Filmes e séries da Netflix para viajar com as crianças

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Nesses tempos de confinamento em casa toda ajuda é bem-vinda, não é mesmo? Não faltam dicas do que fazer com as crianças - e digo que tem horas que é mesmo necessário muita criatividade e paciência, com elas e com nós mesmos. Depois de me irritar com o tanto de conselhos que aparece a toda hora nas timelines de todas as redes sociais do universo e filtrar o que é possível encaixar na nossa vida atual, achei por bem dar a minha contribuição.
Bem antes desse vírus ter virado as nossas vidas de cabeça para baixo já havia postado uma lista de livros infantis maravilhosos para despertar o desejo de viajar nos pequenos - LIVROS INFANTIS PARA VIAJAR SEM SAIR DE CASA - e agora resolvi fazer também uma pequena seleção de títulos disponíveis na Netflix: filmes e séries que despertam a nossa curiosidade para conhecer outros lugares e nos permitem viajar, mesmo a partir do sofá.

A primeira indicação é a série Nosso Planeta, uma minissérie britânica de 8 episódios, lançada em 2019. Bom, eu tenho dois fanáticos por natureza aqui em casa, que com menos de uma década de idade já sabem muito mais de animais e ecossistemas do que eu aprendi a vida toda (e já estou a meio caminho de 5 décadas 😄)
Apesar de ser um documentário sobre natureza está longe de ser monótono e tem uma fotografia linda. Cada episódio de 50 minutos aborda um assunto: matas tropicais, lugares gelados, mares e oceanos, desertos... com foco na vida animal mas também com um olhar muito crítico em relação à conservação e consequências da atividade humana na vida do planeta. Nem preciso dizer que essa série já gerou uma lista imensa de lugares que os malinhas querem conhecer 🙈 Uma ótima opção para a família toda, que vai agradar em cheio as crianças que amam animais.

Na mesma linha de documentários sobre a natureza, vale destacar a minissérie A Terra à Noite. São 6 episódios que acompanham animais com hábitos noturnos, em diferentes habitats ao redor do planeta. 
As imagens capturadas com lentes especiais são maravilhosas! Vale destacar o episódio 5, que mostra animais silvestres passeando por cidades à noite - mais ou menos o que tem acontecido em muitas cidades atualmente em quarentena.

No campo da ficção mas ainda com temática de animais - e como é a interação humana com os animais selvagens - assistimos o filme A Menina e o Leão. Situada na África do Sul, mostra a amizade de uma menina com um leão branco, dentro de uma fazenda de criação de animais selvagens. 
Não demora muito para descobrirmos a verdadeira razão da criação dos animais em cativeiro e como funciona o comércio da caça legalizada. A atuação dos principais personagens é bem fraquinha, mas vale pela história e pelo apelo irresistível dos animais espalhados pelas savanas africanas. Mais um filme que despertou o desejo de conhecer a África do Sul!

Em mais uma história passada na África, dessa vez na República do Malawi, o filme O Menino que Descobriu o Vento é baseado numa história real e muito emocionante (e talvez um pouco complexa para os menorzinhos, por isso é bom assistir junto).
Bem resumidamente, conta a história de um garoto de 13 anos que, inconformado com a seca na região onde morava (onde só se plantava quando chovia), e com a ajuda de um livro de engenharia, materiais encontrados num lixão e a bicicleta do pai, consegue montar uma turbina eólica de modo a levar água às plantações mesmo fora do período chuvoso. Um filme ótimo por vários motivos: mostrar a realidade de muitos lugares no mundo, onde não há energia elétrica (algo impensável para essa geração das telas); a importância da curiosidade e da tenacidade diante dos obstáculos; a influência do desmatamento na desertificação de áreas imensas do nosso planeta.

Um filme mais antigo mas que vai agradar em cheio os menorzinhos é Meu Monstro de Estimação. Livremente inspirado na lenda do monstro do Lago Ness, na Escócia, mostra a amizade que surge entre um menino e uma estranha criatura que ele cuidou desde que saiu do ovo.
A fotografia do filme é linda, mostrando as paisagens da Escócia, e histórias de amizade entre crianças e animais sempre são um sucesso, mesmo quando o animal em questão é um... monstro (na verdade não é, parece muito mais um dinossauro aquático, segundo meu pequeno dinolover). Filme fofo e perfeito para uma tarde preguiçosa.

