7 filmes da Netflix fora do circuito de Hollywood

terça-feira, 2 de junho de 2020

Não sei vocês, mas pela impossibilidade de sair de casa para passear e viajar nesse período de isolamento social, estamos assistindo muito mais filmes - e inclusive saindo do lugar-comum de assistir só a filmes americanos ou falados em língua inglesa, passamos a explorar filmes de outras nacionalidades. Além da estranheza de ouvir outra língua - o que por si só já é uma viagem! - é uma delícia poder "viajar" por outros países, com paisagens e costumes bem diferentes. Eu acho interessantíssimo ver como o senso de humor e a maneira de retratar dramas humanos são bem diversos ao redor do mundo.

Para quem também quer se aventurar nessa linha, segue uma listinha de 7 filmes desse tipo que assistimos recentemente e gostamos muito, todos disponíveis na Netflix:

1 - O Zoológico de Varsóvia (Polônia, 2017)
Embora seja falado em inglês (com sotaque bem forte, mas ainda assim inglês), é um filme polonês com atores de diversas nacionalidades, baseado no livro de memórias de Antonina Zabinski que, junto com seu marido Jan, foi responsável pelo salvamento de mais de 300 pessoas durante a 2a Guerra Mundial.
Em 1939, a Alemanha invade a Polônia e a família que administra o zoo de Varsóvia - um dos maiores da Europa na época - adere à resistência e utiliza as dependências do zoológico para salvar centenas de judeus ao longo dos 6 anos de guerra, bem nas fuças do exército alemão. Como quase todo filme que retrata essa época, é de revirar o estômago assistir aos horrores impostos pelos nazistas (a cena das crianças deixando o gueto de Varsóvia e embarcando no trem rumo a Treblinka e à morte certa é de partir o coração) e impressionante a coragem das pessoas que se dispuseram a ajudar desconhecidos, mesmo correndo um perigo imenso. 
A atuação da protagonista - a "zookeeper´s wife" do título em inglês - é muito tocante, e é muito interessante o contraponto entre a inocência dos animais e a bestialidade humana, especialmente no início do filme. Para quem tem filhos maiores (a indicação é para maiores de 14 anos) pode ser uma excelente oportunidade de conversar sobre isso e sobre esse período tão sombrio da História recente.
Link para o trailer aqui: O Zoológico de Varsóvia

2 - Milagre na Cela 7 (Turquia, 2019)
Esse filme tem dado o que falar! Já tinha ouvido que era um drama para chorar com gosto 😂 mas embora seja mesmo emocionante, derrubei menos lágrimas do que o esperado. Esse filme turco (por si só pouco usual) conta a história de um homem com deficiência intelectual, que vive num vilarejo com sua filha pequena e sua avó. Pouco se sabe da mãe da menina, apenas é mencionado que está morta. A relação entre Memo, o pai, e sua filha Ova é linda e responsável pelo tal "milagre" do título.
Memo é injustamente acusado de assassinato de uma criança, filha de um importante general do exército, e acaba preso e condenado à morte num processo extremamente injusto e rápido. Com o passar do tempo, seus colegas de cela (todos de fato criminosos) se convencem de sua inocência, se comovem com seu amor pela filha e passam a ajudá-los, com a conivência do diretor do presídio. A convivência com Memo passa a operar uma mudança no caráter dos próprios prisioneiros, dando origem a diversas situações cômicas e tocantes ao mesmo tempo. Não vou contar mais para não dar spoiler, mas adianto que é um filme lindo e com final surpreendente (apesar de meio forçado).
A indicação de faixa etária é 14 anos, muito devido a algumas cenas de violência, mas acredito que é possível assistir junto com crianças mais novas.
Link para o trailer aqui: Milagre na Cela 7

3 - Lion (Austrália-Reino Unido, 2016)
Mais um filme baseado numa história real e capaz de tocar os corações mais duros! É impossível não se comover com o drama do pequeno Saroo, que mora com sua família numa região rural e muito pobre no interior da Índia. Um belo dia, ele vai com seu irmão mais velho até a estação de trem próxima à sua casa e acaba se perdendo, embarcando num trem para Calcutá sozinho. Com apenas 5 anos e sem saber dizer o nome do local onde mora, acaba indo parar num orfanato (depois de um tempo angustiante perdido na cidade) e é adotado por uma família australiana (o toque hollywoodiano é a atriz Nicolle Kidman, que faz o papel da mãe adotiva). Vale dizer que a atuação do menininho protagonista dessa parte do filme é sensacional!
A segunda parte mostra Saroo 20 anos depois, como um estudante universitário que começa a ficar obcecado em se lembrar de onde veio - o nome da região onde nasceu, do jeito que ele se recorda, não existe. Até que um dia ele tem um insight e consegue relacionar esse nome com um que de fato existe no mapa, e parte rumo a encontrar sua família de origem.
Aquela pobreza chocante que normalmente aparece em filmes que retratam a Índia também dá as caras neste drama, indicado a vários Oscars. Para quem é mãe como eu, é impossível não se angustiar em ver aquele menino tão pequeno perdido e pensar no desespero da mãe dele. As cenas finais, quando ele finalmente chega ao lugar de sua infância, são muito emocionantes.
A indicação etária é a partir de 12 anos, portanto é um filme que pode ser assistido em família.
Link para o trailer aqui: Lion

