Uruguai com 2 malinhas - Punta del Este e arredores

Contei no post anterior como foi todo o planejamento do itinerário dessa viagem... Neste aqui vou detalhar a primeira parte dessa viagem maluca, desde que pegamos o carro em Porto Alegre, a semana toda que passamos no Uruguai, e a volta para Porto Alegre. Numa segunda parte, de Porto Alegre a Gramado e todos os passeios que fizemos naquela região.
Vamos lá então?

Dia 0 (28 de dez) - Como contei no post dos preparativos, fomos de ônibus até o aeroporto de Guarulhos (uma emoção para os malinhas, que nunca tinham realmente viajado de ônibus), de lá o voo para Porto Alegre, e de táxi para o hotel. Como chegamos à noite, jantamos no hotel mesmo e fomos dormir para estarmos todos descansados para o dia seguinte. Costumamos tirar uma foto no início de cada viagem, e dessa vez não foi diferente, olha nosso foto aí no ônibus!

Dia 1 (29 de dez) - Uma pessoa da locadora veio nos trazer o carro no hotel cedinho, às 7 da manhã (por sinal super pontuais). Marido instalou as cadeirinhas, fizemos check out e embarcamos rumo ao Chuí, uma viagem de pouco mais de 500 km. Paramos para almoçar em Pelotas, que é mais ou menos meio do caminho, e chegamos no Chuí no meio da tarde. Sabia quase nada da cidade, havia ouvido falar dos outlets que há na cidade, mas não estava nada preparada para o que vi, é uma paisagem meio daqueles filmes que mostram Tijuana, no México... uma única rua empoeirada de paralelepípedos, com comércio de todos os tipos dos dois lados, as ruas transversais de terra, o povo falando espanhol, uma porção de casas de câmbio... fora o medo, pois o pessoal do hotel nos disse para irmos de carro até a rua do comércio porque era perigoso andar a pé (e eram uns dois quarteirões de distância). Mas a gente queria ver os outlets tão famosos e estávamos com fome, então fomos. 
Tentamos uns dois lugares pra comer, mas eram tão esquisitos e sujos que desistimos. Quanto aos outlets, com o preço do dólar nada parecia atrativo o suficiente... compramos umas coisinhas, chocolates, e uns bichinhos para os malinhas. Malinha #2 se apaixonou por um gatinho que foi a todos os lugares com a gente, que ele batizou de "gatinho da viagem", e é um xodozinho até hoje. 
Resumindo, passamos fome e não compramos quase nada. Voltamos para o hotel tomar banho e praticamente abrimos o restaurante, pois a fome era gigante nessa hora. Pra nossa sorte o restaurante do hotel era bem gostoso, e depois fomos dormir para encarar a segunda etapa da viagem no dia seguinte.