E seguimos em casa, de acordo com as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde. De resto, muita força a todos nesse período! Vamos fazer nossa parte, permanecendo em casa, protegendo a nós mesmos, nossas famílias e nossa comunidade, torcendo para que tudo retorne à normalidade o mais rápido possível 💗


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Dicas de leitura: Livros onde o local também é um personagem

sábado, 21 de março de 2020

Eu amo ler, desde criancinha - e o maior motivo desse amor sempre foi, sem dúvidas, o fato da leitura me transportar para lugares desconhecidos, me fazendo viajar sem sair de casa, conhecer culturas de lugares que achava que nunca iria ver pessoalmente. Em um post anterior fiz um apanhado de livros infantis que falam sobre lugares e culturas diferentes, para despertar nas crianças o desejo de conhecer o mundo e viajar por aí - LIVROS INFANTIS PARA VIAJAR SEM SAIR DE CASA - e agora chegou a vez de indicar alguns livros adultos.
Na maioria destes livros, os locais onde se passam as histórias são mais que simples paisagens - são praticamente personagens, e uma parte importantíssima da narrativa depende da descrição dos lugares e de como os personagens interagem com o entorno. 

Começando a viagem pela Itália, atualmente um destino inacessível por conta da recente pandemia de Covit-19. Nunca estive lá de fato mas já viajei muito pelo país 🍝🍕🍷 pois são muitos os livros que tem cidades e regiões italianas como cenário. Seguem abaixo alguns:
Quatro Estações em Roma (de Anthony Doerr, editora Intrínseca) - Como o próprio subtítulo diz, são as memórias de um escritor norte-americano na capital italiana. Após ganhar um prêmio, com direito a ajuda de custo e um estúdio para escrever um livro na Itália, o autor se muda para Roma com a família (esposa e filhos gêmeos bebês) por um ano. Vamos viajando com eles por entre os monumentos e ruas da cidade, dividindo suas dificuldades com a língua e os costumes dos romanos, nos deslumbrando com as mudanças nas paisagens mudam conforme mudam as estações. Uma delícia de ler, dá para se sentir realmente em Roma! 


Amor & Gelato (de Jenna Evans Welch, editora Intrínseca) - Esse livro é fofo demais! Embora seja mais voltado para o público juvenil, às vezes uma leitura leve é tudo que precisamos para desligar um pouco da realidade 💗 É impossível não se envolver com a história de Lina, uma adolescente que viaja para a Toscana para atender o último pedido da mãe, que acabou de morrer. Suas descobertas pessoais se entrelaçam com as lindas paisagens italianas e seus passeios por Florença. Tocante e divertido na medida certa.


Comer, Rezar, Amar (de Elizabeth Gilbert, editora Objetiva) - Livro que virou filme e transformou a escritora numa celebridade. A autora conta sua jornada radical de autoconhecimento ao longo do ano que viajou por 3 países: Itália, Índia e Indonésia, depois de se divorciar e vender tudo que tinha. Suas experiências nos 3 países, tão diferentes entre si, nos levam a conhecer um pouco mais de Roma, de um retiro espiritual indiano e de Bali. Nem preciso dizer que achei o livro bem melhor que o filme, hollywoodiano demais para o meu gosto. Já li outros livros da autora e adoro o jeito que ela escreve.


A Filha Secreta (de Shilpi Somaya Gowda, editora Record) - E já que mudamos de continente e falamos da Índia, esse é um livro lindo que li recentemente. Conta a história de Asha - a filha secreta do título -, uma menina indiana adotada por um casal de médicos formado por uma norte-americana e um indiano. O interessante é o vai e vem da narrativa, sob diferentes pontos de vista ao longo de 25 anos: da mãe americana, do pai indiano mas que vive nos EUA há muitos anos, da mãe biológica que nunca se esqueceu da filha. Um retrato brutal dos costumes indianos, tão diferentes dos nossos e que podem até nos causar indignação, da miséria e da sujeira, das diferenças sociais gritantes (talvez não tão diferentes das que vemos aqui no Brasil) - mas também uma descoberta que fazemos junto com Asha, em seu trajeto de conhecer mais suas raízes e sua família. Um livro do qual não esperava muito mas que me surpreendeu.


Fique Comigo (de Ayòbámi Adébáyò, editora Harper Collins) - Mudando de continente de novo, seguimos para a Nigéria, na África, sob o olhar dessa autora de nome difícil e de narrativa comovente. Situada nos anos 80, a história conta a saga da personagem Yejide na tentativa de engravidar de seu marido, Akin. Embora sejam um casal considerado moderno quando comparado aos antigos costumes do país - os dois se conhecem na universidade, ambos trabalham e casaram por amor - é doloroso ver o quanto as tradições cobram e culpam a mulher no que se refere à maternidade e manutenção da família. O drama pessoal de Yejide é entrelaçado às dificuldades políticas e às questões culturais da Nigéria. Um livro muito tocante e que nos permite um outro olhar sobre a influência colonizadora européia na África.