4 - Thi Mai (Espanha, 2017)
Filme levinho estilo Sessão da Tarde, sem grandes pretensões dramáticas. Apesar de ser um filme espanhol, a maior parte da história se passa no Vietnã - daí o título Thi Mai, que é o nome de uma menininha órfã vietnamita.
Três amigas viajam ao Vietnã - uma solteira recém demitida do emprego, uma dona-de-casa negligenciada pela família toda, e uma mãe que acabou de perder a filha num acidente de carro. Essa última descobre que o processo de adoção que a filha aguardava há tempos foi aprovado logo após a sua morte, e ela sai em busca de satisfazer esse desejo da filha e tentar adotar a pequena Thi Mai, que aguarda num orfanato no Vietnã. No meio do caminho contam com a ajuda de um rapaz rejeitado pelo namorado que conhecem no aeroporto, e após muitas peripécias e descobertas pessoais retornam à Espanha com a menina. 
Link para o trailer aqui: Thi Mai (com legendas em inglês, não encontrei trailer com subtítulos em português)

5 - Bem-vindo a Marly-Gomont (França, 2016)
Mais um filme baseado numa história real. Em meados da década de 70, um médico congolês recém formado aceita uma oferta de trabalho numa cidadezinha no interior da França. Sua intenção era fugir da ditadura em seu próprio país e se estabelecer com a família (mulher e 2 filhos) em território francês. Apesar dos momentos cômicos (os franceses fazendo graça com sua fama de pouco afeitos à higiene pessoal, por exemplo) é impossível não se comover com as dificuldades da família negra e africana para ser aceita numa comunidade extremamente conservadora e racista - fica bem claro em vários momentos o que a França metrópole pensa de suas antigas colônias na África. Ao final, eles acabam se integrando e se tornando figuras super queridas na cidade, não sem antes passar por vários perrengues e situações constrangedoras. 
Um filme que faz pensar, especialmente nesse momento em que explodem manifestações contra o racismo em diversas partes do mundo, muito bom para assistir em família e conversar a respeito.
Link para o trailer aqui: Bem-vindo a Marly-Gomont

6 - Viver duas vezes (Espanha, 2019)
Outro drama com detalhes cômicos - e aqui digo cômico no peculiar senso de humor espanhol, que com frequência beira o grosseiro. Um professor de matemática viúvo e meio ermitão descobre estar nos primeiros estágios do mal de Alzheimer, e isso o leva a construir toda uma nova relação com sua família. Obcecado por encontrar um antigo amor de adolescência - por saber que em breve irá esquecê-la de vez - e ajudado pela neta pré-adolescente, a família toda se põe em marcha no intuito de encontrar essa mulher, partindo numa road trip com diversos momentos engraçados.
Uma maneira até certo ponto leve de encarar essa doença tão difícil para a família toda, não só para o doente, e o filme consegue mostrar a evolução dela - os lapsos de memória cada vez mais frequentes, a capacidade intelectual se deteriorando, a fase da agressividade, até o completo apagão -  sem cair no dramalhão. E é tocante ver a evolução das relações familiares junto à evolução da doença. Destaque para as atuações do protagonista e da menina que faz sua neta, a afinidade dos dois é linda.
Trailer aqui: Viver duas vezes

7 - A Escalada (França, 2017)
Mais um filme leve, mas com sutis críticas sociais e um olhar completamente novo ao batido assunto "superação pessoal atingida através de obstáculos da natureza" 😏 Digo isso porque tenho certa birra de histórias de pessoas que enfrentaram situações muito adversas - neve, desertos, montanhas, frio ou calor extremos - e ao final vem aquela moral duvidosa de que com perseverança tudo é possível. Baseado livremente na história real de um imigrante francês que subiu ao Everest em 2008 sem nunca ter tido outra experiência de escalada, o filme conta de maneira bem-humorada a aventura de Samy - um francês filho de imigrantes africanos, que mora na periferia de Paris. Meio sem rumo na vida, assim como muitos outros jovens da área, ele é apaixonado por sua vizinha Nadia, que não o leva a sério justamente por ele não ter muito rumo na vida. Uma noite ele diz a ela que faria qualquer coisa para conquistá-la, até subir ao Everest - o que ninguém esperava é que ele de fato faria isso. 
Com o patrocínio de uma rádio local e de uma empresa que exige que seu logo apareça em tudo, ele parte rumo ao Nepal. Acaba se tornando um herói na sua comunidade conforme vai vencendo cada etapa da escala - sem cair no dramalhão humano em nenhum momento nem passar mensagens edificantes, vamos vendo Samy chegar cada vez mais perto de seu objetivo, até finalmente alcançá-lo. As cenas finais, quando volta para casa e é recebido como herói, dá uma cutucada na ferida das diferenças sociais na França atual.
Apesar de algumas piadinhas de duplo sentido, dá para assistir com as crianças sem medo.
Link para o trailer do filme aqui: A Escalada

Gostaram das dicas? Mandem aí nos comentários sua opinião e outras dicas se tiver!