Dia 2 (30 de dez) - Saímos cedo do Chuí com tempo super fechado. Logo após a cidade já fica a fronteira e o posto alfandegário. Apresentamos os documentos do carro e preenchemos os formulários, e nessa hora já estava garoando. Oficialmente em território uruguaio, seguimos adiante.
Nossa primeira parada, cerca de 40 km depois, foi na Fortaleza de Santa Teresa, um forte construído em 1762, quando o território onde fica hoje o Uruguai ainda pertencia ao Brasil, e que virou ponto turístico apesar de ainda ser área militar. É preciso sair da estrada principal e pegar uma secundária, e passar por um posto do exército. Chegamos um pouco antes de abrir (estávamos 1h adiantados porque no Uruguai não há horário de verão). O lugar é super bem conservado e vale a pena a parada, em todos os cômodos há um pouco da história do lugar e a explicação de cada um, muito interessante mesmo. Os malinhas adoraram!
Um pouco adiante da fortaleza fica a praia, com campings e um pouco de comércio. Estava tudo meio deserto por estar chovendo e ventando (aliás, passou a fronteira o vento começa, impressionante). Descemos rapidinho para uma foto e voltamos para seguir viagem.
Voltamos à estrada principal e nossa próxima parada foi Punta del Diablo, que segundo marido ex-surfista, é um ponto super conhecido de surf. Mas como o tempo estava bem ruim não achei nada demais, parece muito com qualquer praia de Ubatuba, ruas de terra, muita oferta de imóveis para temporada, alguns restaurantes. Ziguezagueamos entre as ruazinhas próximas da praia até encontrar um restaurante para almoçar, porque já sabíamos que dali até Punta não haveria muitas opções (ainda bem, pois não há mesmo). A praia lembra um pouco Trindade, com umas pedronas enormes no meio da areia.
Depois do almoço pegamos a estrada de novo, sob muita chuva. Nossa sorte foi que, apesar da estrada ser mão dupla, é bem sinalizada e havia poucos carros, eventualmente um caminhão ou um ônibus. Um retão só, até monótono, com fazendas dos dois lados, cheias de boizinhos marrons e ovelhinhas. Chegando próximo de Punta foi meio confuso, pois estávamos sem GPS e sem sinal de celular, até conseguirmos abrir o Google Maps e finalmente descobrirmos o caminho até chegar no nosso hotel. Punta é uma península e demorou um pouco até entendermos as direções.
Para nossa alegria havia parado de chover e estava até um solzinho tímido! Fizemos check in, deixamos bagagens e seguimos para ver a Praia Brava, que era bem pertinho. Os malinhas adoraram a liberdade depois de tantas horas no carro, e pra falar a verdade, eu também. Finalmente havíamos chegado à praia!
Fomos caminhando pela areia até Los Dedos, sem dúvida o lugar mais fotografado e conhecido de Punta, e tomamos um lanche no único quiosque que havia por ali.
Nesse primeiro dia já descobrimos três coisas: 1) que apesar do sol quente e do céu azul, o vento é super gelado e a água mais ainda, e é impossível ficar sem agasalho depois das 4 da tarde; 2) o jeito uruguaio de ir à praia é bem diferente do nosso, não há quiosques nem vendedores nem aluguel de cadeiras e guarda-sois - a maioria das pessoas leva tudo, inclusive o chimarrão; 3) pensem num lugar muito caro, caro de um suco custar 25 reais e um sanduíche mais de 40. Já no primeiro jantar tomamos um susto e nos demos conta que deixaríamos uma pequena fortuna no Uruguai... O câmbio estava aproximadamente 1:7, o que dificultava a conta mas era até bom não fazer a conta - como diz aquele velho ditado, quem converte não se diverte. O jeito era se conformar e se divertir!


Dia 3 (31 de dez) - Começamos o dia atravessando a ponte sobe e desce para ir em direção à La Barra - tivemos que ir e voltar umas 3 vezes porque os malinhas adoraram! Realmente dá um friozinho na barriga nas duas descidas...
Antes de seguir para a praia paramos no Museo del Mar, um lugar fantástico, que começou com uma coleção de conchas e hoje tem de tudo: esqueletos de baleias, conchas de todos os tipos, utensílios antigos, mil e uma histórias. Nós quatro adoramos!
Do outro lado da rua fica o Insectário, com uma coleção de insetos de todos os tipos e tamanhos. Nem preciso dizer que os malinhas ficaram impressionadíssimos (e eu tenho pesadelos com aqueles besouros gigantes até hoje!).
Depois do museu seguimos para La Barra, uma praia muito comprida, pensada pra gente com muito dinheiro - como tudo o mais em Punta. Em todo o entorno há lojas bacanas e chiques, casas enormes e lindas, e restaurantes descolados, lembra um pouco Búzios. Ficamos na praia um pouco, os malinhas se divertiram na areia, e depois fomos almoçar. Inventamos de parar num restaurante peruano que quase infartei quando vi os preços - posso só dizer que foi o almoço mais caro da minha vida toda, e foi memorável nesse único aspecto pois a comida não era nada de mais. 
Depois do almoço paramos no porto para passear e tentar ver os lobos marinhos - reza a lenda que sempre tem um monte por ali, entre os barcos e no cais. Nós não vimos nenhum, e começamos a perguntar sobre o passeio de barco até a Isla de Lobos, onde vive a maior população de lobos marinhos da América do Sul.
Voltamos para o hotel para nos preparar para o jantar - havíamos reservado a ceia num restaurante na rua do nosso hotel. E como não havia balada pra nós, depois do jantar descemos até o calçadão - que estava deserto - pra celebrarmos nossa virada de ano pertinho do mar e pertinho uns dos outros.