Hibisco Roxo (de Chimamanda Ngozi Adichie, editora Companhia das Letras) - Outro romance ambientado na Nigéria e que trata de muitas questões delicadas, tanto sociais quanto políticas. Contada em primeira pessoa pela adolescente Kambili, mostra a desintegração de sua família causada pelo pai, um católico fervoroso que abomina todas as antigas tradições do país - tudo isso tendo como pano de fundo uma situação política instável e violenta. Assim como outros livros da Chimamanda, autora que amo, não é uma leitura fácil nem leve, mas muito necessária nos dias de hoje.


Livre (de Cheryl Strayed, editora Objetiva) - Atravessamos o oceano e paramos nos Estados Unidos, para acompanhar a história impressionante de Cheryl, outro livro que virou filme com atriz famosa. Aos 20 e poucos anos, depois de uma série de perdas pessoais - a morte repentina da mãe, o afastamento do padrasto e dos irmãos, o divórcio - e muitas atitudes autodestrutivas, Cheryl decide fazer sozinha a Pacific Crest Trail, uma trilha de mais de 1700 km na costa oeste dos EUA. Viajamos junto com ela enfrentando desertos e neve, subidas e descidas, e toda sua dolorosa jornada física e psicológica. É impressionante como a descrição das paisagens se entrelaça à vida de Cheryl. Não assisti ao filme, mas duvido que faça jus ao livro.


Fazendo as Malas (de Danuza Leão, editora Companhia das Letras) - Mais um livro leve e, porque não, um pouco pedante. Acompanhamos a jornalista e escritora Danuza Leão na divertida narrativa de seu planejamento de viagem a várias cidades famosas da Europa - Paris, Lisboa, Sevilha e Roma (notando-se a sua total falta de preocupação com preços, ao contrário de nós mortais) - e depois de fato viajando com ela por essas cidades incríveis (novamente, dinheiro não parece ser problema). Para ler sem julgamentos e sem grandes pretensões literárias, é delicioso percorrer com ela hotéis e restaurantes chiques, fazer compras em Paris e se sentir um viajante de categoria não-econômica. Para quem se sentir abonado e inspirado, ao final do livro há uma lista dos restaurantes, hotéis e lojas citados ao longo da história.

Não podia terminar esse post sem citar dois livros de blogueiras de viagem que li recentemente e que contêm ótimas crônicas de viagem.
O primeiro é Memórias Impublicáveis de Viagens, da Amanda Trintim, que escreve o blog As Viagens de Trintim desde 2014. São 33 crônicas autobiográficas, algumas divertidas, outras nem tanto, assim como são as viagens em geral, e é impossível não se identificar com algumas delas.
O segundo é Eu não quero chegar a lugar algum, da Mariana Bueno, do blog Mariana Viaja. Uma coletânea de crônicas que já havia sido publicada no blog, que não abordam nenhum destino específico mas sim outros aspectos do ato de viajar.
Recomendo os dois! Livros leves e deliciosos de ler, perfeitos para afastar um pouco os pensamentos da atual situação e tornar mais agradável esse período de confinamento em casa.

👉 Não é muito adepto da leitura? Talvez esse seja um bom momento para começar - afinal, uma situação como a que estamos enfrentando, quando a palavra de ordem é recolhimento, pode ser a oportunidade de mudar alguns hábitos. A sugestão é começar pelos livros de crônicas, que não cansam e podem ser interrompidos a qualquer momento sem prejuízos à compreensão (eu costumo ler livros de crônicas junto a outro livro, especialmente quando a história é mais pesada - gosto de me dar um "refresco")
👉 A ordem é ficar em casa o máximo de tempo possível, mas as vendas online estão aí para facilitar. A Amazon sempre tem ofertas bacanas, assim como outras livrarias (Saraiva, Livraria Cultura, Livraria da Vila).
👉 E-books têm preços mais acessíveis. Eu tenho uma certa dificuldade com eles - parece que minha concentração se perde um pouco quando não estou manuseando o livro em papel - mas muita gente prefere, pela praticidade e pelos preços. Alguns livros desse post li no formato eletrônico, pelo aplicativo gratuito Kindle (da Amazon).
👉 Para as crianças, tem uma lista bacana nesse post: Livros infantis para viajar sem sair de casa

De resto, muita força a todos nesse período! Vamos fazer nossa parte, permanecendo em casa, protegendo a nós mesmos, nossas famílias e nossa comunidade, torcendo para que tudo retorne à normalidade o mais rápido possível 💗