Confira outras maneiras de viajar sem sair de casa:
👉 Dicas de filmes e séries para assistir com as crianças: FILMES E SÉRIES DA NETFLIX PARA VIAJAR COM AS CRIANÇAS
👉 Livros infantis que dão vontade de viajar: LIVROS INFANTIS PARA VIAJAR SEM SAIR DE CASA

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(Novas) Reflexões sobre nosso isolamento social - 1 mês depois

domingo, 17 de maio de 2020

Completamos hoje 10 semanas de isolamento social. E se as primeiras 6 foram cheias de altos e baixos, já adianto que esse último mês teve montanha-russa todo dia 😐
Post anterior aqui: REFLEXÕES SOBRE ISOLAMENTO SOCIAL - COMO ESTÁ SENDO NOSSA EXPERIÊNCIA

🛅Nosso dia-a-dia em isolamento
Muitas coisas continuam iguais - estamos saindo pouquíssimo, eu mesma saio apenas uma ou duas vezes na semana para abastecer a despensa, e muito raramente deixo os malinhas me acompanharem na farmácia ou outro lugar qualquer perto de casa. Continuamos sem planos, sem visitas, sem passeios nem viagens. Reforcei o estoque de máscaras para todos, já que temos que usá-las aqui dentro do condomínio também.
No último fim de semana marido encontrou um passatempo, revisitando a própria infância, e fez duas pipas. Depois levou os malinhas a um lugar descampado e deserto para ensiná-los a empinar - daquelas doçuras da quarentena que talvez deixem memórias afetivas e que aliviaram um pouco o confinamento de tantas semanas.
Perdemos mais alguns aniversários de família e vemos os avós um pouco mais saudosos (e chorosos) a cada nova ligação de vídeo. A saudade anda batendo forte e eu mesma já fico com lágrimas nos olhos só de estar escrevendo isso. Os malinhas choram com mais frequência, de saudade das tias, da prima, do irmão mais velho, da casa e do carinho dos avós, dos amigos do prédio e da escola. Meu coração se parte um pedacinho a cada vez que isso acontece, mas prefiro que externem os sentimentos do que fiquem guardando tristeza dentro de si.

🐇 Novidade na família
Atendemos um pedido frequente dos malinhas e finalmente adotamos um animalzinho de estimação de verdade (tivemos 2 peixinhos que partiram dessa pra uma melhor em questão de meses, deixando um rastro de lágrimas - isso porque pra mim peixe nem conta como animal de estimação de verdade). Ao invés de uma escolha óbvia - um cachorro ou gatinho -, partimos para um coelhinho. O timing foi perfeito para a situação e a escolha também: coelho é um bichinho que requer uma construção de vínculo, pois é arisco e desconfiado com quem é maior que ele. É preciso muito carinho e conversa para que ele se sinta à vontade e retribua o afeto, o que é um aprendizado e um exercício de paciência (não é exatamente o que a situação atual está exigindo da gente?). Além disso, é um animal muito limpo, não faz barulho, é fácil de cuidar e extraordinariamente fofo - prevendo que o trabalho braçal recairia em grande parte sobre mim, digo que estou bem satisfeita.

📒 Volta às aulas
Essa foi mesmo a grande mudança desde o último post (além do troca-troca de Ministros da Saúde, mas esse é um assunto que foge da minha alçada 😟). Quero deixar registrado aqui todo o meu respeito aos professores e às escolas, que estão tendo que se reinventar totalmente num ambiente novo, de forma tão repentina. E maior respeito ainda a aqueles pais e mães que optam por homeschooling e assumem 100% as rédeas da educação dos filhos - para esses bato palmas em pé, pois em pouco mais de 2 semanas nesse esquema (e com o suporte da escola, portanto não estou sozinha) já quis pedir demissão dessa tarefa umas 5 vezes ao dia 😵
Brincadeiras à parte, eu confesso que tinha até uma invejinha de quando lia a respeito de homeschooling - famílias que se aventuravam nesse mundão com o carro/motorhome/ barco cheio de crianças e não deixavam a educação formal de lado - estilo família Schurmann, sabem? Mas apesar de ser bem presente e acompanhar de perto os malinhas, já sabia que dificilmente daria conta de assumir essa tarefa - me faltam didática e paciência, além de conhecimento pedagógico. Gosto de saber o que estão aprendendo e ajudá-los eventualmente, mas ensinar tudo é outra história. 
Mas a maior agravante desse rolo todo é que não foi uma escolha. Não escolhemos educação à distância nem educação em casa. Isso nos foi imposto pelas circunstâncias, e era mais que esperado que todos - pais, professores, alunos - batessem cabeça até encontrar um ritmo que satisfizesse a maioria (porque satisfazer a todos é impossível, que o digam os grupos de mães do Whatsapp). E as crianças sentem falta da socialização, e sofrem com isso.
Mas enfim, é o que temos pra hoje e vamos nos adaptando. Às custas de algumas lágrimas (de todos), muito inspira-expira-10-vezes (meus) e conversas com a escola e com as professoras, acredito que sobreviveremos (talvez não sem sequelas). Eu fico só imaginando quem não tem os recursos que temos - computador, celular, internet, mãe disponível. Se já é difícil com tudo na mão, fica perto de impossível sem isso. E digo que a volta às aulas não foi só lágrimas, também teve um lado bom: trouxe alguma disciplina de horários que ajuda no estabelecimento de uma rotina, coisa que estávamos todos sentindo falta. Dormir cedo e ter horário para acordar novamente (as aulas acontecem no horário normal, ou seja, se iniciam às 7 da manhã) têm ajudado as crianças a dormir e até a comer melhor. Todos tivemos problemas de sono em algum momento, e apesar dos altos e baixos das últimas 2 ou 3 semanas, essa foi uma coisa que melhorou para todos.

