fica exposta num painel logo na entrada. Todas estão inclusas no ingresso de entrada, com exceção do Mundo Animal, que custa R$10 por pessoa e é feito no auditório - e adianto que vale muito a pena!
programação no dia da nossa visita
No dia em que estivemos lá, chegamos por volta das 11 horas da manhã e conseguimos acompanhar as interações com a cobra do milho, com o jabuti, com o gambá e com o lagarto dragão barbado. Essas interações acontecem perto da entrada, no Ponto Animal, quase abaixo do painel - impossível perder! No horário determinado, um monitor traz o animal, explica sobre sua origem e hábitos, e responde a todas as perguntas que surgirem. Depois permite que os visitantes toquem no animal, um por vez, com todo o cuidado. Os malinhas amaram!
interação com a cobra do milho
aprendendo sobre o gambá
interação com o lagarto dragão barbado

Já as interações com insetos, anfíbios e afins acontecem num local chamado Árvore da Vida, no primeiro andar. Um monitor traz os bichos num recipiente transparente e explica sobre eles - no caso dos não peçonhentos, é permitido que os visitantes os peguem. No dia da nossa visita vimos o sapo-cururu e um tipo de escorpião.
monitor mostrando como o escorpião brilha sob luz negra
interagindo com o sapo-cururu

Mas o ponto alto da visita ao Projeto Selva Viva é participar do Mundo Animal, que é pago à parte e acontece no auditório, com lugares restritos e marcados. Com duração de cerca de 45 minutos, são apresentados dois animais, que variam de acordo com a programação do dia.
esperando começar
Na hora marcada o auditório foi aberto e tomamos os nossos lugares. Primeiro os visitantes assistem a um vídeo curtinho falando do projeto e logo depois entram os monitores com o primeiro animal, explicando sobre sua origem, habitat e hábitos, e depois abrem para perguntas. Em seguida, conforme os visitantes vão subindo ao palco para interagir com o primeiro animal e tirar fotos, é apresentado o segundo animal. No dia da nossa visita, o animais apresentados foram uma píton albina e um furão - normalmente a programação inclui um animal maior e mais exótico (como uma cobra, mas já houve apresentação de bicho-preguiça e até flamingo!) e outro menorzinho, que dá para carregar no colo.
apresentação da píton
píton e os malinhas
o furão

Há também uma programação de alimentação de alguns animais, mas infelizmente não conseguimos acompanhar nenhuma pois demos prioridade aos momentos de interação. É um passeio muito bacana para todas as idades e com certeza vai agradar a família toda.

👉 Como chegar no Projeto Selva Viva?
O endereço é Estrada do Barreiro, 7659, Taubaté, SP. Basta colocar no Google Maps ou Waze e eles indicam a rota direitinho. É um bairro rural afastado cerca de 10 km do centro da cidade.
O projeto não conta com estacionamento próprio, mas é possível estacionar o carro numa rua próxima ou em algum dos estacionamentos privados ali por perto.

👉 Ingressos e horários do Projeto Selva Viva
O valor do ingresso atualmente (agosto/2021) é R$ 35/pessoa e o local só abre aos finais de semana e feriados. Recomendamos acompanhar as promoções, a programação e os horários e dias de funcionamento através das redes sociais (@projetoselvaviva no Facebook e no Instagram), pois variam bastante de uma semana para outra.
Para conhecer mais detalhes do projeto e suas ações de resgate e reabilitação de animais, o site é bem completo e informativo: projetoselvaviva.com.br

👉 Em Taubaté, recomendamos também conhecer o Museu de História Natural. Temos post completo dele aqui: CONHEÇA COM A GENTE O MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE TAUBATÉ - é um dos nossos locais preferidos aqui por perto!

👉 Quer mais programas com animais? Recomendamos também o Zooparque Itatiba (post aqui) e o Zoológico de São Paulo (post aqui) - ambos programas incríveis para a família toda!

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