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Japan House: programa gratuito em São Paulo

sábado, 7 de março de 2020

Mais um passeio delicioso, cultural e gratuito que fizemos em São Paulo: fomos conhecer a Japan House, na Avenida Paulista, e pudemos conferir as exposições que estão atualmente em cartaz ali - Japão em Sonhos e Construção.
O projeto Japan House foi criado pelo governo japonês com o intuito de difundir a milenar cultura japonesa em todos os seus aspectos: arte, comida, hábitos, natureza. São Paulo foi um dos 3 lugares no mundo escolhidos para abrigar uma Japan House - os outros são Los Angeles, nos EUA, e Londres, na Inglaterra.
A casa abriga exposições itinerantes, organiza workshops, clubes de leitura, apresentações musicais e diferentes eventos (a agenda completa pode ser consultada no site Japan House SP). 
No térreo há uma loja linda com objetos de todos os tipos: louças tradicionais, objetos de arte, origamis delicadíssimos, livros, esculturas, móveis. Também no térreo fica a sala onde atualmente está em cartaz a exposição imersiva Japão em Sonhos (até 26 de abril de 2020), que é linda! Uma sequência de imagens típicas do Japão projetadas nas paredes - o festival das lanternas e a florada das cerejeiras são as mais bonitas e tocantes - junto a uma trilha sonora que faz com que a gente viaje mesmo pelo país. Os visitantes se espalham pelos bancos e pelo chão, numa experiência deliciosa. Os malinhas amaram e vimos muitas outras crianças também encantadas.
No primeiro andar fica uma loja de presentes onde o principal atrativo é a forma tradicional japonesa de embrulhar os objetos em tecido (inclusive eles ensinam como fazê-lo, numa técnica que tem o nome de furoshiki. Por causa das próximas olimpíadas ali também estão expostos dois bonecos grandes dos mascotes dos jogos de 2020, Miraitowa e Someity.
Já no segundo andar ficam as exposições de arte, e a que está atualmente em cartaz até dia 12 de abril de 2020 é a instalação Construção, do artista japonês Tadashi Kawamata. Eu e os malinhas tínhamos visto na TV uma reportagem sobre ela e ficamos encantados! Com o auxílio de 350 universitários voluntários e 180 mil hashis (os famosos palitinhos japoneses), foi construída uma espécie de escultura imensa, que ocupa praticamente a sala toda. Os malinhas ficaram chamando de labirinto 😀 mas a intenção do artista foi criar um ambiente com um material totalmente inusitado - como curiosidade, os hashis utilizados na instalação eram refugo, isto é, foram rejeitados por algum defeito ou não conformidade e, portanto, seriam descartados.

Não é permitido tocar na instalação, mas há um pedacinho dela, exposto numa mesa, onde pode-se tocar e ver como os hashis foram colados um a um.
Nas paredes da sala ficam fotos de outras instalações feitas pelo mesmo artista em outras partes do mundo. Não sei se foi impressão minha, mas as mais caóticas sempre estavam fora do Japão - aquelas em terras japonesas me pareceram bem mais "certinhas" 😏
Também no segundo andar fica um restaurante japonês que me pareceu bem tradicional, mas como não sou muito entusiasta de comida japonesa acabamos não experimentando.
A entrada nas exposições é gratuita e os grupos são organizados por número de pessoas. Primeiro entra-se na sala no térreo e após finalizada a projeção o grupo é encaminhado ao 2o andar, onde pode-se ficar o tempo que quiser.

👉 Localização e horários:
Avenida Paulista, 52
Terça-feira a sábado: das 10h às 20h
Domingos e feriados: das 10h às 18h
Programação disponível no Facebook e no site

👉 Como chegar:
Nós fomos de carro e não foi difícil encontrar um lugar para estacionar ali por perto, numa rua perto da Paulista, mesmo sendo domingo de carnaval. Há também um estacionamento (pago à parte) no subsolo do prédio.
De metrô, as estações mais próximas são Paraíso e Brigadeiro.

👉 Quer se hospedar perto da Paulista? Tem sugestão neste post: Dica de hotel em São Paulo, pelo blog Receitinhas e Viagens

👉 Quer mais programas gratuitos São Paulo? Tem uma lista aqui: 6 programas gratuitos em São Paulo

👉 Quer mais passeios em São Paulo? Tem muitos neste post aqui: O que fazer em São Paulo com crianças: muitas dicas!