Dia 4 (1 de jan) - Nesse dia optamos por um passeio tranquilo, pra começar o ano renovados fomos passar a manhã na Praia Mansa - que na verdade não é praia de mar, e sim do Rio da Prata. É uma praia bem mansinha mesmo, e bem família, e os malinhas se divertiram apesar da água gelada. Mas como eu disse, o jeito uruguaio de ir à praia é diferente do nosso, nada de cervejinha gelada, petiscos e havaianas nos pés - eles levam uma bolsa com comida, cuia de chimarrão e garrafa térmica debaixo do braço, e crocs nos pés. Fomos bem desprevenidos - porque a gente achava que rolava um esquema de quiosque - e marido teve que achar uma padaria uns dois quarteirões de onde estávamos pra comprar uns comes e bebes pra nós. Ficamos bem pertinho do super famoso Conrad, hotel-cassino, como dá para ver na foto.

Voltamos para o hotel tomar banho e resolvemos ir andando até a região próxima ao porto, que é bem agradável e cheia de restaurantes. O sol na cabeça e a fome deixaram todo mundo meio mal humorado, mas assim que comemos tudo melhorou. Subimos a rua em frente à entrada do porto pra ver a vista lá de cima - dá pra ver os dois lados da península -, onde há uma igreja e um farol, que estava fechado para visitação.
Descemos e fomos andar pelo porto, que tem um visual incrível, o sol brilhando forte num céu azul de doer, somados com um vento super gelado pois já era final de tarde. Foi um primeiro dia do ano muito bom!

Dia 5 (2 de jan) - Nesse dia planejamos ir até Montevidéu (que fica a cerca de 100 km de Punta) e na volta pararmos para ver o pôr-do-sol na Casapueblo, em Punta Ballena. Saímos logo após o café da manhã, e foi fácil sair de Punta. Ao chegar em Montevidéu, no entanto, pegamos o sentido errado e nos perdemos um pouco, até que o Google Maps nos salvou! 
O centro histórico de Montevidéu lembra um pouco o centro antigo de São Paulo, com muito menos movimento. Estacionamos o carro próximo à Plaza de la Independencia e andamos por toda a Ciudad Vieja.
A praça é linda, e atravessando a rua já se vê o Teatro Solís, que oferece visitas guiadas. Logo se chega ao calçadão, onde havia uma feirinha de artesanato. Mais à frente, defronte à igreja, outra feirinha, de antiguidades e quinquilharias. Tudo muito simpático no meio daquela arquitetura antiga.
Pegamos o carro para ir até o Mercado del Puerto, uma espécie de mercadão lotado de restaurantes que oferecem a parrillada, o típico churrasco uruguaio.
Lá almoçamos e fomos ao Museo del Carnaval - sim, o Uruguai tem um carnaval bem típico, com uma espécie de parada e com muitas fantasias e máscaras, menos ao estilo brasileiro e mais ao de Veneza, pelo que vimos lá. Bem interessante e meio assustador - as máscaras e fantasias nem sempre são muito simpáticas.
Antes de sair da cidade marido quis ir conhecer o Estádio Centenário, que estava fechado para visitação, mas ele desceu para uma foto. A cidade é bem sinalizada e é bem fácil encontrar os pontos turísticos.
Deixamos então Montevidéu no meio da tarde e pegamos a estrada sentido Punta, pois apesar de estarmos cansados queríamos aproveitar o dia ensolarado pra parar em Punta Ballena e conhecer a famosa Casapueblo, um lugar que foi casa de verão do artista plástico Carlos Páez Vilaró, que morreu em 2014, e agora é um misto de museu, loja, café e hotel. As pessoas disputam a tapa um lugar na varanda próxima do café para ver o pôr do sol, que é realmente incrível.
Dizem que o Carlos era amigo do Vinícius de Moraes, que se inspirou naquela casa para criar o poema A Casa. É realmente um lugar impressionante, todo branco e arredondado, e ficar hospedado lá é pra poucos. Foi nesse lugar também que pagamos pelo lanche mais caro de toda a viagem, que nem vou contar pra não desanimar quem quiser ir....
Como estava muito cheio lá dentro saímos da casa para esperar o pôr do sol, que não nos decepcionou. Sem dúvida foi um dos pontos altos dessa viagem. E depois desse dia intenso seguimos para Punta, não sem antes experimentarmos o famoso trânsito de temporada... a entrada da cidade estava bem congestionada.