🧳 A pergunta que não quer calar: Quando poderemos viajar novamente?
Tenho lido bastante sobre as previsões de volta do turismo e o melhor artigo que li até agora é do Ricardo Freire, o "papa" dos blogueiros de viagem que escreve no site Viaje na Viagem. O palpite dele (com o qual concordo) é que surgirão 3 tipos de turistas após a pandemia: aqueles que estarão nem aí (provavelmente o mesmo grupo que já está nem aí e se posicionou contra o isolamento social desde o início 😒) e vão reiniciar a vida exatamente de onde pararam; os abstinentes, que evitarão viajar até que se tenha um tratamento ou vacina para a covid-19; e os ressabiados, que voltarão a viajar mas com muito receio, e que serão extremamente cuidadosos quanto às medidas para evitar novas contaminações. No nosso caso, nos colocaria no time dos ressabiados quase abstinentes, pois confesso que tenho medo de frequentar lugares fechados enquanto não houver vacina - e passeios ao ar livre perto de casa, que já gostamos, serão nossa primeira alternativa.
Prevejo também um bom tempo até que viagens internacionais sejam retomadas - mais por precaução dos outros países do que pelo nosso excelentíssimo governo federal, que continua minimizando o tamanho do problema e desencorajando o isolamento social de todas as maneira. Um bom exemplo é nossa vizinha Argentina, que tomou medidas bem radicais desde o começo e já anunciou que só abrirá suas fronteiras novamente a partir de 1 de setembro.
Alguns países europeus também já declararam que vão colocar todos os viajantes que provenham de outros países em quarentena de 14 dias assim que chegarem, e me pergunto quantos turistas vão poder "queimar" 14 dias de férias em confinamento.
Outro assunto que ferve nos meios blogueiros de viagem há mais de um mês é a oferta de pacotes de viagem a preços super-hiper-mega camaradas para lugares variados ao redor do mundo. Embora muitos sejam oferecidos por sites e empresas confiáveis, tenho sérias dúvidas se hotéis e companhias aéreas conseguirão honrar esse pacotes - a situação é tão incerta que não temos nem como saber se esses mesmos hotéis e companhias aéreas não terão quebrado até a data da viagem, além da história da quarentena que já citei antes. Eu não arriscaria, e a quem me pergunta digo que a melhor política agora, e no futuro próximo, é esperar, por mais tentadoras que sejam as ofertas.

📈Contexto atual e comparativo entre um mês atrás e hoje
👉 Onde moramos (São José dos Campos-SP) o número oficial de óbitos por Covid-19 até o momento é 24 (hoje é dia 17 de  maio) - eram apenas 3 há um mês. Me assusta ver a idade das pessoas que morreram - passam longe daquela estatística de idosos, a maioria entre 30 e 50 anos, a minha faixa etária 😔 No Brasil, o número de mortes já ultrapassou 15 mil e em várias regiões o sistema de saúde já colapsou. Fico imensamente triste por essas famílias que perderam entes queridos sem nem poderem se despedir.
👉 Não conhecemos ninguém próximo que tenha ficado doente, mas essa semana fomos informados de um caso positivo aqui no nosso prédio - segundo a informação oficial, assintomático (fiquei me perguntando como foi identificado, uma vez que a aplicação de testes ainda continua bem restrita 😕)
👉 Nosso bairro é um dos que mais concentra casos na cidade (passou de 11 para 32 confirmados, embora estejamos cientes que há um alto nível de subnotificações). Estamos vendo muito mais gente nas ruas, inclusive a pracinha aqui ao lado com muitas pessoas praticando esportes e jogando futebol e basquete na quadra. No nosso condomínio o acesso às áreas comuns continua bloqueado. Eu me sinto meio trouxa quando vejo tantas pessoas nas ruas, com suas famílias, de bicicleta, patinete ou simplesmente passeando nas praças - parece que sou a única que se preocupa e não deixa as crianças saírem de casa 😠
👉 A prefeitura publicou um decreto autorizando a abertura de salões de beleza, barbearias e academias - os tais "serviços essenciais" reconhecidos pelo governo federal. Como as diretrizes do governo do Estado são de fechamento de todos os comércios e serviços até 31 de maio, o Ministério Público suspendeu o decreto - a prefeitura diz que irá recorrer. Eu sinceramente não consigo entender academias como serviço essencial e acho uma temeridade sua reabertura, visto o alto risco de contágio nesses lugares. Quanto aos salões e barbearias, pelo que tenho visto já estão abertos há algum tempo, com aquelas restrições de praxe (horário marcado, álcool gel, máscara) 😷

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3 museus para entender a História da Argentina

terça-feira, 12 de maio de 2020

Aqui amamos entender melhor a história dos locais que visitamos, e para isso nada melhor que um bom museu para explicar tudo, não é mesmo?
E quando estivemos em Buenos Aires aconteceu algo ainda mais especial: conseguimos descobrir, em um raio de poucos metros ao redor da famosa Plaza de Mayo, três locais com acervo fantástico que explicam de forma cronológica um bom tanto da História Argentina. Foi uma experiência tão bacana que resolvi usá-la aqui no blog para comemorar a Museum Week 2020, um festival cultural internacional que ocorre todos os anos, destinado a divulgar instituições de arte e cultura nas mídias sociais.
⇒ Lembrando que  a quase totalidade dos museus no mundo está fechada devido à pandemia do Covid-19

A Argentina, apesar de ser um país tão próximo do Brasil e ter compartilhado muitos tropeços históricos ao longo dos anos - disputas territoriais entre Portugal e Espanha na época da colonização e um longo período de ditadura militar na década de 1970 são alguns exemplos - tem algumas características únicas que pouco estudamos na escola. E foi possível entender muito da trajetória da Argentina desde o descobrimento da América até os dias atuais percorrendo 3 locais: o Cabildo, o Museo Casa Rosada e a própria Casa Rosada, sede do governo federal que disponibiliza visitas guiadas a algumas de suas dependências. Todos os três ficam a poucos metros um do outro, são gratuitos e podem ser visitados num único dia.