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MIS Experience com crianças - Exposição Leonardo da Vinci

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Desde a abertura desse novo espaço do Museu da Imagem e do Som em São Paulo - o MIS Experience - estávamos loucos para ir e levar os malinhas para ver a exposição de abertura: Leonardo da Vinci - 500 anos de um gênio.
Com uma proposta super diferente e interativa e parceria com a TV Cultura, o MIS Experience foi inaugurado em novembro de 2019. A exposição sobre a vida e as inúmeras obras de Leonardo da Vinci, que foi inventor, cientista, engenheiro, artista e mais um monte de outras coisas, foi uma parceria com o museu italiano Museo Leonardo da Vinci. O bacana do MIS Experience é que, além de apresentar maquetes, documentos e réplicas dos projetos de Da Vinci, há uma sala com experiência multissensorial - animações gráficas projetadas por todos os lados, combinadas com áudio, com resultado incrível.
A mostra começa apresentando as anotações de Leonardo da Vinci, uns caderninhos escritos com uma letra miúda, e contando como muito do conteúdo se perdeu - seja por ter se extraviado ao longo dos anos, seja por tentativas de organizar as informações (muitas anotações eram codificadas de forma que só ele conseguisse decifrar).
Depois há as seções de inventos do ar (o famoso paraquedas que já foi testado várias vezes e protótipos de aviões e helicópteros), de máquinas (guindastes e outros mecanismos de carga), o espelho infinito (malinhas amaram!), as inúmeras pinturas, os instrumentos de guerra (parte menos interessante, na minha opinião), os inventos aquáticos (como o protótipo - assustador - do escafandro) e os desenhos impressionantes do corpo humano (que ele dissecava escondido, pois era proibido profanar cadáveres naquela época).
Bem no meio da exposição fica a sala multimídia, que amamos! Sentamos no chão e ficamos encantados com a experiência.
Ao final, uma análise da pintura mais famosa de Leonardo da Vinci e de todos os tempos: a Monalisa. Desde a história do processo de pintura até as idas e vindas em diferentes mãos - sabiam que Napoleão Bonaparte manteve a pintura no seu banheiro por vários anos? -, até chegar a onde está hoje, no Museu do Louvre, assim como o efeito do tempo nas cores e na definição dos traços.
Eu amo esse tipo de passeio, mas e os malinhas? Não vou mentir: a espera na fila, a quantidade de gente e a dificuldade de ver as coisas por conta da pouca altura podem ser meio chatos para as crianças. Mas o momento da sala multimídia acaba compensando, pois elas conseguem sentar e realmente se sentir parte de tudo aquilo.
Na área externa, próximo ao café, eles também se divertiram - há cópias da Monalisa e da famosa gravura do Homem Vitruviano para eles colocarem a cabeça e tirarem fotos engraçadas.
Conclusão: eu sempre acho que vale a pena levar as crianças a esse tipo de passeio, não só pelo conteúdo mas pela experiência como um todo. Aprender a esperar a vez, observar a quantidade de gente interessada naquilo, proporcionar uma lembrança interessante, tudo isso é aprendizado (de quebra, nós adultos exercitamos a paciência e o poder de persuasão). Já tinha visto vários posts e reportagens sobre essa exposição, mas todos relatando experiências de adultos, por isso achei importante dividir nossa experiência de visita com as crianças. Nós valorizamos muito esses passeios culturais e nossos malinhas já estão bem acostumados (o que não nos livra de reclamações de fome, cansaço e tédio ocasionalmente 😄)

Informações importantes
👉 Local: Rua Vladimir Herzog, 75 - Água Branca - São Paulo
Dá para chegar de ônibus gratuito, que sai da estação Barra Funda
De carro, prepare-se para desembolsar R$ 20 com os guardadores na rua, ou R$ 30 com o valet
👉 Preços e horários: consulte o site (www.mis-sp.org.br/exposicoes), pois os preços variam de acordo com o dia da semana. Nós compramos o combo de 2 ingressos com 10% de desconto mais 2 meia-entrada para os malinhas um dia antes da visita (um domingo), e chegamos com uma hora de antecedência.
As sessões são agendadas de hora em hora e no momento da compra dos ingressos é preciso escolher o horário. Não vale a pena deixar para comprar na hora! Chegamos lá perto das 13h e só havia ingressos disponíveis para as 18h.
👉 Exposições: A exposição Leonardo da Vinci: 500 anos de um gênio vai até dia 31 de maio de 2020, por isso se quiser vê-la, corra! Ainda não foram divulgadas informações sobre a próxima exposição.


👉 Quer mais passeios em São Paulo? Tem muitos neste post aqui: O que fazer em São Paulo com crianças: muitas dicas!

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