Dia 6 (3 de jan) - Nesse dia resolvemos seguir a recomendação de uma amiga que conhece bem aqueles lados e fomos conhecer Piriápolis, cerca de 40 km de Punta. Dizem as más línguas que Piriápolis é a prima pobre de Punta (que sem dúvida é a prima rica!). A cidade foi toda planejada por um cara chamado Francisco Piria - que dá nome a ela - para ser o maior balneário da América do Sul. Ele loteou e inventou o conceito de suaves prestações para quem comprasse os lotes, ficou muito rico e construiu pra ele mesmo... um castelo! Cara modesto ele, não?
Enfim, pela nossa pesquisa os pontos imperdíveis da cidade eram o Cerro San Antonio, um morro com uma capelinha de Santo Antonio lá em cima, de onde se tem uma vista panorâmica da cidade; o teleférico (que eu dispenso pois morro de medo de altura); visitar a casa-castelo; e passear pela praia - toda a orla tem um calçadão com bancos pra sentar, bem simpático.
A cidadezinha é bonita mas não achei tudo aquilo que dizem - não sei se porque é mal sinalizada e nos perdemos pra caramba até achar o que queríamos, ou se porque havia me "acostumado" com Punta (que é linda) e fiquei comparando. Sei que depois de muito rodar e passar várias vezes na frente do Hotel Argentino - que também é considerado um ponto turístico pela imponência do prédio - finalmente achamos o caminho do tal cerro e subimos. A capelinha é bem modesta, e além dela havia um barzinho. A vista realmente é panorâmica.
Descemos para almoçar e fomos procurar o castelo, que também deu trabalho e requereu várias paradas para informações, pois não havia sequer uma placa.
O lugar é realmente bem interessante do ponto de vista histórico, mas achei que poderia ser melhor explorado, pois poucos cômodos estão abertos à visitação, o prédio claramente precisa de restauração na parte externa e todo o entorno está abandonado pois eram anexos da casa que nunca foram acabados. Havia até um pessoal de circo acampado nas ruínas ao lado do castelo! Pelo que entendi, a família se desfez de todo o patrimônio e a prefeitura da cidade assumiu a manutenção de tudo.

E depois desse passeio voltamos à cidade - o castelo fica numa estrada secundária, longe do mar - e curtimos a tarde na areia com as crianças.
Minha impressão geral da cidade é que é meio decadente - a fachada do Hotel Argentino é um perfeito exemplo, uma arquitetura linda mas está na cara que falta manutenção há um bom tempo. Valeu conhecer pela história e pela praia, que era bem agradável.