Cabildo
Começamos o roteiro pelo Cabildo, cujo nome verdadeiro é Museo del Cabildo y la Revolución de Mayo, que fica num prédio do século XVI no lado oposto à Casa Rosada. O prédio original sofreu diversas modificações ao longo dos anos até ser restaurado e inaugurado como museu em 1940.
Durante o período colonial, a função de um cabildo - uma mistura de prefeitura, tribunal e presídio - era representar a cidade ou região perante a metrópole. O cabildo de Buenos Aires foi um dos mais importantes da época pois representava toda a região do Vice-Reino do Rio da Prata, que era economicamente muito estratégica, e teve sua importância histórica marcada por ter sido o local onde se iniciou a Revolução de Maio de 1810, um passo importantíssimo para a independência da Argentina – proclamada oficialmente em 1816 mas só reconhecida pela Espanha em 1859 – e de outros países de colonização espanhola.
No acervo do Cabildo constam documentos, mapas, brasões, móveis e outros objetos originais do período colonial, explicados em painéis dispostos de forma muito didática. Ali é possível entender como era a região antes da chegada dos espanhóis, a importância dos jesuítas e suas missões, as principais lideranças, as mil e uma desavenças, as conspirações que resultaram na Revolução de Maio e como foi a interação entre os diferentes países que também estavam sob o império espanhol - lembrando que o processo de independência dos países sob domínio espanhol foi bastante diferente do Brasil.
Mais informações podem ser encontradas na página Turismo em Buenos Aires.

Museo Casa Rosada
Meio escondido atrás da Casa Rosada fica esse incrível museu, localizado nas ruínas do  antigo Forte de Buenos Aires e da Aduana Taylor, ambos à beira do rio da Prata. Conhecido também como Museo del Bicentenario, por ter sido inaugurado como parte das comemorações de 200 anos da Revolução de Maio, possui um acervo interessantíssimo de milhares de peças, que abrangem desde o período colonial até objetos pertencentes a presidentes mais recentes. 
O que mais impressiona nesse museu é o processo de restauração - em sua área toda é possível ver partes das ruínas, integradas com uma arquitetura mais moderna. Há uma animação muito interessante mostrando desde a construção do prédio da Aduana Taylor, em meados de 1800, até a construção do museu.
Outra parte muito interessante é a exibição permanente de objetos dos últimos 200 anos, incluindo objetos pessoais dos presidentes - ali ficam expostos, por exemplo, o vestido de casamento utilizado por Evita Perón, e o Cadillac adquirido por seu marido, Juan Perón.
Além da mostra permanente, o museu também abriga exposições temporárias, sempre ligados à história do país - quando estivemos lá, por exemplo, por ser época de Copa do Mundo havia uma exposição de álbuns de figurinhas da Copa contando a história da evolução dos álbuns e das diferentes seleções argentinas ao longo dos anos, cheia de curiosidades e exaltação aos mais famosos jogadores argentinos. 
Mais informações na página oficial do museu.


Casa Rosada
Não há quem vá a Buenos Aires e não tire aquela foto básica em frente à Casa Rosada, não é mesmo? A fachada rosa do prédio é um dos cartões postais da cidade. E apesar de não ser um museu propriamente dito e sim um prédio em uso, pois é a sede do governo federal e o presidente realmente trabalhe ali, seu interior é lindíssimo e cheio de história.
As visitas guiadas são bastante disputadas (devem obrigatoriamente ser agendadas com antecedência através do site visitas.casarosada.gob.ar), são gratuitas e têm duração de uma hora. Durante a visita um guia percorre os principais cômodos, contando detalhes da arquitetura e histórias dos presidentes que já passaram por ali.
O prédio data de 1873 e foi construído sobre as ruínas de parte do Forte de Buenos Aires. Projetado pelo mesmo arquiteto do Teatro Colón (que também oferece visitas guiadas e é maravilhoso!), é considerado Patrimônio Histórico Nacional, assim como o Cabildo.
As salas são repletas de detalhes originais, embora a maioria tenha sofrido algumas modificações para modernizá-las. A visita inclui também uma olhada rápida no gabinete presidencial, que não pode ser fotografado e é a sala mais sem graça de todas, e uma parada no Salão Branco, um dos locais mais bonitos do prédio, utilizado nas cerimônias de posse dos presidentes. 
Um dos pontos altos é um retrato imenso do presidente Perón com a famosa Evita – um escândalo na época o fato do presidente ser retratado ao lado da esposa e sorrindo (inclusive há controvérsias se o sorriso era dele mesmo ou se o pintor se “inspirou” no sorriso de outra pessoa). Também é muito bacana a parada no icônico balcão que dá para a Plaza de Mayo, onde o presidente Perón fez vários discursos históricos. 
Ah, e ninguém sabe ao certo a razão da cor rosa. Há várias versões e lendas a respeito, mas o mais provável é que fosse a cor da moda na época da sua construção.

Mais posts nossos sobre Buenos Aires aqui:
👉 BUENOS AIRES EM 5 DIAS A 2
👉 ROTEIRO NA RECOLETA: O QUE FAZER E ONDE COMER
👉 SHOW DE TANGO BONITO E BARATO EM BUENOS AIRES - ACHAMOS!
👉 ROTEIRO EM LA BOCA: CAMIÑITO E VISITA GUIADA AO LA BOMBONERA
👉 VISITAS GUIADAS A CASA ROSADA E TEATRO COLÓN
👉 CONHECENDO O NAVIO-MUSEU PRESIDENTE SARMIENTO EM PUERTO MADERO - BUENOS AIRES


Esse post faz parte de uma blogagem coletiva com o tema "Museum Week" - confira abaixo os posts dos blogs participantes! 👇
📌 Expedições em Família | Museus em Belo Horizonte que você precisa conhecer
📌 Experiência Bárbara | Cultura Inca: dois museus com algo em comum
📌 Uma Viagem Diferente | 10 Museus em Buenos Aires para seu roteiro
📌 Viajante Móvel | Museus Online no Brasil
📌 3 Gerações e 1 Mala | Galleria degli Uffizi

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Top 10 lugares para curtir a natureza com as crianças

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Que a gente gosta de ecoturismo, não é segredo para quem acompanha esse blog. Nós moramos em apartamento há muitos anos e os malinhas nasceram sem quintal, por isso valorizamos muito que eles tenham contato com a natureza sempre que possível. Gostamos de parques e trilhas leves, e acabamos conhecendo vários lugares no Brasil perfeitos para passeios ao ar livre com crianças.

Selecionamos 10 lugares, entre parques e atrações naturais, para quem quer sugestões para aproveitar a natureza em família. E temos também um post com dicas bem básicas para incentivar as famílias a fazerem trilha com os pequenos: DICAS BÁSICAS PARA CURTIR TRILHAS COM CRIANÇAS 


1- Parque Natural Municipal de Petrópolis (RJ)
Localizado na Avenida Ipiranga, no centro histórico de Petrópolis, o Parque Natural Municipal de Petrópolis é uma surpresa em meio a tantos prédios históricos. Um recorte de mata atlântica no meio da cidade, muito preservado e que conta com duas trilhas de 800 metros aproximadamente - que não são planas (afinal, Petrópolis fica encravada no meio de morros) mas ainda assim bem fáceis, e que não requerem nenhum preparo físico.  É possível caminhar calmamente só apreciando a vista e tirando lindas fotos. Embora o parque não seja grande é impressionante que, conforme caminhamos pela trilha, mais e mais longe ficam os barulhos da cidade e mais se ouvem os passarinhos e sons típicos da mata.
A entrada é gratuita e na portaria os visitantes recebem diversas orientações, inclusive aquelas básicas de não tocar nem alimentar os animais que eventualmente apareçam no caminho (há muitas preguiças e saguis) e jamais deixar lixo nas trilhas, assim como algumas mais específicas e assustadoras, como retornar imediatamente à entrada do parque no caso de chuva, por conta do alto risco de deslizamentos de terra. 
Conhecemos esse parque na nossa visita à cidade de Petrópolis, o post completo da viagem pode ser conferido aqui: ROTEIRO EM PETRÓPOLIS: 4 DIAS COM 2 MALINHAS

2- Trilha Ecológica do Museu da Água em Indaiatuba (SP)
Localizado no interior de São Paulo, a menos de 1 hora da capital, o Museu da Água fica às margens da Represa do Cupini no município de Indaiatuba e é uma excelente opção de lazer para a família toda. Além do museu em si, que é pequeno mas bem bacana e fala sobre a importância da água e a história dos serviços de captação e distribuição de água ao longo dos anos ali na região, é possível fazer uma trilha em volta da represa. A Trilha Ecológica é pavimentada e plana, totalmente acessível mesmo àqueles com dificuldades de locomoção, e fica em meio a um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado no estado de São Paulo. No caminho há diversas placas explicando a importância da mata ciliar na preservação de mananciais de água - caso da represa, que abastece a cidade de Indaiatuba desde a década de 30 - e outras informações interessantes.
É possível também se refrescar numa biquinha de água cristalina que fica no meio da trilha, além de tirar fotos lindas da represa. A entrada é gratuita e o museu oferece uma programação educativa e vários eventos ao longo do ano.
Para saber mais sobre o Museu da Água vale conferir o post da nossa visita aqui: MUSEU DA ÁGUA EM INDAIATUBA

3- Parque Municipal da Pedra Montada em Guararema (SP)
Localizada também no interior de São Paulo, bem pertinho da capital, Guararema é uma cidadezinha perfeita para um bate-volta. Tem vários restaurantes deliciosos e aquela cara simpática de cidade do interior, com diversas atrações para a família toda - entre elas a nossa preferida: o Parque Municipal da Pedra Montada.
O parque fica um pouco mais afastado da cidade (cerca de 8 km) e a grande atração da natureza ali é a tal "pedra montada" - uma escultura natural formada pela sobreposição de duas pedras enormes (cerca de 9 m de comprimento e 2,5 m de altura). Há também uma outra escultura natural que parece um tubarão perfeito e as crianças vão ficar fascinadas! Os malinhas amaram e quiseram tirar várias fotos 🐟
A estrutura do parque é ótima e as trilhas são bem demarcadas e fáceis, pois a vegetação não é muito abundante. A entrada é gratuita e o local conta com lanchonete e restaurante próprios.
Temos um roteiro pela cidade de Guararema neste post: ROTEIRO EM GUARAREMA COM 2 MALINHAS