Dia 7 (4 de jan) - Para esse dia havíamos comprado o passeio para a Isla de Lobos, apesar de caro - pagamos 150 dólares para os quatro, depois de muita pechincha e pesquisa. No porto há várias agências que vendem esse passeio, mais ou menos o mesmo preço dependendo do barco. O nosso barco era uma lancha grande, e fomos todos muito animados pra ver os benditos lobos marinhos... mal sabendo o que nos esperava. Os quatro inocentes, achando que seria como um passeio de escuna no Brasil, tomamos nossos lugares na parte de cima da lancha.
Os malinhas adoraram porque tinha um volante de mentira, estavam se achando. Só nos esquecemos de um pequeno detalhe: o vento. Em Punta venta o tempo todo, e forte, e a consequência óbvia disso é que o mar fica muito mexido e balança muito o barco. Eu, que normalmente não me assusto nem enjoo em barco, fiquei bem em pânico alterada. 
Os malinhas começaram a chorar e pedir pra voltar, e eu abracei os dois e fui tentando acalmá-los. Meu medo era que começassem a passar mal, aí o negócio ia ficar feio. Um dos tripulantes do barco subiu pra falar com a gente (com certeza se rindo por dentro pela ingenuidade daqueles trouxas que subiram tão felizes), perguntando se estava tudo bem e nos assegurando que o mar estava super calmo (hahahahaha, pensei com meus botões, imagine só quando não está). Mas o trajeto não é longo, e assim que nos afastamos do continente não havia mais tantas ondas. Tudo melhorou quando começamos a avistar a ilha - os barcos não atracam, ficam a uma certa distância porque não é permitido descer lá. 
Realmente tem um número inimaginável de animais, e eles pulam e nadam e brincam em volta das pedras, muitos chegando bem pertinho do barco. Quem quiser pode pular na água e nadar com eles - marido corajoso foi o único que enfrentou a água congelante, mas os lobos marinhos não deram muita bola. Os malinhas se animaram quando viram os bichinhos, que são bem simpáticos apesar de fedidos. E o engraçado é que ficam brincando uns com os outros e não têm medo das embarcações.
Na volta fomos bem mais espertos e ficamos na parte de baixo, Malinha #1 voltou à sua tagarelice habitual e Malinha #2 até dormiu no meu colo enroladinho numa toalha. Não nego que foi um alívio quando descemos em terra firme! 
Ficamos todos meio estragados nesse dia, resolvemos andar um pouco nos arredores do nosso hotel até dar fome, pois há muito já tinha passado da hora do almoço. O dia estava nublado e o vento, pra variar, bem gelado, e resolvemos comer num lugar fechado. Depois fomos até a Praia Brava aproveitar o solzinho que tinha aparecido, e deixar os malinhas brincarem um pouco. Nos fins de tarde a praia estava sempre lotada, muitas famílias com crianças e muitas turmas de jovens também. 

Dia 8 (5 de jan) - No nosso último dia de Punta planejamos ir até a praia de José Ignacio, que fica a cerca de 30 km de onde estávamos. O lugar era uma aldeia de pescadores que se converteu num ponto bem chique, com muitas casas bonitas e vários restaurantes. O dia estava lindo e realmente foi um dia de praia (apesar da falta de quiosques - novamente marido teve que andar muito até achar um lugar pra comprar umas bebidas), com direito a muita brincadeira na areia, pular ondinhas e ficar no sol. 
Paramos o carro próximo ao farol, onde é possível subir umas centenas de degraus e apreciar a vista lá de cima, mas na hora em que chegamos estava fechado. Almoçamos numa pizzaria simpática por ali mesmo, e voltamos para Punta.
E no nosso caminho de volta demos um rolê por Beverly Hills - sim, Punta abriga um bairro muito lindo e chique, com casinhas do naipe dessa da foto, entre ruas arborizadas e pessoas pedalando pra cá e pra lá. Me senti bem pobre nesse passeio 😄! Não sei se dinheiro traz felicidade, mas compra uma casa dessas e sei que ficaria bem feliz nela...
Assim nos despedimos de Punta, pois no dia seguinte partimos rumo ao Brasil.