4- Parque Estadual Campos do Jordão (SP)
Conhecido regionalmente como Horto Florestal, o Parque Estadual Campos do Jordão é um dos mais antigos parques do Brasil e ocupa cerca de 40% da área do município de Campos do Jordão, famoso destino de inverno na Serra da Mantiqueira. A entrada do parque fica a 13 km do burburinho central e sua vegetação é um remanescente importante de mata atlântica.
O parque conta com uma ótima estrutura: tem restaurante, churrasqueiras, locais para piquenique, parquinho, viveiro de mudas, aluguel de bicicletas, arborismo, tirolesa e mais de 12 km de trilhas. Mas também é possível só passear livremente, conhecendo os vários lagos e bosques, sem compromisso com esportes. Já estivemos lá várias vezes, inclusive com nossa malinha bebê, e sempre foi um ótimo programa em Campos do Jordão.
O valor da entrada é R$ 15 (crianças até 6 anos não pagam - valor em março/2020), os esportes e o aluguel das bicicletas são pagos à parte, pois não são administrados pelo parque.
Campos do Jordão tem muitas opções excelentes de ecoturismo e fiquei até em dúvida sobre qual recomendar neste post, mas tem mais programas na cidade aqui: 6 LUGARES IMPERDÍVEIS EM CAMPOS DO JORDÃO

5- Serra do Corvo Branco em Urubici (SC)
Embora a serra catarinense seja lindíssima ouvimos falar pouco de suas atrações - com exceção talvez da super famosa Serra do Rio do Rastro. Mas há muitas atrações naturais na região, especialmente na cidade de Urubici, a apenas 170 km de Florianópolis.
Um lugar que apesar de não ser parque ou trilha nos impactou demais foi a Serra do Corvo Branco - na verdade uma estrada entre as montanhas, que liga Urubici ao município de Grão-Pará. Mas não é preciso descer (ou subir) totalmente a serra para se encantar com sua grandiosidade - logo no início dela, no corredor entre os paredões de pedra de mais de 90 m de altura, já ficamos sem fôlego. Esse ponto é considerado o maior corte em rocha do Brasil e é possível sentir o respingar de água do Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce do mundo e que passa por ali (e se espalha pela Argentina, Paraguai e Uruguai, além de outros estados do Brasil - tem mais informação nesse link).
A paisagem é deslumbrante! A estrada é bem deserta e passam pouquíssimos veículos (corajosos!). Avançamos a pé por ela e descemos um pouco de carro (a estrada é pavimentada apenas nos primeiros quilômetros e tem várias curvas de 360o), mas o que vale mesmo é brincar com o vento, sentir a "chuvinha" provocada pelas rochas úmidas e se sentir pequenininho de tudo em meio àquelas rochas enormes. 
Nosso roteiro completo na serra catarinense pode ser conferido aqui: SERRA CATARINENSE A 4

6- Trilha para a Praia Preta em Ilha Grande (RJ)
Ilha Grande, no estado do Rio de Janeiro e onde só se chega via barco, é um paraíso de praias e trilhas das mais diversas dificuldades. Em muitos casos, para chegar a uma praia é preciso combinar barco e trilha - como é o caso da super famosa praia de Lopes Mendes, presença constante nas listas de "praias mais bonitas do mundo". Mas é possível fazer passeios bem mais leves e ainda assim aproveitar as belezas da ilha - esse é o caso da trilha que leva ao antigo Lazareto, no final da Praia Preta. Uma trilha plana, tranquila e bem sinalizada, onde é comum topar com macaquinhos pulando nas árvores, e próximo do final é possível acessar a praia, que recebeu o nome de Praia Preta por causa da cor da areia, bem escura na maior parte, assim como são pretas as pedras enormes espalhadas pela praia.
Seguindo um pouco mais adiante após as ruínas do Lazareto (que foi hospital para tratamento de hanseníase e depois virou prisão na era Vargas, e finalmente implodido em 1994) é possível encontrar o antigo aqueduto, responsável pela água fornecida ao presídio. Logo perto dele fica o Poção, uma piscina formada pelo rio no meio das pedras. É um passeio tranquilo e bem acessível para fazer com as crianças. A partir do aqueduto começam outras trilhas, que levam a cachoeiras e outros mirantes, mas que são de nível mais difícil.
Tem mais informações no post completo dessa viagem: ILHA GRANDE (RJ) COM 3 MALINHAS

7- Trilha para a Pedra Redonda em Monte Verde (MG)
Monte Verde, esse pequeno distrito da cidade de Camanducaia, em Minas Gerais, é muito conhecido e procurado como destino de inverno, mas também conta com muitas opções de ecoturismo. Uma das mais famosas trilhas por ali é a que leva à Pedra Redonda - que pode ser feita por conta ou com guias (há muitas agências em Monte Verde que oferecem esse serviço). Mas por ser uma trilha considerada fácil é perfeitamente possível fazê-la sem guia.
É possível ir de carro até o início da trilha, onde há um estacionamento (pago) e uma certa estrutura (banheiros e lanchonete). O trecho inicial é relativamente plano e tranquilo, com alguns degraus de madeira em determinados pontos. No fim desse trecho há um mirante onde é possível descansar e tirar fotos lindas. Depois dali ainda há cerca de meia hora de caminhada em trecho mais íngreme, até se chegar ao topo - a mais de 1900 m de altura, bem na divisa entre os estados de São Paulo e Minas, é possível ver Camanducaia do lado mineiro e boa parte do Vale do Paraíba do lado paulista.
Vale dizer que essa trilha é um pouco mais difícil que as anteriores, mas o visual é lindo e é uma aventura e tanto para as crianças.
Fizemos outras trilhas e passeios em Monte Verde, tem todos os detalhes aqui: MONTE VERDE COM 2 MALINHAS