Dia 9 (6 de jan) - Fizemos check out cedo e já pegamos a estrada. Acho que era mesmo hora de ir, pois o tempo estava chuvoso e bem frio. No caminho de volta paramos no Chuí para almoçar, no restaurante do hotel onde havíamos nos hospedado, e matamos a saudade do arroz com feijão! Resolvemos seguir viagem direto até Porto Alegre, pois os malinhas estavam bem, um dormiu a maior parte do tempo, a outra se distraiu com as alternativas que havia dentro do carro. Num pedaço grande da viagem fomos curtindo a paisagem, depois de Pelotas o caminho fica mais urbano, e chegamos em Porto Alegre no finalzinho da tarde. Dormimos lá para ir para Gramado no dia seguinte... mas isso é assunto para o próximo post.


Dicas & Conclusões:
- No Uruguai há a cobrança de uma espécie de ISS nos restaurantes, que é menor que o nosso IOF, então compensava sempre pagar a comida no cartão de crédito. Levamos um pouco de pesos uruguaios, que compramos antes de viajar, mas podíamos ter trocado lá tranquilamente, há muitas casas de câmbio e a taxa estava bem melhor que aqui. Pra quem vai de carro do Brasil para lá, como fizemos, é essencial levar alguns pesos para pagar os pedágios do caminho - em todos há avisos gigantes dizendo que não aceitam moeda estrangeira.

Achamos que Montevidéu vale um final de semana inteiro para que seja possível conhecer todos os locais interessantes, bem como a noite, que dizem que é bem animada. Quem sabe numa próxima vez combinamos Buenos Aires com Montevidéu?

- O passeio até a Isla de Lobos foi meio sofrido mas valeu a pena. Não é um negócio que se vê em qualquer lugar, e o legal é que os animais estão em seu habitat natural. A questão é ir preparado para o mar mexido e agasalhado pra não passar frio.

- Se você gosta de curtir só praia talvez Punta não seja o seu lugar, pois em termos de belezas naturais qualquer praia de Ubatuba dá de 10 a 0. Mas vale por todos os passeios por perto. E se você gosta de calorzão de verão, também não rola em Punta. Quando está sol e até umas 3 da tarde, faz bastante calor. Mas passou desse horário o vento frio (que é constante) toma conta, e chega a ser engraçado o pessoal na praia - todo mundo de moletom. Nas ruas, montes de gente de casaco de couro e havaianas. À noite dificilmente dá pra sair sem casaco, pois a temperatura cai mesmo. Passamos muito frio nos primeiros dias, depois aprendemos e nos acostumamos a sempre levar um casaco pra todos.

- Punta é caro, muito muito muito caro nessa época de temporada (talvez seja mais em conta no restante do ano, mas aí não é tão legal e muitos lugares só abrem entre novembro e fevereiro), por isso prepare o bolso. Vale ir com a família, inclusive com crianças pequenas - há carrinhos de bebê e crianças por todo o lado. E deve valer ir para curtir as baladas, que são famosas, mas infelizmente não experimentamos...

- Todo mundo fala da comida ótima, dos restaurantes maravilhosos do Uruguai, mas na verdade não ficamos muito impressionados. Nosso Malinha #2 com certeza passou fome, pois pedia arroz e feijão em todas as refeições, tadinho, mas o cardápio principal lá é carne com batatas e ele não é muito de carne nem de batata. Experimentamos a parrillada, que é o churrasco de lá, uma combinação de vários tipos de carne e linguiças, normalmente acompanhados de batatas e/ou arroz. Experimentamos também o chivito, que é o sanduíche típico uruguaio, bem gostoso, com o diferencial de levar ovo cozido no recheio. Mas de resto não ficou nada de memorável e, não custa repetir, tudo muito caro.

- Quando for pra lá, seja mais esperto que nós e habilite seu celular para uso fora do Brasil ou adquira um chip local.


Sites úteis para consulta:
www.viajenaviagem.com

->>>> Todos os detalhes de hospedagem e aluguel do carro estão lá no post de preparativos (aqui). No próximo post, o restante da viagem, Gramado e Canela. Vem com a gente!

Quer mais do Uruguai? Tem aqui:
Colonia del Sacramento a 2

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