8- Trilha do Bauzinho em São Bento do Sapucaí (SP)
Mais um lugar lindo na Serra da Mantiqueira! Entre as cidades de Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí fica o Complexo da Pedra do Baú - que não é um parque, mas sim área de proteção ambiental, com objetivo de explorar o turismo de forma organizada e sustentável. Por causa disso é cobrada a entrada dos visitantes (R$ 10) nesse complexo que abrange 3 rochas: a Pedra do Baú (mais alta e mais famosa entre elas, com 1950 m de altura), Ana Chata e Bauzinho (a única que é possível chegar ao topo somente por trilha, as demais são mais íngremes e a chegada ao cume envolve graus diversos de escalada). Dali do complexo saem trilhas para todas as 3, e inclusive é possível ir de carro até o ponto onde realmente tem início a trilha (nós fomos caminhando mesmo, é um trecho curto de estrada de terra).
A trilha do Bauzinho propriamente dita tem pouco mais de 300 m, e embora seja curtinha é bem íngreme e leva-se cerca de meia hora para chegar ao topo. Eu tenho medo de altura e não fui até a pontinha pois era necessário passar por uma parte mais estreita sem proteção dos dois lados, mas mesmo dali a vista é linda e é possível ver um dos lados da Pedra do Baú bem de pertinho. 
Mais detalhes e outras fotos lindas neste post aqui: TRILHA DO BAUZINHO EM SÃO BENTO DO SAPUCAÍ COM CRIANÇAS

9- Parte baixa do Parque Nacional de Itatiaia (RJ)
O Parque Nacional de Itatiaia, o mais antigo parque nacional do Brasil e cuja área se estende entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, é muito famoso por abrigar o Pico das Agulhas Negras - e por isso pode afastar os desavisados, que podem pensar que ali só tem trilha nível hard. Mas existe também a parte baixa do parque, acessível de carro e que é um passeio e tanto mesmo para quem não quiser fazer as trilhas - lembrando que dentro da área do parque existem trilhas de todos os níveis. Paga-se R$17 para entrar e é possível entrar de carro e ir parando nos pontos principais.
O Complexo do Maromba, por exemplo, não requer grandes caminhadas e é lindo! Vale também conferir o Centro de Visitantes e conhecer mais sobre a história e o relevo do parque, assim como detalhes de sua fauna e flora - as crianças vão amar ver os animais empalhados e o monte de insetos nos quadros. E ao final, vale parar no Mirante do Último Adeus e tirar fotos lindas do final de tarde.
É um passeio para passar o dia e aproveitar muito! Tem mais detalhes da parte baixa do parque neste post aqui: ITATIAIA E PENEDO EM UM FIM DE SEMANA COM 2 MALINHAS

10- Trilha para a Cachoeira do Alcantilado (RJ-MG)
De todos os lugares citados neste post, esse é o que tem a trilha mais pesada - a boa notícia é que não é preciso subir até a cachoeira para desfrutar de paisagens lindas e quedas d'água super convidativas a um mergulho!
Localizada bem na divisa das cidades de Bocaina de Minas (MG) e Visconde de Mauá (RJ), o Sítio Cachoeiras do Alcantilado cobra uma taxa de entrada (R$22) para os visitantes aproveitarem uma sequência de pequenas cachoeiras e piscinas naturais, até o ponto alto da propriedade: a Cachoeira do Alcantilado, uma queda d'água com 50 m de altura.
A trilha até a cachoeira tem extensão total de 1,5 km, sendo que os últimos 300 m são os mais difíceis (pelo cansaço de ter chegado até ali e por ser um trecho bem íngreme), mas vale dizer que quem não quiser subir ainda assim vai aproveitar os trechos planos, muitos deles gramados, ou as pequenas quedas d'água e piscinas. A estrutura da trilha toda também é muito boa, com placas indicando distâncias e os principais pontos de interesse (há várias grutas no caminho, por exemplo), assim como escadas e corrimãos nos trechos íngremes e pontes para atravessar os rios.
Tem mais detalhes neste post completo sobre o Vale do Alcantilado: VALE DO ALCANTILADO - ECOTURISMO EM VISCONDE DE MAUÁ

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Esse post faz parte de uma blogagem coletiva com o tema "TOP 10" - confira abaixo os posts dos blogs participantes! 👇
📌 Expedições em Família | Top 10 cidades da Estrada Real
📌 Experiência Barbara | Minhas TOP 10 experiências bárbaras!
📌 Me Leva Viajar | Top 10 filmes sobre viagens na Netflix!
📌 MEL a Mil Pelo Mundo | Dicas de restaurantes em Madrid - 10 lugares imperdíveis
📌 Mystras | Top 10 pelo mundo
📌 Pelo Mundo com Manu | Top 10 Destinos Capixabas Incríveis
📌 Uma Viagem Diferente | 10 Lugares Para Ver São Paulo do Alto

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